Pura e simplesmente...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O mundo é tão grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é tão grande e cabe na cama e no colchão de amar.
O amor é tão grande e cabe
no breve espaço de beijar.


Drummond.

Acordos Tácitos

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Acordo Tácito. Essa sempre foi uma de minhas expressões favoritas (desde que eu descobri o que realmente significa). Um acordo que não precisa, e não deve, ser formalizado, que é seguido naturalmente, o qual ambas as partes sequer declaram ou mencionam.

Estive observando o quanto esse tipo de acordo é capaz de reger nossas vidas (por nossas vidas eu digo nossos atos, que são no final das contas o que realmente importa).

Observei isso e me espantei. Reparem o quanto do que fazemos é devido a esse tipo de coisa. Parece que as aparencias acabam por ter um valor muito mais alto do que eu sempre fui capaz deadmitir. Se a sinceridade fosse uma virtude tão vital para o espírito humano, nãohaveriam tantos acordos tácitos.

É claro que aqui não voucitar os meus... Não seriam acordos tácitos se pudessem ser citados...

Com isso tudo, chegoa uma conclusão que sei que fará muitos atirarem pedras em mim: A sinceridade não é vital. Ela não tem uma importância em nossas vidas bem menor doque queremos acreditar. Não quero com isso defendera mentira, que para mim é deplorável na maioria das vezes, estou apenas dizendo que raramente somos plenamente sinceros com alguém, ou atécom nós mesmos.

Colar

sábado, 22 de novembro de 2008


Esta semana estive refletindo sobre algo interessante...
Um de meus animais de estimação, uma gatinha chamada Felina, se machucou em uma briga com outro gato. Tudo ia muito bem até que ela começou a lamber o ferimento (deve ser um instinto natural para limpar), e como a língua dos felinos é muito áspera, o ferimento começou a aumentar cada vez mais, até que resolvi pedir a ajuda de um amigo estudante de veterinária (é sempre mais barato do que pagar um veterinário formado.. rsrs) e ele me recomendou que comprasse um colar para ela.
Eu até então não conhecia essa "tecnologia" e fiquei estupefato com a eficiência do tal colar: Agora é "físicamente impossível" que ela lamba o machucado, fazendo ele piorar cada vez mais, e ele pode então cicatrizar normalmente.
Foi então que eu pude pensar em algo: Quantas vezes, nós mesmos, seres humanos, também não precisamos de um colar destes? Quantas vezes não precisamos ser forçados por um agente externo a parar de agravar nossos ferimentos?
É incrível como quando passamos sozinhos por uma grande tribulação sempre tendemos a ver a coisa da pior maneira e maximizar nossas dores, talvez num sentido de auto-martírio, uma vez que os mártires sempre foram vistos como heróis... talvez simplesmente por estarmos dentro do turbilão...
Lembro-me sempre disto quando estou irritado com algo ou com alguém e sempre faço uma aposta comigo mesmo: no final das contas eu é que sempre (ou quase sempre) estou vendo por um ponto de vista muito particular e a pessoa sempre tem uma explicação muito plausível!
Como seria bom um colar destes para lidar com os ferimenos da alma...

Amizade

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sempre achei muito curiosa uma forma de relacionamento entre nós seres [ainda um pouco] humanos: a amizade.
Algum dia alguém me disse queamigos são irmãos que a gente escolhe ter... Faz um pouco de sentido, mas acabo por acreditar que não é apenas isso.
Amigos podem ser irmãos mas, mais do que isso, amigos podem ser pais, avós, tios, primos distantes e tudo mais dependendo da situação. Ou seja, nossos amigos acabam muitas vezes por se tornar nossos parentes mais versáteis mesmo sem nenhum laço sanguíneo!
Além disso amigo não é só aquele que sabe te levantar quando você está caído, mas também é aquele que sabe botar o dedo na ferida na hora certa, e nos fazer perceber o quanto somos pequenos. Não digo pequenos de inferiores, mas pequenos em grandeza mesmo, sempre somos mais do que os outros pensam, mas tabém sempre somos menos do que pensamos...

Se alguém algum dia ler isto, quero que saiba que mesmo à distância é meu amigo, e que ao ouvir destes pensamentos e destas idéias inúteis está ouvindo também uma parte de mim, o que me faz ser muito grato edizer:

Muito obrigado, meu amigo!

Ampliando Horizontes

sexta-feira, 7 de novembro de 2008


Todos aqueles que tiverem ouvidos ouçam, e todos aqueles que tiverem olhos que leiam, não estou aqui para divagações sem sentido, ou mesmo para textos bonitinhos, afinal de contas esta vida não é nem um pouquinho bonitinha, apesar de ser um tanto quanto sem sentido.

Engraçado como às vezes uma única frase pode mudar tanta coisa na vida de uma pessoa, como um simples palvra às vezes pode mudar o mundo, ou se não o mundo todo, pelo menos o Nosso mundo!

Até agora não sei o que aconteceu, sei apenas que algo mudou... Não para pior, não para melhor, apenas algo mudou, e acabei perdendo o fio da meada.

Não necessariamente isso é ruim, acho inclusive que, se me permitirem a expressão, isto está mais para um parcial recomeço, definitivamente estou vendo as coisas como se estivesse em outra fase ou estágio, mas ainda são as mesmas coisas e eu ainda sou o mesmo (se é que eu posso dizer isto!). É como se eu descobrisse que ainda havia um lado da janela que estava fechado e pudesse abri-lo.

Por todos os deuses, como este horizonte é magnífico!

Terrivelmente magnífico!

Há!!!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Meu Deus!
Até que tinha esquecido que este lugar existia!!

Tanto tempo que não venho por aqui deixar uma mensagem para os meus amigos imaginários! Eles devem até ter se esquecido de mim...

Mau-Humor dos infernos!!!

domingo, 7 de setembro de 2008

Desgraça passageira esse tal de mau humor...

Incrivelmente angustiante este sentimento que monopoliza nossa atenção ao máximo, sem permitir que mais nada se manifeste, sem permitir que possamos refletir de verdade sobre os nossos atos!
Sentimento maldito de mal estar!
Pequenas coisas podem levar a este tal estado de espírito, mas o mais impressionante de tudo isso é o quão rápido essas coisas somem de nossa cabeça e então sobra só este sentimento horrível de angústia e insatisfação! Como se fosse a herança de um parente distante de que a gente agora já não se lembra mais.
Sinceramente não sei o que foi que me fez chegar a este ponto, não seria capaz de culpar alguém que não eu mesmo por esta tempestade, a única coisa que sei é que me conheço muito bem (ou penso que sim) e esta é a hora que eu estou mais propenso a magoar as pessoas que gosto e com isso me afundar mais ainda, logo não resta alternativa que não isolar-me em um canto escuro longe de todos (mesmo que não no sentido literal) com um bom livro, e esperar a tempestade passar, porque ela com certeza vai passar...
Enquanto isso divido minha imaginação com pessoas igualmente imaginárias, tendo em vista que ninguém nunca lê o que escrevo por aqui...
Por isso, amigos imaginários, onde quer que vocês estejam por favor apenas ignorem este pequeno rabujento que atrapalha o sossego com pensamentos infelizes, e voltem novamente para suas vidas imaginárias, com pessoas imaginárias e problemas imaginários...

Enfim uma atualização!

domingo, 10 de agosto de 2008

Mais de um ano se passou e aqui estou eu de novo, o Metafísico em seus devaneios tontos...

Fico pensando neste ano que passou, nos encontros e desencontros... Muita coisa aconteceu, muita coisa poderia ter acontecido, muita coisa eu fiz, muita coisa deixei de fazer...

Tamanho foi o tumulto de acontecimentos que agora percebo que perdi o custume de devanear como já fiz em ooutras épocas, mas não, isso não pode ficar pra trás! É apenas quando paramos para refletir que encontramos sentido para as coisas...

Viver simplismente já não basta!

Acho que posso caracterizar este mais de uma ano de inatividade com dois escritos: Uma música e um poema. Uma música para a libertação de velhos grilhões, que há muito prendiam meu coração e mesmo minha alma, sem que eu pudesse enxergar o mundo ao meu redor e me lembrar como é belo o pôr do sol...

A música: Free Bird, de Lynyrd Skynyrd.

O poema: Eu mesmo fiz.

Viver simplesmente não basta,
há também que encontrar.
'Inda que uma uma unica saída,
'inda que uma última medida.
Ver o céu, no infinito de um único olhar...
Imaginar um sonho irreal...
Andar, quando a vontade é correr...
Não mais parar... a essência de viver é viver...

Então é isso, depois de um longo período sem pensar nas coisas que realmente importam nessa vida, cá estou eu de novo, a compartilhar de minha loucura.

Devo este retorno a uma pessoa, não só o retorno ao blog, mas o retorno a um mundo que eu há muito já tinha me esquecido da existência... Um mundo onde a beleza das coisas simples ainda importa e a objetividade não tem objetivo...