Viajem!!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Hoje vou viajar...

Isto me faz refletir sobre uma série de coisas...

Preciso de umas férias para escapar da tempestade de acontecimentos e compromissos que é sempre minha vida, preciso passar uns tempos longe de casa, longe da faculdade, mas acima de tudo o que mais me assusta: preciso passar um tempo longe de mim.

Digo isso após certa reflexão, afinal de contas, a maior parte das coisas das quais eu quero me afastar um pouco para relaxar são exatamente as coisas que fazem minha identidade, o meu ser.

Pelo menos por uns dias deixar de ser o professor, o aluno, o estagiário, o balconista.

Pelo menos por uns dias deixar de ser o Maurício de sempre e dar lugar a um novo Maurício, com menos preocupações, menos stress...

Penso que para isso servem muito bem as viajens de férias: para parar e dar umas férias ao velho eu e dar lugar a um novo....

Mas como tudo na vida sempre tem um ponto negativo, sempre tem coisas que não queremos deixar pra trás, mas nem isso é um problema grande: voltamos logo!

E depois que elas acabam sempre fica um pouco do novo... um pouco do descansado...

Espero que para vocês, viajar seja algo tão prazeroso quanto é para mim! :D

Paralelos entre a física e a psicologia

domingo, 12 de julho de 2009

A natureza nos fez seres sociais, a natureza fez com que tivéssemos que viver cercados de pessoas nos influenciando e sendo influenciadas por nós. Vivemos sempre cercados pela opinião dos outros e opinando sobre tudo que nos cerca, é impossível evitar...

Não há quem se depare com um fato qualquer, que pode ser desde a morte do Michel Jackson até o gol que o Adriano perdeu hoje contra o São Paulo, e não tenha suas próprias teorias e pitacos sobre o assunto, não importa o quanto impertinente e inadequada ou embasada e bem colocada ela possa parecer.

Entretanto a natureza nos fez também uma tanto quanto econômicos com relação a esforço, se estivermos entre duas soluções igualmente válidas para o mesmo problema inevitavelmente optamos pela mais simples.

É claro que não se pode encarar isso de frente ao falarmos sobre o consciente, pois a natureza nos fez econômicos até nisso: esse tipo de articulação e elaboração rapida de respostas sempre se dão no inconsciente, uma prova disso são as ilusões de óptica que sempre nos enganam à primeira olhada.

Digo o tempo interio "a natureza nos fez..." com uma certa liberdade de expressão, talvez fosse interessante dizer que o primata que precisava de longas divagações para problemas cotidianos não teve tempo de fugir do leão quando ele veio e não deixou descendentes.

Interessante é ainda compararmos esse fenômeno pode -se dizer psicológico com o seguinte enunciado:

"O movimento real é aquele para o qual, comparado a todos os movimentos imagináveis, é mínima a ação"

Deste simples enunciado pode-se deduzir toda a física que descreve os movimentos em nível clássico, a Mecânica Clássica.

Ele é o chamado Princípio da Mínima Ação.

A maioria dos livros de física não descrevem bem o que é essa tal de ação, mas ela pode ser encarada para uma interpretação mais simples em termos de energia (a rigor é energia vezes tempo).

Curioso que esse princípio, que não possui aplicações apenas na mecânica, como também na optica pode ser aplicado (respeitando-se um certo grau de liberdade qu sempre nos permitimos ao fazer a extensão de um conceito) para explicar as relações humanas num certo nível de consciência do indivíduo.

Pelo menos ao nível do inconsciente, podemos aproximar o Princípio da Mínima Ação a um possível "Princípio do Mínimo esforço" e dizer que ele é aplicado aos seres humanos e suas decisões e impressões rápidas.

É obvio que eu não pretendo ser o primeiro a fazer essa analogia, com certeza alguém já pensou nisso antes, mas mesmo assim essa idéia me parece muito interessante eu eu gostaria de dividí-la com vocês.

Uau!

Me desculpem pelo post longo!

Postado ao som de "Smells like teen spirit"- Nirvana.

Reflexão e autocrítica

sábado, 4 de julho de 2009

Bom, hoje vamos a um pouquinho de auto-crítica.

Na última quinta feira fui convidado por um professor para participar de uma reflexão bem interessante sobre psicologia. Em resumo a reflexão era sobre Jung.

Jung trabalhou muito usando conceitos físicos para falar em alguns aspectos de sua teoria, tendo inclusive trabalhado com o físico ganhador do Nobel Wolfgang Pauli. N mesa, eu era o único estudante de física, e quando o assunto entrou na física, eu comecei a explicar os paradoxos da Mecânica Quântica e outros assuntos que vinham sendo abordados.

No meu discurso, o professor que havia me convidado (grande Nilton!) me chamou a atenção para uma coisa que me deixou extremamente sem graça, mas que me fez repensar minhas ações de maneira muito adequada.

Vendo a proximidade e o orgulho com que eu falava da física, ele me pediu simplesmente para não deixar esse orgulho se transformar em soberba.

Nossa... palavrinhas que eu precisava ouvir já fazia algum tempo...

Realmente eu percebi o quanto eu vionha sendo arrogante nos últimos tempos, e o quanto isso era extremamente desagradável.

É horrivel quando nos pegamos em um erro em pleno ato, mas é justamente nessas horas em que temos a oportunidade de abrirmos nossas mentes e nos tornarmos pessoas melhores.

Você, meu leitor, eu não conheço.

Mas eu sei que também você deve ter esses demônios interiores que passam despercebidos ao olhar passageiro.

Então eu te convido a fazer uma viagem pela sua própria alma e caçá-los. Pode ser difícil encontrá-los, mas vale a pena tentar.

Ninguém pode ser perfeito, mas isso não é desculpa para convivermos pacificamente com nossas falhas de caráter e defeitos em geral.


Postado ao som de "Brave New World" - Iron Maiden.


PS: Epa! Visitante ilustre! Seja bem vinda, Vivian!