Entropia e coisas afins...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Como já devo ter explicado, para o bem ou para o mal eu agora sou professor.

Hoje cedo um grupo de alunos apresentou um trabalho sobre entropia e fiquei pensando sobre um monte de coisas.


A seta do tempo...


A única garantia dentro dos nossos conceitos de que o tempo existe, uma amostra da inexorabilidade de alguns fatos e de não dá pra voltar atrás na vida.

A entropia sempre aumenta. Isso marca a irreversibilidade dos processos de transformação termodinâmica, bem como a certeza de que tecnicamente o que passou passou.

Não há sequer uma possibilidade teórica para reverter o fluxo de entropia, o máximo que a gente consegue é através de processos "quase estáticos" fazer com que ela deixe de crescer, mas nunca diminui.

Hoje o post está extraordinariamente sem graça, e provavelmente nem metade dos que começaram a ler esta coisa chegaram até aqui.

Mas quer saber de uma coisa? Foda-se! Eu estou triste e pronto.

A vida da gente às vezes toma rumos onde perdemos o controle. Olhamos para trás, percebemos falhas e vemos que talvez sejam irreversíveis, assim como todo bom processo natural. A p*rra da entropia sisma em se meter no meu caminho.

Mas querem saber de outra coisa? Tolo é aquele que se contenta em aceitar verdades bem estabelecidas e entender que o conhecimento é definitivo. Como bom (será?) filósofo da ciência não devo me permitir essa falácia!

Hoje começa uma nova jornada na minha vida.

Hoje eu encontrei algo que realmente vale a pena executar. Uma tese que vale o sangue defender.

A partir dessa data, 01 de dezembro de 2010 (anotem aí), me dedicarei a comprovar que essa história de irreversibilidade não é tão inexorável assim.

Hoje minha meta é reverter algo.

Hoje é o primeiro dia.



Postado ao som de "Old Love" - Eric Clapton

1 comentários:

Anônimo disse...

Boa sorte para você!