Acordos Tácitos

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Acordo Tácito. Essa sempre foi uma de minhas expressões favoritas (desde que eu descobri o que realmente significa). Um acordo que não precisa, e não deve, ser formalizado, que é seguido naturalmente, o qual ambas as partes sequer declaram ou mencionam.

Estive observando o quanto esse tipo de acordo é capaz de reger nossas vidas (por nossas vidas eu digo nossos atos, que são no final das contas o que realmente importa).

Observei isso e me espantei. Reparem o quanto do que fazemos é devido a esse tipo de coisa. Parece que as aparencias acabam por ter um valor muito mais alto do que eu sempre fui capaz deadmitir. Se a sinceridade fosse uma virtude tão vital para o espírito humano, nãohaveriam tantos acordos tácitos.

É claro que aqui não voucitar os meus... Não seriam acordos tácitos se pudessem ser citados...

Com isso tudo, chegoa uma conclusão que sei que fará muitos atirarem pedras em mim: A sinceridade não é vital. Ela não tem uma importância em nossas vidas bem menor doque queremos acreditar. Não quero com isso defendera mentira, que para mim é deplorável na maioria das vezes, estou apenas dizendo que raramente somos plenamente sinceros com alguém, ou atécom nós mesmos.

Colar

sábado, 22 de novembro de 2008


Esta semana estive refletindo sobre algo interessante...
Um de meus animais de estimação, uma gatinha chamada Felina, se machucou em uma briga com outro gato. Tudo ia muito bem até que ela começou a lamber o ferimento (deve ser um instinto natural para limpar), e como a língua dos felinos é muito áspera, o ferimento começou a aumentar cada vez mais, até que resolvi pedir a ajuda de um amigo estudante de veterinária (é sempre mais barato do que pagar um veterinário formado.. rsrs) e ele me recomendou que comprasse um colar para ela.
Eu até então não conhecia essa "tecnologia" e fiquei estupefato com a eficiência do tal colar: Agora é "físicamente impossível" que ela lamba o machucado, fazendo ele piorar cada vez mais, e ele pode então cicatrizar normalmente.
Foi então que eu pude pensar em algo: Quantas vezes, nós mesmos, seres humanos, também não precisamos de um colar destes? Quantas vezes não precisamos ser forçados por um agente externo a parar de agravar nossos ferimentos?
É incrível como quando passamos sozinhos por uma grande tribulação sempre tendemos a ver a coisa da pior maneira e maximizar nossas dores, talvez num sentido de auto-martírio, uma vez que os mártires sempre foram vistos como heróis... talvez simplesmente por estarmos dentro do turbilão...
Lembro-me sempre disto quando estou irritado com algo ou com alguém e sempre faço uma aposta comigo mesmo: no final das contas eu é que sempre (ou quase sempre) estou vendo por um ponto de vista muito particular e a pessoa sempre tem uma explicação muito plausível!
Como seria bom um colar destes para lidar com os ferimenos da alma...

Amizade

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sempre achei muito curiosa uma forma de relacionamento entre nós seres [ainda um pouco] humanos: a amizade.
Algum dia alguém me disse queamigos são irmãos que a gente escolhe ter... Faz um pouco de sentido, mas acabo por acreditar que não é apenas isso.
Amigos podem ser irmãos mas, mais do que isso, amigos podem ser pais, avós, tios, primos distantes e tudo mais dependendo da situação. Ou seja, nossos amigos acabam muitas vezes por se tornar nossos parentes mais versáteis mesmo sem nenhum laço sanguíneo!
Além disso amigo não é só aquele que sabe te levantar quando você está caído, mas também é aquele que sabe botar o dedo na ferida na hora certa, e nos fazer perceber o quanto somos pequenos. Não digo pequenos de inferiores, mas pequenos em grandeza mesmo, sempre somos mais do que os outros pensam, mas tabém sempre somos menos do que pensamos...

Se alguém algum dia ler isto, quero que saiba que mesmo à distância é meu amigo, e que ao ouvir destes pensamentos e destas idéias inúteis está ouvindo também uma parte de mim, o que me faz ser muito grato edizer:

Muito obrigado, meu amigo!

Ampliando Horizontes

sexta-feira, 7 de novembro de 2008


Todos aqueles que tiverem ouvidos ouçam, e todos aqueles que tiverem olhos que leiam, não estou aqui para divagações sem sentido, ou mesmo para textos bonitinhos, afinal de contas esta vida não é nem um pouquinho bonitinha, apesar de ser um tanto quanto sem sentido.

Engraçado como às vezes uma única frase pode mudar tanta coisa na vida de uma pessoa, como um simples palvra às vezes pode mudar o mundo, ou se não o mundo todo, pelo menos o Nosso mundo!

Até agora não sei o que aconteceu, sei apenas que algo mudou... Não para pior, não para melhor, apenas algo mudou, e acabei perdendo o fio da meada.

Não necessariamente isso é ruim, acho inclusive que, se me permitirem a expressão, isto está mais para um parcial recomeço, definitivamente estou vendo as coisas como se estivesse em outra fase ou estágio, mas ainda são as mesmas coisas e eu ainda sou o mesmo (se é que eu posso dizer isto!). É como se eu descobrisse que ainda havia um lado da janela que estava fechado e pudesse abri-lo.

Por todos os deuses, como este horizonte é magnífico!

Terrivelmente magnífico!