Como escrever um artigo científico em 15 dias

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Hoje vou partir para um problema prático.

Todo mundo que já tentou escrever um artigo, seja para uma revista ou para um congresso, sabe o parto que é a coisa. Entre os primeiros rascunhos do tema e a diagramação final muita água passa por baixo da ponte.

Pois bem, nessa minha curta vida acadêmica uma habilidade muito interessante que eu desenvolvi foi a de me livrar dessas dores de cabeça em apenas quinze dias.

Isso mesmo: 15 dias!

Vamos ao passo a passo.

1 - Não faça absolutamente nada até perceber que faltam apenas 15 dias de prazo;
      Essa parte é fundamental! Sem ela os outros passos não fazem sentido.

2 - Passe dez dias do mais completo desespero por ter apenas um título mas sem nenhuma ideia de desenvolvimento;

3 - No décimo primeiro dia tenha uma ideia; Nesse mesmo dia fique tão empolgado com a ideia que esquece de escrever;

4 - Comemore a ideia no décimo segundo dia;

5 - Na noite do décimo terceiro dia lembre-se de que ainda não escreveu nada;

6 - Passe o décimo quarto dia inteiro escrevendo freneticamente;

7 - Finalize no décimo quinto e envie por e-mail depois das onze da noite;

8 - No décimo sexto revise e perceba os erros de digitação;

9 - Respire fundo e diga: "Ah, foda-se... o importante é que ficou bom!"


Pronto, compartilhei o maior dos meus segredos, e ele pode ser aplicado a quase tudo na vida.

Apreciem com moderação.


Postado ao som de "Drive my car" - Paul McCartney

Vinte anos é muito [pouco] tempo...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sempre me pergunto em o quanto as coisas podem ser relativizadas...

Tudo pode ser relativizado no fim das contas, mas creio que o tempo seja o que ganha de todos.

Vinte anos... muita coisa acontece em vinte anos.

Muita coisa muda na vida da gente nesse tempo. Mas hoje vou falar diferente, vou falar sobre as coisas que permanecem independente da passagem do tempo.

Tem coisas simplesmente impossiveis de se deixar pra trás... Coisas que as pessoas em sã consciência não deveriam sequer pensar em mudar...

Me lembro hoje do meu primeiro dia de aula...


Muita coisa mudou desde esse dia, mas algumas permanecem as mesmas:

- A roseira continua sempre florida; e, principalmente

- Continuo com a mesma cara de felicidade flagrante quando estou junto dessa menininha...

Hoje essas duas crianças estão um pouco diferentes...



Mas tem coisas que não mudam... E querem sabe de uma coisa? Tomara que nunca mudem!





Postado ao som de "Aqui" - Ana Carolina

PS: Eu sei que você odeia essa foto, mas eu continuo achando ela legal... rs

Bebida entra...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tem certas coisas na vida que são engraçadas...

Já ouviram o ditado: "Bebida entra, verdade sai" ?

Ele tem uma ressalva...

Quando a bebida entra, a verdade sai, mas a verdade é tão incrível que ninguém acredita...


Postado ao som de zumbidos no ouvido e batidas de coração.

Felicidade

sábado, 9 de julho de 2011

Engraçada essa história de busca pela felicidade.

Eu sempre fui da opinião de que justamente pelo fato de o ser humano ser o único animal que procura por ela é o único que não a encontra.

Assim sendo, nunca busquei por algum mecanismo encontrar aquilo que chamaríamos de felicidade plena, até mesmo por acreditar que talvez esta não existisse.

Justa e paradoxalmente, pelo fato de não acreditar na felicidade sempre me acreditei feliz.

Como eu estava errado...

Fui tolo ao imaginar que era feliz...

Agora raciocinando melhor percebo que estava, apesar de perto, muito longe desse sentimento.

Porque sinceramente nada se compara ao que estou sentindo agora!

Como eu poderia me sentir feliz sem estar completo? Como eu pude viver tanto tempo sem perceber isso?

Mas agora vai ser diferente. Agora eu posso sim dizer, não que estou feliz, mas que sou feliz.

Porque tem coisas na vida que não mudam...


Postado ao som de "Endless love" - Lionel Richie (Versão do Renato Russo)
PS: Eu estou realmente ouvindo isso?!?!?

The life, the Universe and everything...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Qual é o sentido disso tudo?


Por que nascer, crescer, rir, chorar, se divertir, se magoar e tudo mais se no fim vamos todos morrer?

Existe um sentido na vida que não seja aquele que aponta inexoravelmente no caminho da morte? Somos todos passageiros desse trem invisível que viaja rumo ao inevitável e não podemos fazer nada para evitar chegar ao destino?

Exatamente! Não podemos fazer nada que impeça ou que retarde indeterminadamente esse triste fim, mas quer saber de uma coisa?

Foda-se!

O destino pode ser ruim, como ir para São Paulo (desculpem-me os paulistas mas tenho aversão a metrópoles), mas se você for pela Rio-Santos vai ver que a viagem é maravilhosa. Vai ver que o caminho é muito mais interessante que o destino final (o que não é válido se você andar de trem pelo Rio de Janeiro)...

Nessas horas fico me perguntando o porque de tudo isso, da vida, do universo e de tudo mais. Engraçado mas eu sempre encontro a mesma resposta que eu já venho postando aqui há séculos: O amor.

Eros, Ágape ou Philia.

Ame, ame cada vez mais e enquanto houver espaço para o amor na sua vida ela será maravilhosa (parto é claro do falho princípio da indução: funcionou comigo vai funcionar com todo mundo).

Mas em síntese é isso: Amar o universo inteiro. Vai ser interessante porque dentro dele há pessoas que fazem tudo valer a pena. Eu conheço uma pessoalmente.


PS: Eu sou apressado? Nunca! Talvez louco eu seja um pouco, mas apressado nunca!


Postado ao som de "O descobrimento do Brasil" - Legião Urbana.