Natal é tempo de lembrar...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal...


Momento único onde o mundo inteiro se reúne em coro para desejar coisas boas e trocar presentes.

Infelizmente parece que a parte de trocar presentes fez com que ele se tornasse apenas mais uma orgia do capitalismo, mas eu desejo do fundo do meu coração que você se lembre que não é bem assim.

Natal não é dia de marcar a chegada de uma entrega do Submarino ou das Casas Bahia. Natal não é apenas a chegada do Papai Noel.

Natal é o nascimento de alguém que está acima de tudo isso.

De alguém cuja obra ajudou a moldar e nortear toda a nossa civilização. 

Alguém que apesar de ter sofrido uma certa resistência, hoje é reconhecidamente reverenciado nos mais distantes confins do mundo.

Alguém que poucos conhecem a imensidão de sua obra, mas que todos concordam quanto sua genialidade.

Alguém que mesmo que não se saiba muito bem todos os detalhes sobre sua vida, tem seu nome como um dos mais conhecidos e citados em todo mundo.

Lembre-se um pouco dessa pessoa nesse dia especial.

Lembre-se que é graças a ele que temos real noção que para que deixemos nosso estado cansado e uniforme em favor de uma aceleração e mudanças, deve haver uma força motriz proporcional!

Graças a ele sabemos que tudo que fazemos traz-nos consequências, mas que mesmo as reações adjacentes a cada ação não fazem com que o universo seja estático, pois nunca agem sobre os mesmos entes.

Que você se lembre que se seus amigos mais próximos às vezes se dispersam pelos prismas da vida é apenas porque possuem diferenças e isso é muito bom, pois vocês não são monótonos e monocromáticos...

Lembre-se nesse dia de fazer uma prece no nome daquele sem o qual não estaríamos aqui neste momento.

Lembre-se de quem tirou o ser humano das trevas da ignorância.

Lembrem-se meus caros...

de Sir Isaac Newton.


Feliz Natal a todos!!!

Muitas felicidades e muita física na vida de vocês!



Postado ao som de musiquinhas natalinas que não sei o nome.

Trabalho duro em 2010 - Resultados

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ai, que sono...

Depois de muito espernear, gritar, esbravejar, finalmente o ano parece estar acabando.

Os compromissos continuam a todo vapor, mas já está dando aquela sensaçãozinha igual a quando está no fim do filme e você sente que as luzes vão se acender a qualquer momento...

De repente eu me lembro do meu primeiro post desse ano... o selo "Trabalho duro em 2010". Nele a proposta era estabelecer cinco metas para esse ano que está terminando...

Vamos à contabilidade.

1. Me estabelecer profissionalmente (me formo em fevereiro);


Realizado!! Apesar estar num emprego que não garante uma estabilidade financeira muito robusta, estou muito realizado com ele: Sou professor do Estado do Rio (1° Lugar no concurso! uhu!) num colégio excelente: o C. E. Presidente Dutra. Desde que comecei já consegui formar excelentes parcerias (e amizades) que possibilitaram um Círculo de Leitores e um convênio com a UFRuralRJ para levar alunos para o programa Jovens Talentos.



2. Atualizar O Metafísico pelo menos dia sim dia não;


Mais ou menos... Apesar de ter passado quase que o ano todo num grande hiato, voltei no fim e estou mantendo mais ou menos... Esse vai ficar pra ser melhor trabalhado ano que vem.

3. Me firmar academicamente, pesquisando em Ensino de Física;


Realizado!! Esse de uma maneira diferente: me estabeleci muito melhor do que poderia imaginar, mas com pesquisas em um campo diferente: História e Filosofia da Ciência. Estou no mestrado com um trabalho de reconhecida relevância dentro do programa e tenho feito relativo sucesso com meus seminários (apresentei um no Planetário da Gávea! uhu!²). Além disso ingressei num grupo de pesquisa de pessoas extraordináriamente extraordinárias! Um abraço a todos os Etéreos!

4. Colocar em prática minhas idéias de Ensino de Física Moberna em Nível Básico;


Adiado... Esse vai ter que ficar para o ano que vem... Assumi as turmas no meio do caminho e a falta de experiência me fez me atrapalhar um bocado... Ano que vem começa a melhorar...

5. Alcançar independência moral e financeira.


Na medida do possível... Realizado!! Nem me lembro quando foi a última vez que pedi dinheiro pros meus pais! uhu!!!³






Agora resta pensar em algumas metas legais para 2011.


Gostei de 2010.




Postado ao som de "Desordem" - Titãs

Coisas estranhas acontecem...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

rs

Dessa vez eu acho que o "Post nada sóbrio de sábado" ficou meio exagerado... rs

Não sei o que passou pela minha cabeça na hora, mas escrever em semi-inglês até que foi legal...

É interessante o como a sonoridade das palavras e mesmo das idéias fica diferente. Vocês já experimentaram fazer isso?

De vez em quando dá vontade de escrever e colocar tudo pra fora, experimente fazer isso em outro idioma, mesmo que você seja péssimo nele como eu sou no inglês.

Quando você lê o que escreveu parece que está lendo algo de outra pessoa, é interessante. Ajuda a desanuviar um pouco a cabeça nas horas de tensão. É sempre legal ver como às vezes os problemas são pequenos quando se olha de fora.

Bom, para aqueles que são fluentes em inglês eu peço desculpas pela enxurrada de erros de gramática.

Para aqueles que não entendem nenhuma palavra. Bom, a vocês eu parabenizo por que não vão ter sua sanidade afetada por mais um post dO Metafísico...

Então, façam a experiência: Algumas doses de vodca (Domeq faz o mesmo efeito, mas se for vinho ou cerveja você vai precisar de muito), depois escreva sobre as coisas que você anda sentindo, mas em outro idioma. É pelo menos engraçado... rs



Postado ao som de "Impossible Dream" - Do musical "The Man of la Mancha"

Another drink, please!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Just another drunk post.

Oh, yes!

I don't need anymore... just one more drink

Anytime, anywere, if i can have one more drink, i will be ok.

Just one more drink and one more feeling... I need to be in love again... It's a short time since the last drink and the last love, but i realy want i new drink and i just need a new love.

What can i do? call the people in the bar? Or just sleep in the night and wait? I don't know... The people are strange, the roads and the ways are confuse, i don't know anyone that can understand that

I know what can i do. I will call for some vodca. I will call for some good people.

Am I just seeking in the dark without hope? No... Hope is the one thing that i have without any question...

Hope that the times will be better... The world will be better... And, why not? My life will be better.

Me and my poor thought. Thinking in some people that i still don't know and in a lot of other peoples that i know too much. And specialy thinking in a person that i just meet a few moments ago and that i dont't understand properly yet. Oh, girl, i need at least meet you some times and know you better...

Oh, people...

I have too go... to much work to do and too much nightmares to face.


Post hearing "Elevation" - U2

Poder

sábado, 18 de dezembro de 2010

Poder...

Hoje eu presenciei uma das demonstrações de poder mais interessantes que já vi: um conselho de classe de fim de ano.

Como aluno eu sempre havia ouvido falar que era ali que as coisas eram decididas de verdade...

Em uma única manhã diversas decisões pesadas foram tomadas e eu me pergunto com que grau de isenção e mesmo autoridade.

É ligeiramente desesperador saber que está nas suas mãos o fato de que alguém vai perder um ano da sua vida.

Paradoxalmente fica aquela sensação de impotência quando você vê um aluno de terceiro ano não ter sua situação aliviada (precisava de pouca coisa) por argumentos que você já conhece há muito tempo e não são tão válidos assim.

Como existe professor cabeça dura! Estou ligeiramente indignado até agora, porque vamos acabar reprovando um aluno que será um excelente candidato a evasão no ano que vem!

Será que vale a pena?

Tenso.

A primeira coisa que me vem à cabeça nesse momento são as sábias palavras de Ben Parker... "Com grandes poderes vem grandes responsabilidades".

Muito, muito tenso.



Postado ao som de "Paint it Black" - Rolling Stones

Duas garrafas de Galiotto, por favor!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Post nada sóbrio de sábado...

Que merda! Hoje nem é sábado!

Tudo bem, hoje ainda é quarta mas vamos ao post pouco sóbrio da semana, a final de contas essa coisa está ficando cada vez menos sóbria.

Bom, eu tinha um monte de coisas para falar hoje, coisas muito legais, por sinal, mas uma coisa me fez mudar tudo.

Bom, não tenho nada contra nenhuma religião e tudo mais, mas já estou ficando de saco cheio da montoeira de baboseiras evangélicas que eu sou obrigado a aturar no orkut.

Você tem sua fé e está feliz com ela?

FODA-SE!

Ninguém tem nada a ver com isso! Fico feliz que você tenha encontrado seu caminho, mas nada lhe dá o direito de supor que o mesmo seja bom para os outros! Que merda!

Segue abaixo minha resposta para um desses scraps "repasse apenas se tiver tempo pra Jesus".

Sinceramente, Jesus até que é um cara maneiro, mas os seguidores dele geralmente são um pé no saco!

Aí vai a resposta:

"E então de um canto escuro surge um filósofo de nome difícil de escrever... "Deus está morto!", afirma o sábio.

As pessoas olham ao redor... Os ventos nas paredes deixam de configura-se em vozes... Os milagres inexplicáveis de repente deixam de fazer-se presentes...
O Deus da castração e da repressão morre definitivamente ao ouvir a notícia de seu fim.
Resta apenas ao homem atônito contemplando a cena da morte da deidade contentar-se com seu fim ou buscar novamente pelo sentido último das coisas na natureza, ou mesmo em seus próprios semelhantes.
E o homem já não mais é prisioneiro de uma fé externa e amedrontadora, agora ele percebe que o legado do falecido encontra-se em cada fiel. E cada crente se torna parte do todo, e cada fiel torna-se parte de Deus. Porque um não pode sobreviver sem o outro.

Aqueles que sentem medo ou repulsa, deletam a mensagem e vão para a cama como se nada tivesse ocorrido, mas aqueles que verdadeiramente entendem repassam...

"Deus está morto.""


Postado ao som da chuva na telha.


Fazendo amizades

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sempre fui o tipo de pessoa que acha que fazer amizades é algo extremamente complicado.

Até mesmo se apaixonar parece mais simples do que fazer uma amizade de verdade. Não sei se vocês me entendem, mas eu não quero dizer simplesmente se dar bem com alguém, mas sim quando este se dar bem se torna algo muito maior.

Seria a mesma analogia entre sentir atração por alguém e depois poder dizer que ama essa pessoa.

Mais interessante ainda é o como às vezes essas amizades podem surgir de maneira inesperada. Hoje me encontro em um ambiente extraordinariamente diferente do que em alguns meses atrás, e de uma forma muito louca eu me sinto à vontade como se estivesse há anos! Muito legal isso.

Vai chegando o fim de ano e a gente começa a contabilizar os prós e contras, o que ocorreu de bom e de ruim no ano que passa.

Se eu pudesse apontar algo de muito bom seriam as novas amizades, poder lidar mais uma vez com pessoas que amam de verdade aquilo que fazem, e que fazem com uma paixão impossível de ser escondida.

Isso é muito legal.

Então nesse fim de ano esse post vai dedicado aos novos amigos. Não preciso identificá-los, eles vão saber ao ler.



Postado ao som de "Sutilmente" - Skank

Espetáculo inacabado.

As luzes se apagam.

A cortina se fecha.

O público está surpreso.

O espetáculo acabou?

Como assim?

O que houve com o último ato?

Passou rápido que só!

E agora estão todos se olhando, num olhar ao mesmo tempo estúpido e admirado.

Não sabem se devem bater palmas ou esperar os artistas retornarem...

Os artistas não sabem se voltam ou se esperam as palmas do público...

De repente alguém começa a cantarolar...

"O arlequim está chorando pelo amor da colombina, no meio da multidão"


Embevecida a platéia procura pelo cantor... quem sabe a peça agora não irá continuar!

Depois de alguns instantes percebem uma jovem sentada perto da última fila. Com um algodão e água, ela retira tua maquiagem, enquanto algumas lágrimas se misturam ao suor.

A jovem percebe que todos a estão olhando, mas não se importa.

Apenas termina de remover seus disfarces e máscaras, levanta-se com uma serenidade de fazer inveja ao mais prateado luar e ruma em direção ao palco.

Suspense. O público prende a respiração aguardando pelo desenrolar da cena, não é mais uma peça como as outras.

A jovem caminha com um misto de altivez e depressão.

Chegando aos pés do palco agilmente sobe no tablado.

Sem olhar pra trás atravessa a cortina.

E faz-se o silêncio.

As pessoas se entreolham com espanto.

Aguardam em vão por uma resposta.

Em vão.



Postado ao som de "Gypsy Road" - Bruce Dickinson

PS: Valeu pela dica incidental da música, Daniela, adorei.

Uma vodka, por favor...

domingo, 12 de dezembro de 2010



Pra variar o post nada sóbrio de sábado à noite...

Quem sabe começar um conto?

Das últimas vezes até ficou interessante...

O problema é saber por onde começar... Depois de começar improvisar o resto é coisa fácil...

Quem sabe uma música!

Pois bem, você está escutando uma música. "Old Love", do Eric Clapton.

Você caminha pela rua com uma certa pressa. Está atrasado. No MP3 toca um Motorhead no último volume, enquanto você ouve "Going to Brazil". De repente ela começa.

Um riff simples...

E uma letra meio chorada...

"I can fell your body..."

E você estanca de repente na caminhada. Várias coisas começam a passar pela sua cabeça. Não é fácil lidar com fantasmas do passado, principalmente quando esses fantasmas não são tão etéreos assim.

Principalmente quando os fantasmas tentam por si só tornarem-se etéreos e desaparecer, mas você não deixa. Concientemente, numa espécie de tortura voluntária você escolhe continuar a viver algo que talvez já não exista. Como o velho torturador que continua a ver comunistas em cada esquina, você dá um ligeiro sorriso enquanto o solo começa e você percebe que solo de verdade é quem ouve essa música bem no início da tarde no meio de uma correria imensa esbarrando nas pessoas e ainda tendo tempo pra se emocionar com um refrão...

"Old love... Leave me alone..."

Talvez seja tudo o que você deseja, nesse momento em que o inconsciente e o consciente fundem-se num milagre perfeito que só pode ser provocado pelas maiores epifanias ou pelas mais profanas bebidas.

Mas você nunca foi dado de verdade à religião... Nem aos dogmas... Então o que sobra é o que sobra a qualquer cachorro que saiba seguir o rastro até o lado mais escuro da rua.

O que sobra é saber que mesmo com essa maravilhosa junção onde não se sabe o que é influência e o que é vontade.

O que sobra é saber que não importa o que aconteça, você sempre volta sozinho pra casa, sempre dorme e sempre acorda solitário, na certeza de que talvez seja assim até o derradeiro dia em que o ar não mais vai mais violar esses pulmões.

Mas não, talvez a própria solidão seja ilusória. Como viver sabendo que a qualquer momento uma certeza pode se revelar uma falácia das mais pérfidas?

Mas você persiste.

Você sabe que um dia as coisas vão ser mais claras. E você caminha pela rua sozinho.

Agora já não há mais ninguém. Mesmo os cachorros vadios já encontraram seu lugar e se foram.

Mas você continua caminhando. Olha para cima. As estrelas devem estar em algum lugar que as nuvens escondem, mas não é difícil imaginar.

Exatamente isso: Mesmo que haja nuvens no caminho não é difícil imaginar as estrelas.

Você percebe isso num clarão de luz divina, ou profana, que seja, e então mais uma vez ergue a cabeça  e para pra reparar no que está tocando. Outra do Eric Clapton...

Você não sabe o nome dessa, e não mais enxerga as letrinhas miudas pra saber de que se trata...

Um sorriso de canto de boca...

Uma decisão de canto de mente...

E você volta a música...

E volta pra casa cantarolando...

"I can feel your body
When I'm lying in bed
There's too much confusion
Going around through my head..."



Outro sorriso e você vai chegar em casa tranquilo.


Entre ser feliz ou estar certo você obviamente escolhe o caminho do meio: amar.


E persegue acreditando no amor até o fim.


Por que mesmo que não chegue a viver uma linda história de amor, ao menos vai morrer com este mesmo sorriso e com esta leveza turva no olhar...


Porque pouco ou quase nada nessa vida importa de verdade.






Postado ao som de "Old Love" - Eric Clapton.



Justificativa da breve ausência...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Olá, gente!

Postando rapidinho só pra justificar porque não tenho escrito ultimamente...

Estou corrigindo provas e trabalhos feito um louco pra fechar o ano!

Mas eu volto no fim de semana!

Vai valer a pena esperar!

Ou não...



Postado ao som de "Malandragem" - Cássia Eller

Preparar para a vida ou para o vestibular?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ô perguntinha difícil...

Sinceramente sempre preferi a primeira opção, mas tenho visto que dá pra fazer as duas.

Uma de minhas principais bandeiras é a interdisciplinaridade, a religação de saberes que em suas origens não são distintos.


Inúmeras pesquisas em décadas de história recente da educação mostram que a interdisciplinaridade está no seio de uma formação que dê conta da extrema complexidade com a qual se dão as relações do homem com a sociedade e com o ambiente em que vive.

Com a compartimentação do conhecimento em disciplinas engessadas perdemos a noção real da inserção do homem no meio em que vive, e apenas a partir do resgate das inter-relações entre os diversos saberes e áreas poderemos acessar novamente a natureza de nossa identidade humana, com toda a sua inerente complexidade.

Contudo, todo sistema unificador e de eliminação de fronteiras demanda um conceito que incorpore esta unificação, assim sendo, deve-se buscar cada vez mais a articulação de todas as ciências, sejam humanas, sociais ou naturais, em torno de uma visão sistêmica e abrangente de ser humano.
                
Neste caminho, o vestibular vêm deixando gradualmente de ser um empecilho para dar lugar a um modelo de seleção que sustenta e incentiva tais premissas de articulação e religação dos saberes.


Temos um novo ENEM, profundamente interdiscliplinar e contextualizado. E agora, José?



Todo movimento de inverção e de troca de paradigmas abre ampla margem para o pensamento de vanguarda e para a ousadia, possibilitando profundas mudanças em nosso cotidiano. Assim o é com as revoluções científicas bem como com suas contrapartes sociais, e assim agora o será com a educação, numa oportunidade única para a construção de um novo modelo de prática pedagógica.

Post sem criatividade...

É, hoje tá f*da pra escrever...

Acabei de reler o post anterior e nossa! Gostei bastante! rs

Está ficando difícil para que meus escritos sóbrios compitam com aqueles que faço após uma certa dose de álcool... rs

Mas vamos lá, o que falar quando todos os assuntos parecem fugir?

Seria legal de repente escrever um conto!

Poderíamos começar com uma chuva. Sim, a chuva é boa. E essa nossa chuva é especialmente boa, porque apesar de forte, é daquelas que vem no fim da tarde depois de um dia de muito calor.

De baixo dessa chuva de água morna e reconfortante está nosso herói.

Sem armadura prateada e sem um corcel magnífico, apenas com seu velho mp3 tocando um Led Zeppelin e a coluna um tanto curvada pelos dias.

Não pelo longos dias desde sua chegada a esse mundo, mas simplesmente pelo peso de alguns dias de insuportável calor e cansativo trabalho, além de conversas mansas que provocam furacões.

De repente, veja! Ele percebe que está chovendo...

E chovendo forte.

Pela primeira vez em dias ele olha pra cima e vê... Ainda é cinza o céu, ainda é negra a noite, mas agora as coisas já são diferentes.

A chuva cai, molhando-lhe o rosto. As pessoas ao redor correm procurando um abrigo.

Ele, que durante todos esses dias houvera caminhado e até corrido em vão em busca de um lugar seguro para repousar sua alma, agora já não precisa mais correr.

Alguns se abrigam sob marquises, outros vão para casa, outros abrem o guarda-chuvas.

Mas não nosso herói. Seu abrigo é a própria chuva. Seu calmante é a água. Seu repouso está no vento. Sua roupa encharcada é o manto sagrado do cavaleiro.

Subitamente pensa que poderia ser legal se tornar um poeta maldito. Seria fácil se acostumar com este cotidiano que sempre lhe foi sedutor. Mas desiste de pronto.

Nunca escrevera uma poesia que prestasse. Essa parte ia ser difícil demais...

Então decide! Olhem como ele sorri ao decidir! Vejam de perto seu olhar de satisfação, quando tem por um breve instante desvelado diante de si naquela chuva o seu futuro.

E que futuro!

Não, nunca seria um bom poeta, mas provavelmente seria um excelente maldito!



Postado ao som de "Broken Hearted Me" - Anne Murray

Um Contreau, por favor!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Álcool!

Suave retorno de todas as lembranças que nunca foram apagadas!

Suave recomeço em uma noite quente e desanimada!

Suave retorno aos braços no nada.

Suave queda no vazio da escuridão...

Não, não é tristeza, muito menos melancolia, e amor. Acima de tudo é amor ao amor.

Felizes são aqueles que conseguem mesmo nos momentos mais desanimadores se manterem fieis ao amor e à vida.

O amor é a lei, acima de qualquer vontade ou regra; acima de qualquer convenção social; acima de nossas próprias vidas!

Como é bom, apenas curtir um pouco do mundo girando, em parte pelo álcool, em parte pela beleza da vida. Em parte porque todas as pessoas felizes são parecidas entre si e monótonas, mas apenas no drama e na inquietude pode repousar a verdadeira beleza e o verdadeiro prazer.

Um ode a todas as paixões não vividas, a todos os amores imperfeitos, a todas as idealizações ilusórias.

Um louvor a todo sentimento desesperado, a todos os amores sem esperanças, a toda forma de viver e de ser vivido.

Que rufem os tambores, que aquiete-se o público, que abram-se as cortinas!

Pois na próxima esquina se está encenando o novo Romeu! Pois no próximo ônibus embarca o novo Fausto! Descendo na próxima estação encontramos a novíssima Helena!

Porque a tudo e a todos segue-se a tragédia, e porque a beleza não pode simplesmente causar espanto. Porque a beleza deve ser a raiz de toda a nova verdade.

Porque não é na felicidade que encontraremos o bom e o belo, mas apenas na falta dela teremos real noção do mundo e notório entendimento da natureza das coisas.


Postado ao som de "Valsinha" - Vinícius de Moraes.


Big Bang - Big Crunch

sábado, 4 de dezembro de 2010

Bom, já faz tempo que eu não dou uma viajada... meus posts estão perdendo o jeito... rs

Então vou aproveitar o gancho de uma parte da discussão de hoje (ver post anterior).

Digamos que toda aquela história de Big Bang seja verdade: que tudo tenha tido um começo a partir de um instante onde toda a massa do universo estava condensada num único ponto.

Sabemos isso porque hoje observamos o nosso universo em expansão (se as coisas estão se afastando é porque um dia já estiveram mais próximas, e por aí vai), e ainda que essa expansão é assustadoramente acelerada, originando o que chamamos de energia escura.

Bom, alguns modelos dizem que esta aceleração não pode durar para sempre, e que em algum determinado momento a gravidade irá falar mais alto do que essa misteriosa força repulsiva e fara com que o universo entre em colapso, voltando a ocupar um único e denso ponto.

Esse é o chamado Big Crunch.

A primeira pergunta é: O que impede que haja outro Big Bang após esse Big Crunch e assim sucessivamente, num resgate do bom e velho universo eterno (e em larga escala, de tempo e espaço, estático)?

A resposta dessa é simples: nada! Pode sim ser que a verdade seja essa: uma eterna sucessão de nascimento e morte do universo como conhecemos, estando nós num pontinho privilegiado no meio de tudo isso para poder contemplar.

A segunda pergunta é mais complicada e muito mais legal: O que impede que no segundo Big Bang as dinâmica envolvida seja exatamente a mesma e conduza aos mesmos resultados e mesmos movimentos exatos das partículas? E porque não estender esse raciocínio ao comportamento humano?

Será que eu já estive aqui, sentado na frente desse computador, tomando uma xícara de café e escrevendo esse post?

Será que todo o nosso futuro já está definido pelo simples fato de já ter acontecido potencialmente infinitas vezes?

Bom, como meu objetivo é apenas confundir as mentes desavisadas, vou ficando por aqui, deixando essas caramiolas em suas cabeças. ;)

Um grande abraço a todos e em especial à Daniela, pela atenção dada a este simplório blog e pelos comentários animadores :) Espero poder escrever cada vez mais para vocês.


Postado ao som de " Streets of Philadelphia" - Bruce Springsteen

Buracos de minhoca e coisas do tipo...



Dica de filme: assistam "Contato", do Robert Zemeckis baseado num romance do Carl Sagan.

É realmente muito bom.

Eu já conhecia o filme há bastante tempo e hoje tive o prazer de participar de um agradável bate-papo sobre ciência e filosofia após assistir a essa obra prima junto com uma turma de Psicologia da UFRuralRJ.

Foi fantástico. Poucas foram as vezes que vi uma turma de primeiro período tão madura e interessada.

Infelizmente foi muito curto, por causa da hora já avançada em que se deu a conversa, mas foi excelente e fica no ar um novo encontro menos formal para debater idéias.

Basicamente o papo girou em torno da física dos buracos de minhoca e da possibilidade de vida extraterrestre, onde pude reafirmar algumas coisas interessantes:

Primeiro, que a ciência facilmente perde o rótulo de bicho de sete cabeças se apresentada como um assunto interessante (especialmente através da ficção científica) e atraente. É fácil entrar no assunto e fluir o debate, eu mal tinha falado uns 20% do preparado e a discussão já corria a todo vapor.

Ou seja: Sim, a ciência É para todos.

Segundo, as pessoas perguntam se a gente acredita em vida extraterrestre quase com a mesma entonação com que perguntariam se acreditamos em Deus, é incrível!

rs

Ademais, poder passar um pouco de empolgação para aqueles que ainda não foram corroidos pelo marasmo da vida acadêmica é sempre bom.

Deixo aqui então o meu muito obrigado ao prof. Nilton Souza do Departamento de Psicologia e à turma pela marcante acolhida.

Valeu!


Postado ao som de "Blackbird" - The Beatles

Mitos do Cientista e boas iniciativas

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Hoje passei por uma experiência muito interessante que em muito me acrescentou aos meus pensamentos em alguns aspectos sobre a ciência.

Recebi um convite para levar um grupo de alunos do terceiro ano do colégio em que trabalho para conhecer algumas instalações do Departamento de Química da UFRuralRJ através de uma iniciativa do Prof. Mário de Oliveira, pesquisador de química dos produtos naturais.

Bom, foi uma experiência muito legal (até mesmo pelo fato de eu ser leigo no assunto e ter aprendido bastante), onde os estudantes puderam ter contato direto com o cotidiano não apenas da universidade, como também da pesquisa científica.

Pude perceber o quanto eles se dispunham em uma postura respeitosa dentro dos laboratórios.

Não como se tivessem medo de algo, mas como se os ares fossem diferentes (tudo bem que eram laboratórios de química e os ares ERAM diferentes... mas é de outra coisa que estou falando).

O mesmo tipo de atitude é possível observar quando as pessoas estão dentro de igrejas. É como se o templo da ciência de certa forma também fosse um tanto quanto sagrado.

Entretanto o mais interessante foi o espanto de uma aluna ao encontrar um rolo de papel higiênico sobre uma bancada. Acreditando que se tratava de um engano, que alguém deveria ter esquecido o objeto ali, ela perguntou sobre o assunto e em parte se espantou com o fato de que algo tão simples pudesse ser usado por um cientista para fins de seu ofício.

Mais uma vez pude testemunhar o enorme distanciamento que ainda há entre a ciência e o povo, de forma que a primeira é algo místico e misterioso, um terreno onde apenas os escolhidos e iniciados podem pisar.

Isso é terrível, mas são justamente iniciativas como esta do Prof. Mário que colaboram para minar este grande muro.

Deixo aqui, portanto, meu muito obrigado ao professor e à UFRuralRJ, junto com as espectativas de repetir esta visita sempre que possível!

Obrigado!


Postado ao som de "Alagados" - Paralamas do Sucesso

Mais uma coisa...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A propósito, esqueci de um detalhe.

No post anterior falei sobre um objetivo.

Ficou faltando um detalhe sobre o cumprimento: A partir de agora a regra dO Metafísico é contar com postagens diárias até o cumprimento da meta.

Nem que eu fique a vida toda.

Esse ainda é o dia 1.


Postado ao som de "Construção" - Chico Buarque

Entropia e coisas afins...

Como já devo ter explicado, para o bem ou para o mal eu agora sou professor.

Hoje cedo um grupo de alunos apresentou um trabalho sobre entropia e fiquei pensando sobre um monte de coisas.


A seta do tempo...


A única garantia dentro dos nossos conceitos de que o tempo existe, uma amostra da inexorabilidade de alguns fatos e de não dá pra voltar atrás na vida.

A entropia sempre aumenta. Isso marca a irreversibilidade dos processos de transformação termodinâmica, bem como a certeza de que tecnicamente o que passou passou.

Não há sequer uma possibilidade teórica para reverter o fluxo de entropia, o máximo que a gente consegue é através de processos "quase estáticos" fazer com que ela deixe de crescer, mas nunca diminui.

Hoje o post está extraordinariamente sem graça, e provavelmente nem metade dos que começaram a ler esta coisa chegaram até aqui.

Mas quer saber de uma coisa? Foda-se! Eu estou triste e pronto.

A vida da gente às vezes toma rumos onde perdemos o controle. Olhamos para trás, percebemos falhas e vemos que talvez sejam irreversíveis, assim como todo bom processo natural. A p*rra da entropia sisma em se meter no meu caminho.

Mas querem saber de outra coisa? Tolo é aquele que se contenta em aceitar verdades bem estabelecidas e entender que o conhecimento é definitivo. Como bom (será?) filósofo da ciência não devo me permitir essa falácia!

Hoje começa uma nova jornada na minha vida.

Hoje eu encontrei algo que realmente vale a pena executar. Uma tese que vale o sangue defender.

A partir dessa data, 01 de dezembro de 2010 (anotem aí), me dedicarei a comprovar que essa história de irreversibilidade não é tão inexorável assim.

Hoje minha meta é reverter algo.

Hoje é o primeiro dia.



Postado ao som de "Old Love" - Eric Clapton