Mitos do Cientista e boas iniciativas

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Hoje passei por uma experiência muito interessante que em muito me acrescentou aos meus pensamentos em alguns aspectos sobre a ciência.

Recebi um convite para levar um grupo de alunos do terceiro ano do colégio em que trabalho para conhecer algumas instalações do Departamento de Química da UFRuralRJ através de uma iniciativa do Prof. Mário de Oliveira, pesquisador de química dos produtos naturais.

Bom, foi uma experiência muito legal (até mesmo pelo fato de eu ser leigo no assunto e ter aprendido bastante), onde os estudantes puderam ter contato direto com o cotidiano não apenas da universidade, como também da pesquisa científica.

Pude perceber o quanto eles se dispunham em uma postura respeitosa dentro dos laboratórios.

Não como se tivessem medo de algo, mas como se os ares fossem diferentes (tudo bem que eram laboratórios de química e os ares ERAM diferentes... mas é de outra coisa que estou falando).

O mesmo tipo de atitude é possível observar quando as pessoas estão dentro de igrejas. É como se o templo da ciência de certa forma também fosse um tanto quanto sagrado.

Entretanto o mais interessante foi o espanto de uma aluna ao encontrar um rolo de papel higiênico sobre uma bancada. Acreditando que se tratava de um engano, que alguém deveria ter esquecido o objeto ali, ela perguntou sobre o assunto e em parte se espantou com o fato de que algo tão simples pudesse ser usado por um cientista para fins de seu ofício.

Mais uma vez pude testemunhar o enorme distanciamento que ainda há entre a ciência e o povo, de forma que a primeira é algo místico e misterioso, um terreno onde apenas os escolhidos e iniciados podem pisar.

Isso é terrível, mas são justamente iniciativas como esta do Prof. Mário que colaboram para minar este grande muro.

Deixo aqui, portanto, meu muito obrigado ao professor e à UFRuralRJ, junto com as espectativas de repetir esta visita sempre que possível!

Obrigado!


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