Sobre o amor e a vontade...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Bom, as coisas foram mais ou menos assim: No sábado à noite eu cheguei em casa meio tarde e um tanto quanto alcoolizado... Não considero que bebi, afinal de contas beber com os pais não é bem beber, mas o fato é que tanta coisa está acontecendo na minha vida ultimamente que acho que o alcool despertou meus sentidos e minha agudeza para escrever.

Foi nessa que eu voltei pro blog, com o post "Era uma vez um blogueiro..."

Hoje, sóbrio, eu volto e leio o que escrevi e vejo que ficou legal! rs

Tão legal que resolvi falar um pouco mais sobre as idas e vindas amorosas que me levam e trazem de volta para a blogosfera com uma sazonalidade impressionante.

Há bastante tempo atrás se você me perguntasse o que é necessário para que duas pessoas fiquem juntas e sejam felizes, eu lhe diria que elas precisariam apenas se amar.

Mas acabei descobrindo que só é assim nos dramas ruins.

Com o tempo mudei de idéia, passei a pensar que para duas pessoas ficarem juntas e serem felizes, mais importante do que o amor, elas deveriam ter vontade de que as coisas aconteçam e lutar por isso.

Mas também descobri que a vida não é bem assim, só seguindo essa regra as comédias românticas mais clichês.

Sinceramente desisti de tentar descobrir o que é necessário para fazer do amor uma realidade.

De repente não é nem preciso fazer nada, apenas olhar para ele e perceber que já é real há muito tempo.

Mas não sei.

Muita gente gostaria de ser ator de cinema, eu preferiria ser personagem.


Postado ao som de "Lonely Stranger" - Eric Clapton

Sobre biscoitinhos e café...


Sobre biscoitinhos e café, pouco há que se comentar a não ser que é uma excelente opção para desjejum ou lanche da tarde. Pessoalmente eu gosto bastante.

Mas como tudo o que a gente gosta nessa vida sempre há alguns prós e contras. Por exemplo, o biscoitinho doce pode ser uma delícia, mas cedo ou tarde ele dará uma baita azia.

Não importa o quanto algo é, ou parece ser, bom, sempre vai haver um lado nefasto. Nossa maneira de lidar com esse lado nefasto é que dirá se continuaremos comendo biscoitinhos e café ou se tentaremos algo diferente (quem sabe um pãozinho de queijo?).

Hoje olho pra trás com um olhar mais crítico do que fazia até bem pouco tempo atrás. Hoje penso que os biscoitinhos doces talvez já não sejam tão doces. O que é uma pena, porque eu realmente gostava demais deles. Hoje olho pra trás e percebo que não consegui lidar direito com os efeitos colaterais provocados por essas guloseimas.

Pra falar a verdade, essa foto aí acima é a de um saquinho desses biscoitos que não consegui chegar ao final. Mas diga-se de passagem o café estava uma delícia.

Mas assim é a gastronomia. Nem sempre algo que é bom faz bem e nem sempre sabemos dosar as coisas.



Postado ao som de "Eu e Ela" - Titãs

Professor, eu não sei nada...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Funciona mais ou menos assim: dou aulas há um certo tempo em curso pré vestibular e ouço todo dia a seguinte frase:

[dito com voz de falsete]: "Professor, não aprendi nada disso no colégio..."

[respondido com cara de espanto]: "Nossa, que terrível! Vamos então dar uma olhada de novo."

Bem, acontece que agora eu também dou aulas no ensino regular. Sinceramente dá vontade de mudar a resposta padrão... Seia algo do tipo:

[dito com voz de falsete]: "Professor, não aprendi nada disso no colégio..."

[respondido com cara de assassino]: "P*ta que pariu!! Que m*rda! Quer saber de uma coisa? O que você estava fazendo na p*rra da aula onde a p*rra do professor tentou ensinar? Estava de sacanagem! Estava matando aula pra ficar sarrando na namoradinha atrás do colégio! Quer saber de outra coisa? F*da-se!!!"

ah... Precisava desse desabafo de fim de ano! rs

Que troço estressante esse de dar aula em colégio! Nossa! rs

O pior de tudo não é nem a falta de recursos, nem os alunos que zoneiam, nem a sobrecarga de trabalho nem o salário de merda, o pior de tudo e amar isso tudo!

O pior de tudo é adorar o que faz!

Será que se eu fizer um tratamento num psicanalista eu consigo curar essa tara louca pelo magistério? rsrs

Mas falando sério agora. O fim do meu primeiro ano na frente de algumas turmas de verdade está sendo uma merda!

Mas a gente vai levando e vendo no que é que dá...



Postado ao som de "Ode aos ratos" - Chico Buarque.

Era uma vez um blogueiro...

domingo, 28 de novembro de 2010

Era uma vez um blogueiro...

Bom, o cara tinha um blog, tecnicamente isso faz dele um blogueiro. Bom, o blogueiro escrevia alguns contos, isso faz dele um contista. Bom, os contos dele eram meio medíocres, isso faz dele um sucesso.

Ao menos um sucesso para ele e seus amigos imaginários.

Era uma vez um blogueiro que tinha um blog. Exatamente, assim fica bem melhor: Um blogueiro que tinha um blog. Escrevendo um blog para aliviar a tensão sobre uma crise amorosa que parecia loucamente confusa ele resolve escrever alguns poemas meio melosos esperando que ninguém leia, mas especialmente que ninguém o identifique.

Bom, resolvida a crise amorosa (de um jeito ruim, é claro), o blogueiro abandona o blog. Mas mesmo assim ele não deixa de ser um blogueiro, afinal o blog existe. Então a crise vem à tona novamente. O que o contista blogueiro faz? Resolve retomar o blog.

Retoma, escreve, é lido, lê, joga coisas fora, mas de uma louca maneira escreve, coisas sem sentido, coisas com sentido, mas no fundo apenas coisas: apenas sussurros de uma mente ligeiramente insana e beirando a completa loucura. Sim, ele era um blogueiro contista louco. Como blogueiro tinha um blog, como contista escrevia coisas inúteis, como louco colocava as coisas inúteis no blog.

Bom, depois de um longo período que passou bem rápido o blogueiro contista louco resolve novamente abandonar o blog, infelizmente não consegue abandonar a loucura. Tinha acabado de sair de uma de suas crises amorosas e então deixou de lado os desabafos e o blog. Mas não a loucura. E então passou a ser apenas um contista louco. Mas o contista louco tinha ainda um blog. Então ele era um contista louco blogueiro inativo. Inativo como blogueiro, muito ativo como louco.

Passou-se o tempo, passaram-se os passos, mas a loucura não passou. Mesmo que a uva assim proceda, a loucura do blogueiro não segue essas regras. E depois de mais um longo intervalo o blogueiro que virou contista que ficou louco que virou inativo, depois de tomar uma quantidade generosa de conhaque resolve que é hora de deixar a inatividade pra trás.

E então resolve se tornar um blogueiro contista louco bêbado.

Algumas vezes mais bêbado que louco, outras mais contista que blogueiro.

Mas o que fazer quando ao se tornar um bêbado louco contista e com um blog?

Bom, depois de refletir e tomar mais uma dose ele descobre a resposta: a maneira mais completa de expressar sua louca embriaguez bloguística contadora é, afinal de contas, escrever um conto! Mas um conto que seja ao mesmo tempo bêbado e louco, e que seja por fim postado em um blog!

E ele tem a brilhante idéia que se desvendará em mais um conto medíocre, mas que agora além de medíocre será bêbado e louco.

E ele resolve escrever a história de um blogueiro, um blogueiro que virou contista. Um contista que ficou louco. Um louco que encheu a cara de conhaque.

E ele resolve começar assim:

Era uma vez um blogueiro...



Postado ao som de um zumbido escroto no ouvido.