Natal é tempo de lembrar...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal...


Momento único onde o mundo inteiro se reúne em coro para desejar coisas boas e trocar presentes.

Infelizmente parece que a parte de trocar presentes fez com que ele se tornasse apenas mais uma orgia do capitalismo, mas eu desejo do fundo do meu coração que você se lembre que não é bem assim.

Natal não é dia de marcar a chegada de uma entrega do Submarino ou das Casas Bahia. Natal não é apenas a chegada do Papai Noel.

Natal é o nascimento de alguém que está acima de tudo isso.

De alguém cuja obra ajudou a moldar e nortear toda a nossa civilização. 

Alguém que apesar de ter sofrido uma certa resistência, hoje é reconhecidamente reverenciado nos mais distantes confins do mundo.

Alguém que poucos conhecem a imensidão de sua obra, mas que todos concordam quanto sua genialidade.

Alguém que mesmo que não se saiba muito bem todos os detalhes sobre sua vida, tem seu nome como um dos mais conhecidos e citados em todo mundo.

Lembre-se um pouco dessa pessoa nesse dia especial.

Lembre-se que é graças a ele que temos real noção que para que deixemos nosso estado cansado e uniforme em favor de uma aceleração e mudanças, deve haver uma força motriz proporcional!

Graças a ele sabemos que tudo que fazemos traz-nos consequências, mas que mesmo as reações adjacentes a cada ação não fazem com que o universo seja estático, pois nunca agem sobre os mesmos entes.

Que você se lembre que se seus amigos mais próximos às vezes se dispersam pelos prismas da vida é apenas porque possuem diferenças e isso é muito bom, pois vocês não são monótonos e monocromáticos...

Lembre-se nesse dia de fazer uma prece no nome daquele sem o qual não estaríamos aqui neste momento.

Lembre-se de quem tirou o ser humano das trevas da ignorância.

Lembrem-se meus caros...

de Sir Isaac Newton.


Feliz Natal a todos!!!

Muitas felicidades e muita física na vida de vocês!



Postado ao som de musiquinhas natalinas que não sei o nome.

Trabalho duro em 2010 - Resultados

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ai, que sono...

Depois de muito espernear, gritar, esbravejar, finalmente o ano parece estar acabando.

Os compromissos continuam a todo vapor, mas já está dando aquela sensaçãozinha igual a quando está no fim do filme e você sente que as luzes vão se acender a qualquer momento...

De repente eu me lembro do meu primeiro post desse ano... o selo "Trabalho duro em 2010". Nele a proposta era estabelecer cinco metas para esse ano que está terminando...

Vamos à contabilidade.

1. Me estabelecer profissionalmente (me formo em fevereiro);


Realizado!! Apesar estar num emprego que não garante uma estabilidade financeira muito robusta, estou muito realizado com ele: Sou professor do Estado do Rio (1° Lugar no concurso! uhu!) num colégio excelente: o C. E. Presidente Dutra. Desde que comecei já consegui formar excelentes parcerias (e amizades) que possibilitaram um Círculo de Leitores e um convênio com a UFRuralRJ para levar alunos para o programa Jovens Talentos.



2. Atualizar O Metafísico pelo menos dia sim dia não;


Mais ou menos... Apesar de ter passado quase que o ano todo num grande hiato, voltei no fim e estou mantendo mais ou menos... Esse vai ficar pra ser melhor trabalhado ano que vem.

3. Me firmar academicamente, pesquisando em Ensino de Física;


Realizado!! Esse de uma maneira diferente: me estabeleci muito melhor do que poderia imaginar, mas com pesquisas em um campo diferente: História e Filosofia da Ciência. Estou no mestrado com um trabalho de reconhecida relevância dentro do programa e tenho feito relativo sucesso com meus seminários (apresentei um no Planetário da Gávea! uhu!²). Além disso ingressei num grupo de pesquisa de pessoas extraordináriamente extraordinárias! Um abraço a todos os Etéreos!

4. Colocar em prática minhas idéias de Ensino de Física Moberna em Nível Básico;


Adiado... Esse vai ter que ficar para o ano que vem... Assumi as turmas no meio do caminho e a falta de experiência me fez me atrapalhar um bocado... Ano que vem começa a melhorar...

5. Alcançar independência moral e financeira.


Na medida do possível... Realizado!! Nem me lembro quando foi a última vez que pedi dinheiro pros meus pais! uhu!!!³






Agora resta pensar em algumas metas legais para 2011.


Gostei de 2010.




Postado ao som de "Desordem" - Titãs

Coisas estranhas acontecem...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

rs

Dessa vez eu acho que o "Post nada sóbrio de sábado" ficou meio exagerado... rs

Não sei o que passou pela minha cabeça na hora, mas escrever em semi-inglês até que foi legal...

É interessante o como a sonoridade das palavras e mesmo das idéias fica diferente. Vocês já experimentaram fazer isso?

De vez em quando dá vontade de escrever e colocar tudo pra fora, experimente fazer isso em outro idioma, mesmo que você seja péssimo nele como eu sou no inglês.

Quando você lê o que escreveu parece que está lendo algo de outra pessoa, é interessante. Ajuda a desanuviar um pouco a cabeça nas horas de tensão. É sempre legal ver como às vezes os problemas são pequenos quando se olha de fora.

Bom, para aqueles que são fluentes em inglês eu peço desculpas pela enxurrada de erros de gramática.

Para aqueles que não entendem nenhuma palavra. Bom, a vocês eu parabenizo por que não vão ter sua sanidade afetada por mais um post dO Metafísico...

Então, façam a experiência: Algumas doses de vodca (Domeq faz o mesmo efeito, mas se for vinho ou cerveja você vai precisar de muito), depois escreva sobre as coisas que você anda sentindo, mas em outro idioma. É pelo menos engraçado... rs



Postado ao som de "Impossible Dream" - Do musical "The Man of la Mancha"

Another drink, please!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Just another drunk post.

Oh, yes!

I don't need anymore... just one more drink

Anytime, anywere, if i can have one more drink, i will be ok.

Just one more drink and one more feeling... I need to be in love again... It's a short time since the last drink and the last love, but i realy want i new drink and i just need a new love.

What can i do? call the people in the bar? Or just sleep in the night and wait? I don't know... The people are strange, the roads and the ways are confuse, i don't know anyone that can understand that

I know what can i do. I will call for some vodca. I will call for some good people.

Am I just seeking in the dark without hope? No... Hope is the one thing that i have without any question...

Hope that the times will be better... The world will be better... And, why not? My life will be better.

Me and my poor thought. Thinking in some people that i still don't know and in a lot of other peoples that i know too much. And specialy thinking in a person that i just meet a few moments ago and that i dont't understand properly yet. Oh, girl, i need at least meet you some times and know you better...

Oh, people...

I have too go... to much work to do and too much nightmares to face.


Post hearing "Elevation" - U2

Poder

sábado, 18 de dezembro de 2010

Poder...

Hoje eu presenciei uma das demonstrações de poder mais interessantes que já vi: um conselho de classe de fim de ano.

Como aluno eu sempre havia ouvido falar que era ali que as coisas eram decididas de verdade...

Em uma única manhã diversas decisões pesadas foram tomadas e eu me pergunto com que grau de isenção e mesmo autoridade.

É ligeiramente desesperador saber que está nas suas mãos o fato de que alguém vai perder um ano da sua vida.

Paradoxalmente fica aquela sensação de impotência quando você vê um aluno de terceiro ano não ter sua situação aliviada (precisava de pouca coisa) por argumentos que você já conhece há muito tempo e não são tão válidos assim.

Como existe professor cabeça dura! Estou ligeiramente indignado até agora, porque vamos acabar reprovando um aluno que será um excelente candidato a evasão no ano que vem!

Será que vale a pena?

Tenso.

A primeira coisa que me vem à cabeça nesse momento são as sábias palavras de Ben Parker... "Com grandes poderes vem grandes responsabilidades".

Muito, muito tenso.



Postado ao som de "Paint it Black" - Rolling Stones

Duas garrafas de Galiotto, por favor!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Post nada sóbrio de sábado...

Que merda! Hoje nem é sábado!

Tudo bem, hoje ainda é quarta mas vamos ao post pouco sóbrio da semana, a final de contas essa coisa está ficando cada vez menos sóbria.

Bom, eu tinha um monte de coisas para falar hoje, coisas muito legais, por sinal, mas uma coisa me fez mudar tudo.

Bom, não tenho nada contra nenhuma religião e tudo mais, mas já estou ficando de saco cheio da montoeira de baboseiras evangélicas que eu sou obrigado a aturar no orkut.

Você tem sua fé e está feliz com ela?

FODA-SE!

Ninguém tem nada a ver com isso! Fico feliz que você tenha encontrado seu caminho, mas nada lhe dá o direito de supor que o mesmo seja bom para os outros! Que merda!

Segue abaixo minha resposta para um desses scraps "repasse apenas se tiver tempo pra Jesus".

Sinceramente, Jesus até que é um cara maneiro, mas os seguidores dele geralmente são um pé no saco!

Aí vai a resposta:

"E então de um canto escuro surge um filósofo de nome difícil de escrever... "Deus está morto!", afirma o sábio.

As pessoas olham ao redor... Os ventos nas paredes deixam de configura-se em vozes... Os milagres inexplicáveis de repente deixam de fazer-se presentes...
O Deus da castração e da repressão morre definitivamente ao ouvir a notícia de seu fim.
Resta apenas ao homem atônito contemplando a cena da morte da deidade contentar-se com seu fim ou buscar novamente pelo sentido último das coisas na natureza, ou mesmo em seus próprios semelhantes.
E o homem já não mais é prisioneiro de uma fé externa e amedrontadora, agora ele percebe que o legado do falecido encontra-se em cada fiel. E cada crente se torna parte do todo, e cada fiel torna-se parte de Deus. Porque um não pode sobreviver sem o outro.

Aqueles que sentem medo ou repulsa, deletam a mensagem e vão para a cama como se nada tivesse ocorrido, mas aqueles que verdadeiramente entendem repassam...

"Deus está morto.""


Postado ao som da chuva na telha.


Fazendo amizades

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sempre fui o tipo de pessoa que acha que fazer amizades é algo extremamente complicado.

Até mesmo se apaixonar parece mais simples do que fazer uma amizade de verdade. Não sei se vocês me entendem, mas eu não quero dizer simplesmente se dar bem com alguém, mas sim quando este se dar bem se torna algo muito maior.

Seria a mesma analogia entre sentir atração por alguém e depois poder dizer que ama essa pessoa.

Mais interessante ainda é o como às vezes essas amizades podem surgir de maneira inesperada. Hoje me encontro em um ambiente extraordinariamente diferente do que em alguns meses atrás, e de uma forma muito louca eu me sinto à vontade como se estivesse há anos! Muito legal isso.

Vai chegando o fim de ano e a gente começa a contabilizar os prós e contras, o que ocorreu de bom e de ruim no ano que passa.

Se eu pudesse apontar algo de muito bom seriam as novas amizades, poder lidar mais uma vez com pessoas que amam de verdade aquilo que fazem, e que fazem com uma paixão impossível de ser escondida.

Isso é muito legal.

Então nesse fim de ano esse post vai dedicado aos novos amigos. Não preciso identificá-los, eles vão saber ao ler.



Postado ao som de "Sutilmente" - Skank

Espetáculo inacabado.

As luzes se apagam.

A cortina se fecha.

O público está surpreso.

O espetáculo acabou?

Como assim?

O que houve com o último ato?

Passou rápido que só!

E agora estão todos se olhando, num olhar ao mesmo tempo estúpido e admirado.

Não sabem se devem bater palmas ou esperar os artistas retornarem...

Os artistas não sabem se voltam ou se esperam as palmas do público...

De repente alguém começa a cantarolar...

"O arlequim está chorando pelo amor da colombina, no meio da multidão"


Embevecida a platéia procura pelo cantor... quem sabe a peça agora não irá continuar!

Depois de alguns instantes percebem uma jovem sentada perto da última fila. Com um algodão e água, ela retira tua maquiagem, enquanto algumas lágrimas se misturam ao suor.

A jovem percebe que todos a estão olhando, mas não se importa.

Apenas termina de remover seus disfarces e máscaras, levanta-se com uma serenidade de fazer inveja ao mais prateado luar e ruma em direção ao palco.

Suspense. O público prende a respiração aguardando pelo desenrolar da cena, não é mais uma peça como as outras.

A jovem caminha com um misto de altivez e depressão.

Chegando aos pés do palco agilmente sobe no tablado.

Sem olhar pra trás atravessa a cortina.

E faz-se o silêncio.

As pessoas se entreolham com espanto.

Aguardam em vão por uma resposta.

Em vão.



Postado ao som de "Gypsy Road" - Bruce Dickinson

PS: Valeu pela dica incidental da música, Daniela, adorei.

Uma vodka, por favor...

domingo, 12 de dezembro de 2010



Pra variar o post nada sóbrio de sábado à noite...

Quem sabe começar um conto?

Das últimas vezes até ficou interessante...

O problema é saber por onde começar... Depois de começar improvisar o resto é coisa fácil...

Quem sabe uma música!

Pois bem, você está escutando uma música. "Old Love", do Eric Clapton.

Você caminha pela rua com uma certa pressa. Está atrasado. No MP3 toca um Motorhead no último volume, enquanto você ouve "Going to Brazil". De repente ela começa.

Um riff simples...

E uma letra meio chorada...

"I can fell your body..."

E você estanca de repente na caminhada. Várias coisas começam a passar pela sua cabeça. Não é fácil lidar com fantasmas do passado, principalmente quando esses fantasmas não são tão etéreos assim.

Principalmente quando os fantasmas tentam por si só tornarem-se etéreos e desaparecer, mas você não deixa. Concientemente, numa espécie de tortura voluntária você escolhe continuar a viver algo que talvez já não exista. Como o velho torturador que continua a ver comunistas em cada esquina, você dá um ligeiro sorriso enquanto o solo começa e você percebe que solo de verdade é quem ouve essa música bem no início da tarde no meio de uma correria imensa esbarrando nas pessoas e ainda tendo tempo pra se emocionar com um refrão...

"Old love... Leave me alone..."

Talvez seja tudo o que você deseja, nesse momento em que o inconsciente e o consciente fundem-se num milagre perfeito que só pode ser provocado pelas maiores epifanias ou pelas mais profanas bebidas.

Mas você nunca foi dado de verdade à religião... Nem aos dogmas... Então o que sobra é o que sobra a qualquer cachorro que saiba seguir o rastro até o lado mais escuro da rua.

O que sobra é saber que mesmo com essa maravilhosa junção onde não se sabe o que é influência e o que é vontade.

O que sobra é saber que não importa o que aconteça, você sempre volta sozinho pra casa, sempre dorme e sempre acorda solitário, na certeza de que talvez seja assim até o derradeiro dia em que o ar não mais vai mais violar esses pulmões.

Mas não, talvez a própria solidão seja ilusória. Como viver sabendo que a qualquer momento uma certeza pode se revelar uma falácia das mais pérfidas?

Mas você persiste.

Você sabe que um dia as coisas vão ser mais claras. E você caminha pela rua sozinho.

Agora já não há mais ninguém. Mesmo os cachorros vadios já encontraram seu lugar e se foram.

Mas você continua caminhando. Olha para cima. As estrelas devem estar em algum lugar que as nuvens escondem, mas não é difícil imaginar.

Exatamente isso: Mesmo que haja nuvens no caminho não é difícil imaginar as estrelas.

Você percebe isso num clarão de luz divina, ou profana, que seja, e então mais uma vez ergue a cabeça  e para pra reparar no que está tocando. Outra do Eric Clapton...

Você não sabe o nome dessa, e não mais enxerga as letrinhas miudas pra saber de que se trata...

Um sorriso de canto de boca...

Uma decisão de canto de mente...

E você volta a música...

E volta pra casa cantarolando...

"I can feel your body
When I'm lying in bed
There's too much confusion
Going around through my head..."



Outro sorriso e você vai chegar em casa tranquilo.


Entre ser feliz ou estar certo você obviamente escolhe o caminho do meio: amar.


E persegue acreditando no amor até o fim.


Por que mesmo que não chegue a viver uma linda história de amor, ao menos vai morrer com este mesmo sorriso e com esta leveza turva no olhar...


Porque pouco ou quase nada nessa vida importa de verdade.






Postado ao som de "Old Love" - Eric Clapton.



Justificativa da breve ausência...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Olá, gente!

Postando rapidinho só pra justificar porque não tenho escrito ultimamente...

Estou corrigindo provas e trabalhos feito um louco pra fechar o ano!

Mas eu volto no fim de semana!

Vai valer a pena esperar!

Ou não...



Postado ao som de "Malandragem" - Cássia Eller

Preparar para a vida ou para o vestibular?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ô perguntinha difícil...

Sinceramente sempre preferi a primeira opção, mas tenho visto que dá pra fazer as duas.

Uma de minhas principais bandeiras é a interdisciplinaridade, a religação de saberes que em suas origens não são distintos.


Inúmeras pesquisas em décadas de história recente da educação mostram que a interdisciplinaridade está no seio de uma formação que dê conta da extrema complexidade com a qual se dão as relações do homem com a sociedade e com o ambiente em que vive.

Com a compartimentação do conhecimento em disciplinas engessadas perdemos a noção real da inserção do homem no meio em que vive, e apenas a partir do resgate das inter-relações entre os diversos saberes e áreas poderemos acessar novamente a natureza de nossa identidade humana, com toda a sua inerente complexidade.

Contudo, todo sistema unificador e de eliminação de fronteiras demanda um conceito que incorpore esta unificação, assim sendo, deve-se buscar cada vez mais a articulação de todas as ciências, sejam humanas, sociais ou naturais, em torno de uma visão sistêmica e abrangente de ser humano.
                
Neste caminho, o vestibular vêm deixando gradualmente de ser um empecilho para dar lugar a um modelo de seleção que sustenta e incentiva tais premissas de articulação e religação dos saberes.


Temos um novo ENEM, profundamente interdiscliplinar e contextualizado. E agora, José?



Todo movimento de inverção e de troca de paradigmas abre ampla margem para o pensamento de vanguarda e para a ousadia, possibilitando profundas mudanças em nosso cotidiano. Assim o é com as revoluções científicas bem como com suas contrapartes sociais, e assim agora o será com a educação, numa oportunidade única para a construção de um novo modelo de prática pedagógica.

Post sem criatividade...

É, hoje tá f*da pra escrever...

Acabei de reler o post anterior e nossa! Gostei bastante! rs

Está ficando difícil para que meus escritos sóbrios compitam com aqueles que faço após uma certa dose de álcool... rs

Mas vamos lá, o que falar quando todos os assuntos parecem fugir?

Seria legal de repente escrever um conto!

Poderíamos começar com uma chuva. Sim, a chuva é boa. E essa nossa chuva é especialmente boa, porque apesar de forte, é daquelas que vem no fim da tarde depois de um dia de muito calor.

De baixo dessa chuva de água morna e reconfortante está nosso herói.

Sem armadura prateada e sem um corcel magnífico, apenas com seu velho mp3 tocando um Led Zeppelin e a coluna um tanto curvada pelos dias.

Não pelo longos dias desde sua chegada a esse mundo, mas simplesmente pelo peso de alguns dias de insuportável calor e cansativo trabalho, além de conversas mansas que provocam furacões.

De repente, veja! Ele percebe que está chovendo...

E chovendo forte.

Pela primeira vez em dias ele olha pra cima e vê... Ainda é cinza o céu, ainda é negra a noite, mas agora as coisas já são diferentes.

A chuva cai, molhando-lhe o rosto. As pessoas ao redor correm procurando um abrigo.

Ele, que durante todos esses dias houvera caminhado e até corrido em vão em busca de um lugar seguro para repousar sua alma, agora já não precisa mais correr.

Alguns se abrigam sob marquises, outros vão para casa, outros abrem o guarda-chuvas.

Mas não nosso herói. Seu abrigo é a própria chuva. Seu calmante é a água. Seu repouso está no vento. Sua roupa encharcada é o manto sagrado do cavaleiro.

Subitamente pensa que poderia ser legal se tornar um poeta maldito. Seria fácil se acostumar com este cotidiano que sempre lhe foi sedutor. Mas desiste de pronto.

Nunca escrevera uma poesia que prestasse. Essa parte ia ser difícil demais...

Então decide! Olhem como ele sorri ao decidir! Vejam de perto seu olhar de satisfação, quando tem por um breve instante desvelado diante de si naquela chuva o seu futuro.

E que futuro!

Não, nunca seria um bom poeta, mas provavelmente seria um excelente maldito!



Postado ao som de "Broken Hearted Me" - Anne Murray

Um Contreau, por favor!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Álcool!

Suave retorno de todas as lembranças que nunca foram apagadas!

Suave recomeço em uma noite quente e desanimada!

Suave retorno aos braços no nada.

Suave queda no vazio da escuridão...

Não, não é tristeza, muito menos melancolia, e amor. Acima de tudo é amor ao amor.

Felizes são aqueles que conseguem mesmo nos momentos mais desanimadores se manterem fieis ao amor e à vida.

O amor é a lei, acima de qualquer vontade ou regra; acima de qualquer convenção social; acima de nossas próprias vidas!

Como é bom, apenas curtir um pouco do mundo girando, em parte pelo álcool, em parte pela beleza da vida. Em parte porque todas as pessoas felizes são parecidas entre si e monótonas, mas apenas no drama e na inquietude pode repousar a verdadeira beleza e o verdadeiro prazer.

Um ode a todas as paixões não vividas, a todos os amores imperfeitos, a todas as idealizações ilusórias.

Um louvor a todo sentimento desesperado, a todos os amores sem esperanças, a toda forma de viver e de ser vivido.

Que rufem os tambores, que aquiete-se o público, que abram-se as cortinas!

Pois na próxima esquina se está encenando o novo Romeu! Pois no próximo ônibus embarca o novo Fausto! Descendo na próxima estação encontramos a novíssima Helena!

Porque a tudo e a todos segue-se a tragédia, e porque a beleza não pode simplesmente causar espanto. Porque a beleza deve ser a raiz de toda a nova verdade.

Porque não é na felicidade que encontraremos o bom e o belo, mas apenas na falta dela teremos real noção do mundo e notório entendimento da natureza das coisas.


Postado ao som de "Valsinha" - Vinícius de Moraes.


Big Bang - Big Crunch

sábado, 4 de dezembro de 2010

Bom, já faz tempo que eu não dou uma viajada... meus posts estão perdendo o jeito... rs

Então vou aproveitar o gancho de uma parte da discussão de hoje (ver post anterior).

Digamos que toda aquela história de Big Bang seja verdade: que tudo tenha tido um começo a partir de um instante onde toda a massa do universo estava condensada num único ponto.

Sabemos isso porque hoje observamos o nosso universo em expansão (se as coisas estão se afastando é porque um dia já estiveram mais próximas, e por aí vai), e ainda que essa expansão é assustadoramente acelerada, originando o que chamamos de energia escura.

Bom, alguns modelos dizem que esta aceleração não pode durar para sempre, e que em algum determinado momento a gravidade irá falar mais alto do que essa misteriosa força repulsiva e fara com que o universo entre em colapso, voltando a ocupar um único e denso ponto.

Esse é o chamado Big Crunch.

A primeira pergunta é: O que impede que haja outro Big Bang após esse Big Crunch e assim sucessivamente, num resgate do bom e velho universo eterno (e em larga escala, de tempo e espaço, estático)?

A resposta dessa é simples: nada! Pode sim ser que a verdade seja essa: uma eterna sucessão de nascimento e morte do universo como conhecemos, estando nós num pontinho privilegiado no meio de tudo isso para poder contemplar.

A segunda pergunta é mais complicada e muito mais legal: O que impede que no segundo Big Bang as dinâmica envolvida seja exatamente a mesma e conduza aos mesmos resultados e mesmos movimentos exatos das partículas? E porque não estender esse raciocínio ao comportamento humano?

Será que eu já estive aqui, sentado na frente desse computador, tomando uma xícara de café e escrevendo esse post?

Será que todo o nosso futuro já está definido pelo simples fato de já ter acontecido potencialmente infinitas vezes?

Bom, como meu objetivo é apenas confundir as mentes desavisadas, vou ficando por aqui, deixando essas caramiolas em suas cabeças. ;)

Um grande abraço a todos e em especial à Daniela, pela atenção dada a este simplório blog e pelos comentários animadores :) Espero poder escrever cada vez mais para vocês.


Postado ao som de " Streets of Philadelphia" - Bruce Springsteen

Buracos de minhoca e coisas do tipo...



Dica de filme: assistam "Contato", do Robert Zemeckis baseado num romance do Carl Sagan.

É realmente muito bom.

Eu já conhecia o filme há bastante tempo e hoje tive o prazer de participar de um agradável bate-papo sobre ciência e filosofia após assistir a essa obra prima junto com uma turma de Psicologia da UFRuralRJ.

Foi fantástico. Poucas foram as vezes que vi uma turma de primeiro período tão madura e interessada.

Infelizmente foi muito curto, por causa da hora já avançada em que se deu a conversa, mas foi excelente e fica no ar um novo encontro menos formal para debater idéias.

Basicamente o papo girou em torno da física dos buracos de minhoca e da possibilidade de vida extraterrestre, onde pude reafirmar algumas coisas interessantes:

Primeiro, que a ciência facilmente perde o rótulo de bicho de sete cabeças se apresentada como um assunto interessante (especialmente através da ficção científica) e atraente. É fácil entrar no assunto e fluir o debate, eu mal tinha falado uns 20% do preparado e a discussão já corria a todo vapor.

Ou seja: Sim, a ciência É para todos.

Segundo, as pessoas perguntam se a gente acredita em vida extraterrestre quase com a mesma entonação com que perguntariam se acreditamos em Deus, é incrível!

rs

Ademais, poder passar um pouco de empolgação para aqueles que ainda não foram corroidos pelo marasmo da vida acadêmica é sempre bom.

Deixo aqui então o meu muito obrigado ao prof. Nilton Souza do Departamento de Psicologia e à turma pela marcante acolhida.

Valeu!


Postado ao som de "Blackbird" - The Beatles

Mitos do Cientista e boas iniciativas

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Hoje passei por uma experiência muito interessante que em muito me acrescentou aos meus pensamentos em alguns aspectos sobre a ciência.

Recebi um convite para levar um grupo de alunos do terceiro ano do colégio em que trabalho para conhecer algumas instalações do Departamento de Química da UFRuralRJ através de uma iniciativa do Prof. Mário de Oliveira, pesquisador de química dos produtos naturais.

Bom, foi uma experiência muito legal (até mesmo pelo fato de eu ser leigo no assunto e ter aprendido bastante), onde os estudantes puderam ter contato direto com o cotidiano não apenas da universidade, como também da pesquisa científica.

Pude perceber o quanto eles se dispunham em uma postura respeitosa dentro dos laboratórios.

Não como se tivessem medo de algo, mas como se os ares fossem diferentes (tudo bem que eram laboratórios de química e os ares ERAM diferentes... mas é de outra coisa que estou falando).

O mesmo tipo de atitude é possível observar quando as pessoas estão dentro de igrejas. É como se o templo da ciência de certa forma também fosse um tanto quanto sagrado.

Entretanto o mais interessante foi o espanto de uma aluna ao encontrar um rolo de papel higiênico sobre uma bancada. Acreditando que se tratava de um engano, que alguém deveria ter esquecido o objeto ali, ela perguntou sobre o assunto e em parte se espantou com o fato de que algo tão simples pudesse ser usado por um cientista para fins de seu ofício.

Mais uma vez pude testemunhar o enorme distanciamento que ainda há entre a ciência e o povo, de forma que a primeira é algo místico e misterioso, um terreno onde apenas os escolhidos e iniciados podem pisar.

Isso é terrível, mas são justamente iniciativas como esta do Prof. Mário que colaboram para minar este grande muro.

Deixo aqui, portanto, meu muito obrigado ao professor e à UFRuralRJ, junto com as espectativas de repetir esta visita sempre que possível!

Obrigado!


Postado ao som de "Alagados" - Paralamas do Sucesso

Mais uma coisa...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A propósito, esqueci de um detalhe.

No post anterior falei sobre um objetivo.

Ficou faltando um detalhe sobre o cumprimento: A partir de agora a regra dO Metafísico é contar com postagens diárias até o cumprimento da meta.

Nem que eu fique a vida toda.

Esse ainda é o dia 1.


Postado ao som de "Construção" - Chico Buarque

Entropia e coisas afins...

Como já devo ter explicado, para o bem ou para o mal eu agora sou professor.

Hoje cedo um grupo de alunos apresentou um trabalho sobre entropia e fiquei pensando sobre um monte de coisas.


A seta do tempo...


A única garantia dentro dos nossos conceitos de que o tempo existe, uma amostra da inexorabilidade de alguns fatos e de não dá pra voltar atrás na vida.

A entropia sempre aumenta. Isso marca a irreversibilidade dos processos de transformação termodinâmica, bem como a certeza de que tecnicamente o que passou passou.

Não há sequer uma possibilidade teórica para reverter o fluxo de entropia, o máximo que a gente consegue é através de processos "quase estáticos" fazer com que ela deixe de crescer, mas nunca diminui.

Hoje o post está extraordinariamente sem graça, e provavelmente nem metade dos que começaram a ler esta coisa chegaram até aqui.

Mas quer saber de uma coisa? Foda-se! Eu estou triste e pronto.

A vida da gente às vezes toma rumos onde perdemos o controle. Olhamos para trás, percebemos falhas e vemos que talvez sejam irreversíveis, assim como todo bom processo natural. A p*rra da entropia sisma em se meter no meu caminho.

Mas querem saber de outra coisa? Tolo é aquele que se contenta em aceitar verdades bem estabelecidas e entender que o conhecimento é definitivo. Como bom (será?) filósofo da ciência não devo me permitir essa falácia!

Hoje começa uma nova jornada na minha vida.

Hoje eu encontrei algo que realmente vale a pena executar. Uma tese que vale o sangue defender.

A partir dessa data, 01 de dezembro de 2010 (anotem aí), me dedicarei a comprovar que essa história de irreversibilidade não é tão inexorável assim.

Hoje minha meta é reverter algo.

Hoje é o primeiro dia.



Postado ao som de "Old Love" - Eric Clapton

Sobre o amor e a vontade...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Bom, as coisas foram mais ou menos assim: No sábado à noite eu cheguei em casa meio tarde e um tanto quanto alcoolizado... Não considero que bebi, afinal de contas beber com os pais não é bem beber, mas o fato é que tanta coisa está acontecendo na minha vida ultimamente que acho que o alcool despertou meus sentidos e minha agudeza para escrever.

Foi nessa que eu voltei pro blog, com o post "Era uma vez um blogueiro..."

Hoje, sóbrio, eu volto e leio o que escrevi e vejo que ficou legal! rs

Tão legal que resolvi falar um pouco mais sobre as idas e vindas amorosas que me levam e trazem de volta para a blogosfera com uma sazonalidade impressionante.

Há bastante tempo atrás se você me perguntasse o que é necessário para que duas pessoas fiquem juntas e sejam felizes, eu lhe diria que elas precisariam apenas se amar.

Mas acabei descobrindo que só é assim nos dramas ruins.

Com o tempo mudei de idéia, passei a pensar que para duas pessoas ficarem juntas e serem felizes, mais importante do que o amor, elas deveriam ter vontade de que as coisas aconteçam e lutar por isso.

Mas também descobri que a vida não é bem assim, só seguindo essa regra as comédias românticas mais clichês.

Sinceramente desisti de tentar descobrir o que é necessário para fazer do amor uma realidade.

De repente não é nem preciso fazer nada, apenas olhar para ele e perceber que já é real há muito tempo.

Mas não sei.

Muita gente gostaria de ser ator de cinema, eu preferiria ser personagem.


Postado ao som de "Lonely Stranger" - Eric Clapton

Sobre biscoitinhos e café...


Sobre biscoitinhos e café, pouco há que se comentar a não ser que é uma excelente opção para desjejum ou lanche da tarde. Pessoalmente eu gosto bastante.

Mas como tudo o que a gente gosta nessa vida sempre há alguns prós e contras. Por exemplo, o biscoitinho doce pode ser uma delícia, mas cedo ou tarde ele dará uma baita azia.

Não importa o quanto algo é, ou parece ser, bom, sempre vai haver um lado nefasto. Nossa maneira de lidar com esse lado nefasto é que dirá se continuaremos comendo biscoitinhos e café ou se tentaremos algo diferente (quem sabe um pãozinho de queijo?).

Hoje olho pra trás com um olhar mais crítico do que fazia até bem pouco tempo atrás. Hoje penso que os biscoitinhos doces talvez já não sejam tão doces. O que é uma pena, porque eu realmente gostava demais deles. Hoje olho pra trás e percebo que não consegui lidar direito com os efeitos colaterais provocados por essas guloseimas.

Pra falar a verdade, essa foto aí acima é a de um saquinho desses biscoitos que não consegui chegar ao final. Mas diga-se de passagem o café estava uma delícia.

Mas assim é a gastronomia. Nem sempre algo que é bom faz bem e nem sempre sabemos dosar as coisas.



Postado ao som de "Eu e Ela" - Titãs

Professor, eu não sei nada...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Funciona mais ou menos assim: dou aulas há um certo tempo em curso pré vestibular e ouço todo dia a seguinte frase:

[dito com voz de falsete]: "Professor, não aprendi nada disso no colégio..."

[respondido com cara de espanto]: "Nossa, que terrível! Vamos então dar uma olhada de novo."

Bem, acontece que agora eu também dou aulas no ensino regular. Sinceramente dá vontade de mudar a resposta padrão... Seia algo do tipo:

[dito com voz de falsete]: "Professor, não aprendi nada disso no colégio..."

[respondido com cara de assassino]: "P*ta que pariu!! Que m*rda! Quer saber de uma coisa? O que você estava fazendo na p*rra da aula onde a p*rra do professor tentou ensinar? Estava de sacanagem! Estava matando aula pra ficar sarrando na namoradinha atrás do colégio! Quer saber de outra coisa? F*da-se!!!"

ah... Precisava desse desabafo de fim de ano! rs

Que troço estressante esse de dar aula em colégio! Nossa! rs

O pior de tudo não é nem a falta de recursos, nem os alunos que zoneiam, nem a sobrecarga de trabalho nem o salário de merda, o pior de tudo e amar isso tudo!

O pior de tudo é adorar o que faz!

Será que se eu fizer um tratamento num psicanalista eu consigo curar essa tara louca pelo magistério? rsrs

Mas falando sério agora. O fim do meu primeiro ano na frente de algumas turmas de verdade está sendo uma merda!

Mas a gente vai levando e vendo no que é que dá...



Postado ao som de "Ode aos ratos" - Chico Buarque.

Era uma vez um blogueiro...

domingo, 28 de novembro de 2010

Era uma vez um blogueiro...

Bom, o cara tinha um blog, tecnicamente isso faz dele um blogueiro. Bom, o blogueiro escrevia alguns contos, isso faz dele um contista. Bom, os contos dele eram meio medíocres, isso faz dele um sucesso.

Ao menos um sucesso para ele e seus amigos imaginários.

Era uma vez um blogueiro que tinha um blog. Exatamente, assim fica bem melhor: Um blogueiro que tinha um blog. Escrevendo um blog para aliviar a tensão sobre uma crise amorosa que parecia loucamente confusa ele resolve escrever alguns poemas meio melosos esperando que ninguém leia, mas especialmente que ninguém o identifique.

Bom, resolvida a crise amorosa (de um jeito ruim, é claro), o blogueiro abandona o blog. Mas mesmo assim ele não deixa de ser um blogueiro, afinal o blog existe. Então a crise vem à tona novamente. O que o contista blogueiro faz? Resolve retomar o blog.

Retoma, escreve, é lido, lê, joga coisas fora, mas de uma louca maneira escreve, coisas sem sentido, coisas com sentido, mas no fundo apenas coisas: apenas sussurros de uma mente ligeiramente insana e beirando a completa loucura. Sim, ele era um blogueiro contista louco. Como blogueiro tinha um blog, como contista escrevia coisas inúteis, como louco colocava as coisas inúteis no blog.

Bom, depois de um longo período que passou bem rápido o blogueiro contista louco resolve novamente abandonar o blog, infelizmente não consegue abandonar a loucura. Tinha acabado de sair de uma de suas crises amorosas e então deixou de lado os desabafos e o blog. Mas não a loucura. E então passou a ser apenas um contista louco. Mas o contista louco tinha ainda um blog. Então ele era um contista louco blogueiro inativo. Inativo como blogueiro, muito ativo como louco.

Passou-se o tempo, passaram-se os passos, mas a loucura não passou. Mesmo que a uva assim proceda, a loucura do blogueiro não segue essas regras. E depois de mais um longo intervalo o blogueiro que virou contista que ficou louco que virou inativo, depois de tomar uma quantidade generosa de conhaque resolve que é hora de deixar a inatividade pra trás.

E então resolve se tornar um blogueiro contista louco bêbado.

Algumas vezes mais bêbado que louco, outras mais contista que blogueiro.

Mas o que fazer quando ao se tornar um bêbado louco contista e com um blog?

Bom, depois de refletir e tomar mais uma dose ele descobre a resposta: a maneira mais completa de expressar sua louca embriaguez bloguística contadora é, afinal de contas, escrever um conto! Mas um conto que seja ao mesmo tempo bêbado e louco, e que seja por fim postado em um blog!

E ele tem a brilhante idéia que se desvendará em mais um conto medíocre, mas que agora além de medíocre será bêbado e louco.

E ele resolve escrever a história de um blogueiro, um blogueiro que virou contista. Um contista que ficou louco. Um louco que encheu a cara de conhaque.

E ele resolve começar assim:

Era uma vez um blogueiro...



Postado ao som de um zumbido escroto no ouvido.

Ficção Científica e Ciência

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pode-se muito bem ver a FC como veículo de popularização da ciência, mas é possível que essa conclusão se extenda também ao conhecimento novo, ou seja, o progresso da própria ciência?

É interessante notar, não só como a ficção científica acaba por arrebalhar pessoal que se dedique à ciência, mas também acaba por ser um grande veícul de popularização do conhecimento científico.

O modo de ver o mundo da FC, sempre com a cabeça no futuro, sempre pronto e esperançoso por mudanças e progresso, tudo isso acaba por de certa forma "contaminar" cada vez mais o modo de ver o mundo da sociedade como um todo. Vivemos em uma época onde tudo (ou quase tudo) gira em torno da ciência e/ou da tecnologia, e elas tanto nos encantam quanto nos espantam e tudo isso acaba por ficar muito mais evidente com a nossa cultura de FC, seja ela nos livros, no cinema, nos quadrinhos ou até no videogame.

Ao despertar a curiosidade e ao mesmo tempo a sede por desenvolvimento e descoberta, a FC, além de atrair pessoas para a ciência, faz com que estes estejam sempre mais abertos a idéias inovadoras.

Objetivamente: muitos daqueles que hoje se dedicam à ciência e à tecnologia foram ou ainda são fãs entusiastas da FC. Levando adiante a visão de mundo da FC, estão com o pensamento sempre no futuro e no “impossível”.

Com um pouco de ousadia, podemos afirmar que ao fazer toda uma apologia ao desenvolvimento e às rupturas com os paradigmas já bem consolidados, a FC influenciou e ainda influencia na formação de pesquisadores tenham um grande apreço por mudanças e progresso.

Fica então essa reflexão: Até onde vai a influência mútua entre ficção científica e ciência?

Bom, tenho dois anos pra tentar responder.


Postado ao som de: "Eletric Eye" - Judas Priest

Novo cantinho...

sábado, 5 de junho de 2010

Gente, vocês devem ter percebido que eu dei meio que uma desaparecida desses cantos...

Mas dessa vez tem justificativa.

Além dos compromissos do mestrado e do trabalho, tenho me envolvido nom projeto um poudo maior: Uma revista de literatuar fantástica.

Então gostaria de convidar vocês a conhecerem o projeto no nosso novo cantinho:

Távola Cultural

Um abraço, pessoal.

Logo assim que eu puder eu volto a postar por aqui.


Postado ao som de "Pink" - Aerosmith

Uma última batalha

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pouco há que se compare ao calor de uma batalha. Pouco há o que se compare a sentir o sangue correndo pelas veias e o frenesi guerreiro tomando conta do seu corpo.

Há aqueles que olham para uma batalha e vêem apenas carmificina e sangue jorrado numa violência descabida, mas definitivamente ele não era um deles. Ele sabia muito bem o peso de uma injúria mal resolvida e de um mal não remediado.

Sabia ainda que poucos são pacifistas por opção, muitos o são por covardia.

E foi com esses pensamentos em mente que adentrou seu campo de batalha. Não vestia mais do que uma velha cota de malhas e não carregava mais do que sua espada.

Não... Escudos já não faziam sentido quando se precisava de força total, e elmos apenas atrapalham a visão quando a concentração e os reflexos podem salvar sua vida mehor do que um pedaço de metal...

E assim ele encarou a morte, da mesma forma que encarava a vida: sem medo e sem arrependimentos. Muitas vezes já vertera sangue alheio, mas um sem número de ocasões também derramara seu próprio. Era o tributo caro cobrado pelos deuses da guerra e as marcas de sua devoção estavam estampadas em cada centímetro de seu corpo em profundas e gloriosas cicatrizes. Não são muitos os que sobrevivem a tantas batalhas, e ele de verdade nunca havia se sentido muito próximo da morte até aquele dia.

A própria manhã que antecedeu aquele longo derramamento de sangue já havia sido de maus agouros... E agora mesmo antes de cruzar espadas com seu primeiro oponente sabia que seria sua última batalha. Mas isso não o intimidava, o tornava mais forte.

Nascera par isso, para morrer em combate.

Já não enxergava seus compatriotas no campo da disputa, o sangue lhe cobrira o rosto transformando tudo em vultos. Sua espada lhe guiava, assim como havia aprendido e aprimorado há tanto tempo e ele sentia a pilha de corpos crescer ao seu redor. O cheiro do sangue o inebriava e fazia esquecer de tudo.

Já não podia mais andar, um grande ferimento em sua perna direita fazia com que até mesmo ficar de pé fosse custoso. Mas ele não podia simplesmente cair e morrer... não sem antes erguer uma muralha de inimigos ao seu redor, um monumento fúnebre à sua coragem e bravura. Um último sacrifício em honra de todos os companheiros caídos.

Já não sentia mais as dores, não sentia mais sua carne sendo perfurada e cortada, sentia apenas o fio de sua espada, e cada gota de sangue inimigo que espirrava em sua armadura. Acima de tudo ele era um guerreiro.

Já não se recordava mais das razões da batalha, mas isso não mais lhe importava. Fosse justo ou injusto ele estava apenas cumprindo seu papel e fazendo o que nascera para fazer. Ele gostava dessa sensação. Sentia-se completo como nunca sentira e pôde perceber o quanto abençoado estava sendo em seus últimos momentos de glória.

Agora já não via mais nada. Cessaram-se os vultos. Agora já não sentia mais nada. Cessara o dançar da lâmina. Uma última sensação, um último som. E ele ouviu um grito. Um grito terrivel e ameaçador, como se a própria Terra chamasse por sua alma e cobrasse o preço por tantas vidas ceifadas. Ele sabia que era uma dívida da qual não se foge. Então já não ouvia mais nada. Cessaram-se os gritos, cessaram-se as vozes. Agora já não sentia mais nada. O chão sobre seus pés parecia desaparecer e mesmo assim ele insistia em não cair...

E assim se foi... Morreu da mesma forma que viveu: Enfurecido. Morreu com o mesmo sentimento que viveu: Sem se arrepender pelo sangue derramado e sem temer pela abreviação de sua vida... Pois a vida era apenas isso, uma chance curta para fazer o que deve ser feito. E ele havia feito.

Mais um dia, mais um começo

Mais um dia, mais um começo.

Sentada na beira da praia contemplou o nascer do Sol.

Mais um dia, mais um começo.

O vento batia em seu rosto, o ar secava suas lágrimas.

Mais um dia, mais um começo.

Ver o mar sempre lhe lembrava dele, mas não mais sofria.

Mais um dia, mais um começo.

Restava apenas esperar que o frio passasse e a dor se curasse.

Mais um dia, mais um começo.

Levantou-se e andou em direção à praia.

Mais um dia, mais um começo.

Não sentia o calor, nem o vento, nem mesmo a luz do sol em seus cabelos.

Mais um dia, mais um começo.

Repitira essa frase diversas vezes para si mesma depois que ele se fora...

Mais um dia, mais um começo.

Mas nada mais importava, a água morna massageava seus tornozelos.

Mais um dia, mais um começo.

A dor da perda já não sentia, enquanto molhados ficavam seus joelhos.

Mais um dia, mais um começo.

A água cobria sua cintura, e não pôde deixar de notar o quão belo era o céu sobre sua cabeça.

Mais um dia, mais um começo.

Queria olhar de novo para a margem, mas não tinha coragem suficiente.

Mais um dia, mais um começo.

Queria ver mais uma vez aquele olhar perdido... mas perdido estava o olhar...

Mais um dia, mais um começo.

Perdido o olhar, perdido o amor, perdidos os sonhos.

Mais um dia, mais um começo.

A água tocava de leve seus cabelos, e acariciava suas costas.

Mais um dia, mais um começo.

Ao sentir a plenitude daquele momento um arrepio percorreu sua espinha.

Mais um dia, mais um começo.

Não sentiu medo nem angústia, apenas paz e serenidade.

Mais um dia, mais um começo.

Não haveria porque se preocupar, não havia porque retornar...

Mais um dia mais um começo.

E a água cobriu seu rosto.

Mais um dia, mais um começo.

Num último suspiro elevou seu espírito. Sem dor, sem sofrimento....

Mais um dia, mais um começo.

Sem palpitações, sem desespero, sem cartas de despedida.

Mais um dia, mais um começo.

E na cidade a vida começava a fluir por entre as veias da quimera de concreto e asfalto. Nada naquela manhã denunciava que algo de anormal poderia ter ocorrido. Os cachorros latiam, as crianças choravam, um bêbado caia pelas esquinas. Nada demais. Apenas mais um...

Mais um dia, mais um começo.


Postado ao som de "Hurricane" - Bob Dylan.

Estar vivo...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Acabei de ler um comentário do Bahamut num dos meus posts e várias coisas me passam pela cabeça...

Foi no post Voltas que a vida dá..., e quando eu falei sobre sonhar, ele deixou um comentário extraordinário:

"vc só pode dizer se esta realmente vivo se ainda sonha e acredita nos seus sonhos."

Fico agora pensando... Quais poderam ser os critérios para se dizer se uma pessoa está realmente viva?

O que é viver?

Um coração batendo e um cérebro em ordem não pode ser o suficiente...

Sonhar e acreditar nos sonhos com certeza é um excelente indicador...

Eu destacaria ainda a capacidade de sorrir (digo sorrir mesmo, e não simplesmente dar risadas), a capacidade de amar, e principalmente a capacidade de mudar.

Uma das coisas que eu acho mais importantes é o reconhecimento do caráter incompleto e mutante do ser humano.

Hoje não sou o mesmo de ontem, por um acaso ontem estive lendo meus primeiros posts e reconhecendo isso: o Metafísico de dois anos atrás não é o mesmo Metafísico de hoje... que não sera o mesmo de amanhã...

Adoro essa parte! :D

Dessa vez vou terminar com palavras de ordem:

Vivam!
Amem!
Sonhem!
Sorriam!

Mudem!!


Postado ao som de "Enter Sandman" - Metallica

Elevar-se...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Hoje estive ouvindo por tabela uma rádio religiosa...

Eu estava voltado pra casa depois de uma prova de concurso e uma coisa muito me chamou a atenção, algo que eu já tinha ouvido várias vezes mas nunca tinha reparado.

O uso da expressão "elevar-se em oração".

Comecei então a refletir sobre vários aspectos desta expressão. Por favor, não estou julgando nada nem ninguém, quero apenas oferecer um ponto de vista pouco ortodoxo nesta interpretação.

Elevar-se, por definição, é o ato de erguer-se, ter sua altura aumentada.

A princípio buscamos com isso atingir pontos mais altos, como por exemplo, um estado de comunhão com deus (seja quem for que você chame de deus, repare que isso não depende de religião).

Entretanto, se analisarmos de uma maneira mais profunda, vemos que a altura na qual alguém se encontra é uma medida mais exata quando comparada com sua distância do nível do solo.

Desta maneira, elevar-se é distanciar-se do mundo e desta forma ficar mais longe de nossa natureza mortal e pecadora.

Contudo creio que pagamos um preço alto demais por isso: ao distanciarmo-nos do mundo, acabamos por nos distanciar também de nossos semelhantes.

Olhem em volta e vejam se não é verdade: o momento mais profundo de nossas orações geralmente é um momento solitário.

Vale a pena deixarmos nossos irmãos de lado para sevir a Deus pura e simplesmente? Ou podemos melhor servir a Deus se ao invés de nos "elevarmos" a ele nos mantivermos no nível do mundo e de nossos semelhantes?

Deus não precisa de nós, não precisa de nossa veneração, de nossa adoração. Ele está bem, por definição ele está bem.

Mas nossos irmãos não estão!! Eles sofrem, eles padecem, eles choram. Melhor dizendo: Nós sofremos, nós padecemos, nós choramos.

Se é assim, porque esquecer do mundo para se dedicar a Deus? Porque precisamos tanto enxergar um Deus fora do ser humano?



Postado ao som de "Warboys" - Queen+Paul Rodgers

Voltas que a vida dá...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Bom, voltemos às divagações...

Neste fim de período eu acabei passando por um dos meus piores momentos dentro da universidade: por muito pouco não reprovo uma disciplina nas portas de me formar. Quando digo pouco é pouco mesmo, eu quase até desisti de tentar.

Bom, isso me fez ter que reformular tudo o que eu havia planejado para 2010, de uma maneira muito triste eu já me preparava para começar a recolher os cacos...

Foi então que eu percebi uma coisa: o quanto é necessário sempre refazer e repensar os nossos planos. Foi só quando eu quase tive que começar tudo de novo que eu percebi quantos sonhos ainda faltavam por realizar, quantas coisas boas eu poderia fazer se o pior ocorresse...

No fim das contas percebi com certa estranheza que eu já estava quase torcendo pra me dar mal nas últimas provas... rsrs

É bom quando a vida dá essas reviravoltas, mesmo que a gente se desespere na hora, e só uma pessoa de verdade sabe o quanto eu me desesperei, mesmo que tudo pareça ruir, sempre dá pra olhar por um outro caminho, sempre vai haver um sonho para perseguir.

Por isso, hoje não vou fazer perguntas retóricas, hoje vou fazer uma afirmação!

Sonhem, sonhem sempre e cada vez mais. Não tenham medo de sair do chão, porque quando tudo mais ruir ainda lhes restarão perseguirem seus sonhos.

De propósito não vou contar como minha história terminou... rs Ela não é importante, o importante foi o que eu aprendi com ela.



Postado ao som de "How I Wish You Where Here" - Pink Floyd

Sobre diferenças entre aprender e ensinar

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vou mais uma vez me debruçar sobre um tema que já tenho falado aqui algumas vezes: Educação.

Hoje estive conversando com alguns amigos sobre a atuação de alguns professores e alguns exemplos de práticas educativas.

Uma coisa interessante sobre o assunto é a divergência drástica que existe no pensamento dos educadores quanto à responsabilidade na questão da aprendizagem.

Uns pensam que aprender é uma responsabilidade do aluno.

Outros que o aprender do aluno é uma responsabilidade do professor.

Incrível como podemos notar isso em cada um. Mesmo os alunos se dividem entre estas duas vertentes.

E então, de quem é a responsabilidade?

Foi o aluno que não aprendeu ou foi o professor que não ensinou?

Toda esta discussão nasce de uma inquietação pessoal minha: Porque diferenciar de maneira tão drástica o ensinar e o aprender?

Porque não podemos encarar a coisa como sendo simplesmente parte de um empreendimento complexo de re-Construir constante do ser humano, seja ele professor ou estudante?

Será que apenas o aluno é modificado pela aula?



Postado ao som de "Before you accuse me" - Eric Clapton

Em breve na blogosfera...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010



A internet é não é uma coisa.

A internet é um lugar...

Lugares podem possuir coisas interessantes, e a internet com certeza também tem as suas.

Quando eu postei o selo Trabalho Duro em 2010 eu sem querer dei o selo pra um blog que ainda não existia, mas que agora vai existir!

Podem aguardar e conferir: Sopa de Confeitos. A mais nova guloseima visual e intelectual da rede! (nossa isso ficou bonito... rs)

E não poderia ser diferente tratando-se de quem está escrevendo... Meu Deus! É o blog da Vivian!!

:D


Por enquanto ele ainda está em fase do ajuste do layout, mas em breve vocês poderão conferir e como eu ter o privilégio de dividir pensamentos com essa pessoa...



Postado ao som de "Hammer to Fall" - Queen+Paul Rodgers

Cara nova!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Bom, foi um pouquinho depois do Ano Novo, mas consegui!

O Metafísico de cara nova!!

Ainda bem que eu lembrei de avisar, senão ninguém perceberia...

Amanhã é minha última prova, prometo um post interessante depois dela.


PS: Valeu pelas dicas, Vivian! :D

Postado ao som de "Comatose" - Pearl Jam

É verdade...

Vocês sabiam que o estado de um sistema quântico é caracterizado por uma função de onda tal que esta satisfaça a equação de Schrödinger?

Pois é...

E esse estado pode ser ainda representado na notação de Dirac por um vetor "bra" no espaço de Hilbert... Vê se pode...

rsrs


Pois é, gente, quando essa loucura de prova passar eu volto a postar coisas interessantes...

Não que o que eu postava antes era interessante, mas vocês entenderam.


PS: As variáveis físicas devem ser obtidas pela atuação de operadores lineares hermitianos na função de onda, e se o comutador entre dois operadores que caracterizam duas grandezas for zero, estas podem ser medidas simultaneamente.


Postado ao som de "'39" - Queen

O pior de todos...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Por aqui eu já falei sobre vários sentimentos...

Já falei sobre amor, felicidade, tristeza, medo, dor, até falei sobre mau humor...

Contudo, aqui eu ainda não falei sobre o pior sentimento de todos, ao menos para mim.

Talvez essa sensação pra mim seja pior do que tudo que possa acontecer.

Angústia...


Um misto de medo do futuro com desensperança com insegurança, com não ter o que fazer...

Com não saber o que fazer, com um aerto no coração, com um monte de coisas mais todas ruins...

Odeio ficar angustiado.

Odeio perder o rumo.

Odeio ser fraco.


Postado ao som de nada.

Trabalho Duro em 2010 (selo)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010



Bom, 2009 veio... 2009 durou... 2009 passou...

Ontem foi um dia para relembrar o ano que passou e sonhar com o ano que viria...

Pois bem: o ano veio.

Agora estamos em 2010.

Tendo esse fato em mente, lanço um novo selo: o selo Trabalho Duro em 2010. Este selo se dedica a quem vai fazer de 2010 um ano melhor, pra quem vai melhorar a própria vida e das pessoas ao seu redor.

As regras são as seguintes:

1. Publique o selo dizendo quem te indicou para ele.

2. Estabeleça pra você mesmo cinco metas práticas para 2010, elas seram seu compromisso e nós seremos as testemunhas.

3. Indique mais alguns blogueiros, com seus respectivos blogs, para receber o selo Trabalho Duro em 2010. Não vamos nos ater a números... sempre sobra alguém ou falta alguém... rs

4. Cumpra suas metas!!

Reparem que este selo não é para o Blog e sim para o Blogueiro...


Pois bem... Eu começo...

Minhas metas:

1. Me estabelecer profissionalmente (me formo em fevereiro);

2. Atualizar O Metafísico pelo menos dia sim dia não;

3. Me firmar academicamente, pesquisando em Ensino de Física;

4. Colocar em prática minhas idéias de Ensino de Física Moberna em Nível Básico;

5. Alcançar independência moral e financeira.


Meus indicados:

1. Lioness - Toca da Leoa

2. Ansan - Canções do Homem Lua e Paranóia Minha (escolhe um pra postar o selo... rs)

3. Tone - Manual Básico do Solteiro Imprestável


Se eu pudesse eu indicava pra uns não blogueiros também:
Os Anônimos que de vez em quando aparecem :)
A Vívian, que um dia ainda convenço a fazer um...
O Mairo, claro! Tá na hora de escrever mais, heim... cadê seu blog? rs


Postado ao som de "Starman" - David Bowie