Sobre a Mecânica Quântica, a Cosmologia e Deus

terça-feira, 14 de abril de 2009

Vamos lá, o negócio é o seguinte:

- Mecânica Quântica: Quando um fenômeno ainda não foi medido (ou observado), ele é descrito por uma superposição de todos os estados possíveis, ou seja, se você ainda não viu AONDE a coisa está, ela está em todos os lugares possíveis.

- Mecânica Quântica: Quando um determinado fenômeno é medido, sua função de onda (aquela superposição de estados) colapsa e passa a descrever um estado só: o que foi medido. Ou seja, para que a função de onda colapse e a coisa esteja em algum lugar, é necessário um observador, alguém que faça a tal função de onda colapsar.

- Cosmologia: O universo começou num grande BIG BANG, ou seja, estava em um determinado estado e passou a estar em outro. Ou seja, em um determinado momento a função de onda teve que colapsar! Onde estava o observador nesta hora?

- Religião: HAHA! Tem que haver um observador não é? Então no caso do BIG BANG esse observador só pode ter sido Deus! Logo: Deus existe!

- Religião: Deus é onisciente e onipresente.

- Mecâmica Quântica: Tudo bem que esse observador no BIG BANG pode ter sido Deus, mas se ele é onisciente e onipresente, ele sabe de tudo e está em todos os lugares, se ele sabe de tudo e está em todos os lugares, ele vê tudo, se ele vê tudo, todas as funções de onda devem colapsar tão logo surgissem... o que não ocorre!


E agora? Deus existe e faz o estado inicial do universo colapsar para o BIG BANG, ou não existe e mantém as funções de onda funcionando normalmente ou existe e não é onisciente e onipresente?

Ou nossa física é uma ilusão incompleta?

Ou nossa teologia é uma ilusão incompleta?

Ou no final de contas não sabemos de nada e ficamos debatendo apenas para salientar o tamanho da nossa ignorância com relação a essas coisas?

Que merda!

Nem só de tristeza e mau humor viverá O Metafísico!

sábado, 4 de abril de 2009

Nossa...

Andei dando uma olhada nos posts antigos...

Sempre que eu parei para escrever sobre meu estado de espírito foi para descrever algo ruim... vocês vão pensar o quê? que eu estou à beira do suicídio? rsrsrsrs

Hoje vou falar diferente, vou falar de um sentimento bem diferente dos outros: a felicidade.

Uma coisa que sempre reparo é que estamos sempre buscando algo a mais para nos sentirmos felizes, como se nossa felicidade nunca fosse completa... Li certa vez em algum lugar que se fôssemos felizes com o que temos ainda moraríamos em cavernas, talvez seja verdade.

Com o intuito de sistematizar melhor esta busca, estive pensando em que coisas eu considero importantes para a felicidade, vamos lá:

- Amigos. Mas amigos de verdade, daqueles que não tem medo de te chatear e sabem a hora certa de te fazer descer do palco.
- Um Amor. Sei que essa palavra tem inúmeros significados, mas vou usá-la aqui da maneira usual mesmo: alguém que te complete, que faça você se sentir bem por ser você mesmo, e que te ame com sinceridade.
- Uma Carreira. Que pode ser nas mais variadas áreas, mas que você faça o que gosta, se sinta bem fazendo isso e tenha reconhecimento de seus pares.
- Família. Sempre precisamos de um lugar para onde fugir nas emergências...
- Um hobby. Afinal de contas todos precisam estravazar um pouco de vez em quando e fazer algo por puro prazer.

Refletindo sobre esses pontos, as coisas que considero inevitáveis para a felicidade, me deparei com uma surpresa: eu tenho tudo isso, e de uma maneira muito generosa!

Logo, concluo eu: EU SOU FELIZ!!!!

Nossa, eu recomendo que vocês também façam isso: elaborem uma listinha com as coisas que considera o cerne da felicidade. Muito provavelmente você também chegará à mesma conclusão que eu, e consequêntemente passará a resmungar menos pelos cantos!


PS: Odeio auto-ajuda, se isso parecer um texto de auto-ajuda por favor ignore, eu não quero causar danos ao seu livre arbítrio...



Postado ao som de "Layla"-Eric Clapton.