Paralelos entre a física e a psicologia

domingo, 12 de julho de 2009

A natureza nos fez seres sociais, a natureza fez com que tivéssemos que viver cercados de pessoas nos influenciando e sendo influenciadas por nós. Vivemos sempre cercados pela opinião dos outros e opinando sobre tudo que nos cerca, é impossível evitar...

Não há quem se depare com um fato qualquer, que pode ser desde a morte do Michel Jackson até o gol que o Adriano perdeu hoje contra o São Paulo, e não tenha suas próprias teorias e pitacos sobre o assunto, não importa o quanto impertinente e inadequada ou embasada e bem colocada ela possa parecer.

Entretanto a natureza nos fez também uma tanto quanto econômicos com relação a esforço, se estivermos entre duas soluções igualmente válidas para o mesmo problema inevitavelmente optamos pela mais simples.

É claro que não se pode encarar isso de frente ao falarmos sobre o consciente, pois a natureza nos fez econômicos até nisso: esse tipo de articulação e elaboração rapida de respostas sempre se dão no inconsciente, uma prova disso são as ilusões de óptica que sempre nos enganam à primeira olhada.

Digo o tempo interio "a natureza nos fez..." com uma certa liberdade de expressão, talvez fosse interessante dizer que o primata que precisava de longas divagações para problemas cotidianos não teve tempo de fugir do leão quando ele veio e não deixou descendentes.

Interessante é ainda compararmos esse fenômeno pode -se dizer psicológico com o seguinte enunciado:

"O movimento real é aquele para o qual, comparado a todos os movimentos imagináveis, é mínima a ação"

Deste simples enunciado pode-se deduzir toda a física que descreve os movimentos em nível clássico, a Mecânica Clássica.

Ele é o chamado Princípio da Mínima Ação.

A maioria dos livros de física não descrevem bem o que é essa tal de ação, mas ela pode ser encarada para uma interpretação mais simples em termos de energia (a rigor é energia vezes tempo).

Curioso que esse princípio, que não possui aplicações apenas na mecânica, como também na optica pode ser aplicado (respeitando-se um certo grau de liberdade qu sempre nos permitimos ao fazer a extensão de um conceito) para explicar as relações humanas num certo nível de consciência do indivíduo.

Pelo menos ao nível do inconsciente, podemos aproximar o Princípio da Mínima Ação a um possível "Princípio do Mínimo esforço" e dizer que ele é aplicado aos seres humanos e suas decisões e impressões rápidas.

É obvio que eu não pretendo ser o primeiro a fazer essa analogia, com certeza alguém já pensou nisso antes, mas mesmo assim essa idéia me parece muito interessante eu eu gostaria de dividí-la com vocês.

Uau!

Me desculpem pelo post longo!

Postado ao som de "Smells like teen spirit"- Nirvana.

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