Caminhos

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Começo esta reflexão com uma pergunta:

How many roads must a man walk down before you can call him a man?

Quantos caminhos é preciso caminhar para se encontrar um que realmente valha a pena seguir? Como saber que se está no caminho certo?

Felizmente nunca saberemos!

Cada vez que uma nova encruzilhada aparecer nunca saberemos pra onde ir com certeza de sair bem.

Isso é bom mesmo para quando quando estivermos em um caminho sem volta: nunca perderemos a esperança.


Tudo bem... não vou resistir no final...

How many roads must a man walk down?

42.



Postado ao som de "Blowing in the wind" - Bob Dylan. (bom, essa foi meio óbvia, né?)

Medo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Medo...

Medo de perder, medo de ganhar, medo de ficar, medo de fugir, medo de entrar, medo de sair, medo de arriscar, medo de ter medo.

Incrível como tudo em nossa vida pode ser descrito como medo de alguma coisa.

Pode-se simplesmente observar cada ato de um ser humano e percerber: ele sempre teme alguma coisa.

Máscaras cobrem nosso medo... E temos medo de que as máscaras caiam...

Sorrisos revestem o nosso medo, e temos medo de sorrir...

O amor nos ajuda a enfrentar o medo, e temos medo de amar...

Ser humano, ser incompleto, ser penasante, ser que busca, ser que teme.


Postado ao som de: "C-lebrity" - Queen + Paul Rodgers

Nem tenho o que acrescentar...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

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Rio, 08 de Dezembro de 2009

Prezado(a) Candidato(a)
Temos a satisfação de informar que V.Sa. foi aprovado(a) na Prova Oral
realizada nos dias 3 e 4 de dezembro de 2009 e está classificado(a) para
o Programa de Pós Graduação em HCTE.
As notas e a classificação dos candidatos estão postadas na página do HCTE.

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HCTE = História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, da UFRJ.

Palavras ao vento...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Quem sou eu?
O que posso fazer?
Já não sou eu,
Agora sou nós...
Quem é você?
Onde estás?
Existes fora de mim?
Por acaso exito sem você?

Sou louco? Um pouco... parado, ligado, pirado, largado, perdido, incontido...

E já não sei quem sou eu
Me vejo em todos
Todos estão em mim...

Quando eu sou você
e Você é eu
Nós somos eles,
Eles são nós
O que somos nós,
Senão uma rede de nós?
Intruncados, Intrincados, Interligados, Intrigados, Inexplorados, Inabitados...


Postado ao som de "Gimme some Truth" - Pearl Jam.

Somatório de personalidades?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Engraçado hoje...
Já faz um tempão que minha atividade no blog tem diminuido bastante... eu já ia dormir quando me veio esse post na cabeça...

Bom, hoje o assunto é polêmico... pra variar.. rsrs

A pergunta é a segunte: É possível que um ser humano tenha personalidade própria?

Não vou oferecer uma resposta, mas um argumento:

Quantas vezes você já surpreendeu-se e percebeu que algo de seu jeito de ser havia sido sutilmente retirado do jeito de ser de alguém?

Esse alguém pode ser o pai, a mãe, um irmão, um professor admirado, um amigo, em suma: qualquer um ao nosso redor.

Será nossa personalidade uma espécie de somatório esdrúxulo de todas as personalidades que nos cercam e influenciam, ou teremos nós uma fagulha própria?

Pode existir algum traço de nós que seja só nosso?

Pense por um instante em como seria a sua vida se... sei lá... se seus melhores amigos fossem outros completamente diferentes. Como seria? Que partes de você mudariam?

Bom... já fiz perguntas demais... vou deixar vocês com seus pensamentos em paz... rs


Postado ao som de "One"-U2

Deus é Bacharel...

domingo, 13 de setembro de 2009

Esses dias estava conversando com um amigo meu que como eu gosta bastante de filosofia de botequim... a diferença é que ele lê filosofia de verdade também... nisso surgiu uma constatação interessante enquanto falávamos sobre cursos de Bacharelado e Licenciatura:

Deus é Bacharel!

Que me perdoem os muito religiosos pela liberdade que eu me permito ao lidar com Deus, mas não creio estar sendo desrespeitoso, talvez apenas íntimo demais... rsrs

Parem e olhem em volta: a Natureza é perfeita! Não teve uma falha no projeto!
Digno até de ganhar concorrencia em edital do CNPq!!
rsrsrs

Enquanto isso, olhe para os seres supostamente inteligentes: não importa o formato e a diversidade das religiões: não dá pra dar jeito no ser humano!! Continuamos destruindo o planeta, continuamos fazendo guerras, continuamos postando coisas idiotas em blogs...

Viu só?

Ele teve um sucesso muito maior como cientista do que como educador...


Postado ao som de "Partido Alto" - Cássia Eller

Trabalho vs Dinheiro

domingo, 2 de agosto de 2009

Passei grande parte da minha vida ouvindo coisas do tipo: "o trabalho enobrece", "o trabalho duro ajuda a manter a alma humilde" e "um homem sem trabalho não é nada".

Ao mesmo tempo, vindo de uma familia como muitas outras que não possui muitos recursos apesar de não passar por privações, desde muito pequeno eu ouvi de meus familiares: "estude, meu filho, estude ou você vai ficar igual a seu pai: trabalha, trabalha e não ganha nada."

O que passa a ser mais importante então: Trabalhar ou ganhar muito dinheiro?

Ouvimos que apenas trabalhando muito poderemos ganhar muito dinheiro, mas vemos que quem mais trabalha é quem menos tem...

E até onde o dinheiro é algo tão essencial a ponto de a vontade de tê-lo em abundância pode moldar nossas escolhas para o futuro?

Por exemplo, meu pai pra mim sempre foi um modelo de homem: honesto, esforçado, sagaz e todas muitas dessas coisas que desejamos ser um dia, mas isso não foi decisivo pra que ele tivesse sucesso financeiro. E mais, o insucesso financeiro não foi desculpa para que minha família fosse sempre formidável.

E aí, será que vale mesmo a pena ficar se esguelando atrás de dinheiro?

Ou atrás de trabalhar cada vez mais?

Hoje acabo de chegar em casa com as pernas doloridas de tanto andar prum lado e pro outro no trabalho, encarando uma jornada que nos fins de semana chega a mais de 12 horas diárias. E nem por isso sou rico, e nem por isso sou infeliz!

Interessante: Excesso de trabalho não é igual a dinheiro e falta de dinheiro não é igual a insatisfação!


Postado ao som de "Sopa de letrinhas" - Engenheiros do Hawaii

Percepção atrasada...

sábado, 1 de agosto de 2009

Às vezes eu ficava me perguntando se existiam uma sensação pior do que estar chateado com alguém que você gosta muito...

Hoje eu sei, existe sim: a sensação de saber que tem alguém que você gosta muito chateado com você e a culpa é toda sua, sem direito a ressalvas...

Incrível como nossos defeitos maiores nunca tem cura... por mais que a gente se esforce eles sempre esperam uma hora desagradável para aparecer e causar mal estar...

E depois o que sobra é você, sentado num canto remoendo os próprios erros e pensando em porque diabos agiu daquela maneira, quando de repente surge a resposta inevitável: você aagiu daquele jeito simplesmente porque você é você... Simplesmente porque tem traços da sua índole que talvez sejam irrecuperáveis...

Eu por exemplo tenho muitos que acho que nunca vou curar, por mais que eu tente: egocêntrico, arrogante, prepotente, controlador e distraído talvez sejam os principais, que juntos formam uma combinação explosiva. E tem é claro o mal-humorado que aparece de vez em quando pra dar um tempero especial...

E é justo nessas horas em que a gente magoa as pessoas, e se magoa junto.

Por todos os deuses, como é terrível...

Viajem!!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Hoje vou viajar...

Isto me faz refletir sobre uma série de coisas...

Preciso de umas férias para escapar da tempestade de acontecimentos e compromissos que é sempre minha vida, preciso passar uns tempos longe de casa, longe da faculdade, mas acima de tudo o que mais me assusta: preciso passar um tempo longe de mim.

Digo isso após certa reflexão, afinal de contas, a maior parte das coisas das quais eu quero me afastar um pouco para relaxar são exatamente as coisas que fazem minha identidade, o meu ser.

Pelo menos por uns dias deixar de ser o professor, o aluno, o estagiário, o balconista.

Pelo menos por uns dias deixar de ser o Maurício de sempre e dar lugar a um novo Maurício, com menos preocupações, menos stress...

Penso que para isso servem muito bem as viajens de férias: para parar e dar umas férias ao velho eu e dar lugar a um novo....

Mas como tudo na vida sempre tem um ponto negativo, sempre tem coisas que não queremos deixar pra trás, mas nem isso é um problema grande: voltamos logo!

E depois que elas acabam sempre fica um pouco do novo... um pouco do descansado...

Espero que para vocês, viajar seja algo tão prazeroso quanto é para mim! :D

Paralelos entre a física e a psicologia

domingo, 12 de julho de 2009

A natureza nos fez seres sociais, a natureza fez com que tivéssemos que viver cercados de pessoas nos influenciando e sendo influenciadas por nós. Vivemos sempre cercados pela opinião dos outros e opinando sobre tudo que nos cerca, é impossível evitar...

Não há quem se depare com um fato qualquer, que pode ser desde a morte do Michel Jackson até o gol que o Adriano perdeu hoje contra o São Paulo, e não tenha suas próprias teorias e pitacos sobre o assunto, não importa o quanto impertinente e inadequada ou embasada e bem colocada ela possa parecer.

Entretanto a natureza nos fez também uma tanto quanto econômicos com relação a esforço, se estivermos entre duas soluções igualmente válidas para o mesmo problema inevitavelmente optamos pela mais simples.

É claro que não se pode encarar isso de frente ao falarmos sobre o consciente, pois a natureza nos fez econômicos até nisso: esse tipo de articulação e elaboração rapida de respostas sempre se dão no inconsciente, uma prova disso são as ilusões de óptica que sempre nos enganam à primeira olhada.

Digo o tempo interio "a natureza nos fez..." com uma certa liberdade de expressão, talvez fosse interessante dizer que o primata que precisava de longas divagações para problemas cotidianos não teve tempo de fugir do leão quando ele veio e não deixou descendentes.

Interessante é ainda compararmos esse fenômeno pode -se dizer psicológico com o seguinte enunciado:

"O movimento real é aquele para o qual, comparado a todos os movimentos imagináveis, é mínima a ação"

Deste simples enunciado pode-se deduzir toda a física que descreve os movimentos em nível clássico, a Mecânica Clássica.

Ele é o chamado Princípio da Mínima Ação.

A maioria dos livros de física não descrevem bem o que é essa tal de ação, mas ela pode ser encarada para uma interpretação mais simples em termos de energia (a rigor é energia vezes tempo).

Curioso que esse princípio, que não possui aplicações apenas na mecânica, como também na optica pode ser aplicado (respeitando-se um certo grau de liberdade qu sempre nos permitimos ao fazer a extensão de um conceito) para explicar as relações humanas num certo nível de consciência do indivíduo.

Pelo menos ao nível do inconsciente, podemos aproximar o Princípio da Mínima Ação a um possível "Princípio do Mínimo esforço" e dizer que ele é aplicado aos seres humanos e suas decisões e impressões rápidas.

É obvio que eu não pretendo ser o primeiro a fazer essa analogia, com certeza alguém já pensou nisso antes, mas mesmo assim essa idéia me parece muito interessante eu eu gostaria de dividí-la com vocês.

Uau!

Me desculpem pelo post longo!

Postado ao som de "Smells like teen spirit"- Nirvana.

Reflexão e autocrítica

sábado, 4 de julho de 2009

Bom, hoje vamos a um pouquinho de auto-crítica.

Na última quinta feira fui convidado por um professor para participar de uma reflexão bem interessante sobre psicologia. Em resumo a reflexão era sobre Jung.

Jung trabalhou muito usando conceitos físicos para falar em alguns aspectos de sua teoria, tendo inclusive trabalhado com o físico ganhador do Nobel Wolfgang Pauli. N mesa, eu era o único estudante de física, e quando o assunto entrou na física, eu comecei a explicar os paradoxos da Mecânica Quântica e outros assuntos que vinham sendo abordados.

No meu discurso, o professor que havia me convidado (grande Nilton!) me chamou a atenção para uma coisa que me deixou extremamente sem graça, mas que me fez repensar minhas ações de maneira muito adequada.

Vendo a proximidade e o orgulho com que eu falava da física, ele me pediu simplesmente para não deixar esse orgulho se transformar em soberba.

Nossa... palavrinhas que eu precisava ouvir já fazia algum tempo...

Realmente eu percebi o quanto eu vionha sendo arrogante nos últimos tempos, e o quanto isso era extremamente desagradável.

É horrivel quando nos pegamos em um erro em pleno ato, mas é justamente nessas horas em que temos a oportunidade de abrirmos nossas mentes e nos tornarmos pessoas melhores.

Você, meu leitor, eu não conheço.

Mas eu sei que também você deve ter esses demônios interiores que passam despercebidos ao olhar passageiro.

Então eu te convido a fazer uma viagem pela sua própria alma e caçá-los. Pode ser difícil encontrá-los, mas vale a pena tentar.

Ninguém pode ser perfeito, mas isso não é desculpa para convivermos pacificamente com nossas falhas de caráter e defeitos em geral.


Postado ao som de "Brave New World" - Iron Maiden.


PS: Epa! Visitante ilustre! Seja bem vinda, Vivian!

O escritório dO Metafísico

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Hoje estava meio sem ter o que escrever... aí dei uma olhada em volta...

O que vi?


Desordem.

A boa e velha desordem...

Com isso fui obrogado a refletir o quanto o caos é importante em nossas vidas, e não digo só o fato de eu não arrumar o meu quarto não, digo o quanto nosso mundo pode mudar por acontecimentos espontâneos de uma hora pra outra.

Um olhar diferente, uma chuva que vem na hora errada, um ônibus que nós pordemos, um despertador que de repente não faz o serviço direito.

Buscamos de certa forma tanto encontrar a ordem emergente das coisas (a ciência que o diga), que esquecemos de notar o quanto o caos pode significar muito, mas muito mais do que pensamos...

O caos, a mudança, a imprevisibilidade ou simplesmente a desordem, eles sempre vão estar aí quando mais precisarmos ou quando menos esperarmos, apenas o caos puro e simples pode nos deixar contemplar de verdade nossa essência, não somos seres ordeiros por natureza.

Se fôssemos ordeiros por natureza uma das nossas mais eternas aspirações não seria a liberdade, uma das nossas maiores benfeitoras não seria a paixão...

Pense,
Sinta,
Evolua,
Mude,
Liberte-se,
Ame!



Postado ao som de "Would" - Alice in Chains

Mudar o mundo

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Depois daquela cena da mãe ensinando a criança a jogar lixo no chão, me vêm várias coisas à cabeça... Várias frases que estão quicando dentro d minha caixinha de pensar já faz um tempão... coisas como:

"Você quer o quê, rapaz? Mudar o mundo?" [seguido de risos]

"O Brasil não tem jeito mesmo..." [seguido de um olhar conformado]

"Quem faz as coisas certo nunca se dá bem!" [seguido de um olhar de quem sabe das coisas]

Gente, vamos parar para pensar, quando foi que perdemos nossa esperança?

Quando foi que tiraram de nós nossa capacidade de sonhar?

Se ela foi retirada, quem foi que retirou?

Será que foi "o sistema", "a sociedade" ou no fim das contas fomos nós mesmos?

Onde está hoje a juventude de 68 que tanto é divinizada em nossa história? Será que ainda continuam sendo os heróis que foram outrora?

Onde estão aqueles que utaram pelas "Diretas Já!"? Será que eles também se cansaram? O que será que aconteceu com estes heróis do nosso povo?

Não estou aqui para oferecer respostas, apenas para fazer pensar. Não quero também fazer generalizações absolutas, como se todas as pessoas pudessem se enquadrar em caixas bem rotuladas de acordo com sua conduta, apenas pensem um pouco sobre isso.

E se você estava lá em 68 ou na campanha pelas Diretas, o que você anda fazendo para mudar o mundo hoje? Poruqe se você estava lá, você pelo menos uma vez acreditou que era possível.


Um grande abraço a todos!


Postado ao som de "Crazy Train" - Black Sabbat - Versão do Skid Row.

A propósito: Ouçam Skid Row, descobri há pouco tem e é muito bom! rsrsrsr Recebe o "Selo Metafísico" de qualidade! rsrsrsrsr

Um pouquinho de civilidade, por favor...

domingo, 21 de junho de 2009

Nossa, me desculpem toda essa inatividade!

Mais de um mês sem posts...

Mas aguardem, piossivelmente em breve O Metafísico terá novidades, que envolvem principalmente uma atividade muito maior...

Mas, menos lenga lenga e vamos ao que interessa...

Hoje à tarde vi uma cena que me chocou profundamente.

Um garotinho estava andando com a mãe na rua e comendo biscoitos. Tudo ia muito bem até que o pacote acabou... O garotinho então amassou o pacote e deu para a mãe. O que a mãe fez? Jogou no chão!!!

Meu Deus, isso é inadimissível, será que isso é coisa que se faça para incentivar uma criança? Onde está nossa civilidade? Onde está nosso bom senso? O que fizeram com aquela tal de educação?

Isso está muito relacionado com o meu post anterior, sobre a falta de fé no ser humano, agora denota outra falta de fé também muito grave: A falta de fé na sociedade.

Sabemos bem: todo mundo joga lixo no chão, então porque não jogar também? Todo mundo fura fila quando pode, porque não furar também? Todo mundo discrimina homossexuais, porque não discriminar também? Tem um monte de gente matando por aí, porquê não matar também?

Pessoal, todas essas atitudes são individuais... todas envolvem pessoas agindo isoladamente e não uma coletividade!

Já está na hora de repensar nosso estilo de vida e o que estamos fazendo com ele...

E por favor: Não vamos jogar lixo no chão, né!!


Postado ao som de "Monkey Business" - Skid Row

Fé no ser humano

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Tenho sempre visto por aí o descaso com que as pessoas tratam-se umas às outras.

É incrível como somos induzidos a taxar as pessoas não só pelas suas aparências como pelo seu passado.

Isso me remete a uma questão bem interessante: como anda nossa fé no ser humano?

Será que realmente acreditamos que as pessoas podem ser melhores? Ou será que estamos tão desconfiados de nossos semelhantes que nos fechamos em nossos castelos sem dar oportunidades para que os outros se mostrem pessoas melhores?

Digo isto porque no meu último post citei que a humanidade está evoluindo em sua forma de pensar o meio ambiente e revendo suas ações.

Isso me remeteu a esta questão. Se estamos enfim repensando nossas ações com relação ao meio ambiente e nossa forma de moldá-lo, porque não podemos repensar nossa forma de encarar nossos semelhantes e nossa maneira de tratá-lo?

É muito comum darmos rótulos às pessoas, é muito comum não acreditarmos que alguém é capaz de se regenerar.

Querem uma prova: A pena de morte.

Quer coisa mais triste do que chegar à conclusão de que uma pessa não é capaz de se recuperar e por isso deve morrer?

Não é triste apenas para quem morre sem a oportunidade de ser um ser humano melhor, é triste acima de tudo para quem condena e demostra claraente que perdeu as esperanças no semelhante.

Penso que sem esperança de que o mundo pode ser melhor, não existe uma razão muito forte para continuarmos nele...



Postado ao som de "Hurricane" - Bob Dylan.

PS: Mairo, mil desculpas por trocar seu nome, mas é que ele é bem incomum mesmo, eu realmente me confundi.

PS2: Cris... tenha fé! Juntos podemos mais! :D

Sobre a arrogância do Homo Sapiens

domingo, 10 de maio de 2009

Continuando o assunto de outro post, vou falar um pouco mais sobre o que significa ser um Homo Sapiens.

Primeiramente gostaria de agradecer ao Mairo (ou Mario, se ele trocou as letras) pelo comentário. Obrigado por ler O Metafísico e é legal saber que alguém gosta do que a gente escreve.

Sobre os chimpanzés serem nossos parentes mais próximos, e por apenas 2% do DNA possirem toda essa "consciência" com relação ao ambiente que os cerca, creio que isso tudo é muito relativo.

O mesmo desenvolvimento que deu ao homem essa característica de ser tão, digamos, intelectualmente desenvolvido, deu a ele ferramentas para que pudesse dominar e modificar o ambiente ao seu redor, o que fez com que ele experimentasse a sensação de poder.

É um velho dito popular que "O poder corrompe", e creio que isso esteja certo nesse ponto. A princípio, o homem teve de desenvolver habilidades de moldar o mundo ao seu redor para poder sobreviver, depois passou a moldá-lo para viver melhor, com mais comodidade e mais qualidade de vida, para que pudesse viver mais, mas percebemos, que paralelo a esse desenvolvimento, não desenvolveu-se munto bem em nosso intelecto a noção de preservação.

Nossos antepassados não podiam ficar pensando nos prós e contras de dominar a natureza enquanto a questão era sobrevivência, seria gastar energia com uma tarefa inútil a priori, e essa característica então não foi transmitida aos descendentes.

Hoje, percebemos que essa forma de gastar nossos recursos naturais é prejudicial a nós mesmos, e essa preocupação é muito recente, menos de meio século, não podemos por enquanto esperar melhoras significativas nas formas de pensar que estamos acostumados desde sempre como algo imediato, mas creio que estamos no caminho.

Posso parecer otimista demais, mas depois de séculos de devastação sem pena, poucas décadas já foram o suficiente para produzir uma baita mudança na nossa forma de pensar, as próximas décadas são promissoras.

Estamos em um processo de mudança, mudança no pensar e mudança no agir, provavelmente nossas próximas gerações serão muito melhores do que nós.


Postado ao som de "Hey Jude" - The Beatles

Coerência no discurso (Editado pra esclarecer as fontes)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Vamos então depis dessa pequena pausa, retomar a discussão. Quero com este post atentar para um fato: A coerência em nossos discursos.

Se queremos transparecer uma idéia, e defendê-la com argumentos, nossos argumentos precisam ser coerentes, é o mínimo que se espera.

Digo isto mas eu mesmo sou bastante incoerente às vezes... rsrsrs

Vamos lá.

Há um tempinho atrás, recebi um comentário muito interessante no post Diferenças sutis entre medo e temor . Digo que este comentário foi interessante não como forma de ironia, pois vocês já devem ter percebido que meu intuito aqui é gerar reflexão, então quando eu recebo um comentário discordando da minha opinião, fico especialmente satisfeito.

Entretanto, esse coment tinha uma frasesinha que não entendi até hoje: A fé é incontestável, por isso Deus (com letra maiúscula) nos deu livre arbítrio.

A fé ser incontestável não pode ser motivo para o livre arbítrio! Não há liberdade em não poder questionar!

Felizmente o coment foi anônimo, então posso comentar sem constranger ninguém, pois isso é incoerente!

É engraçado, pois esse não é o único discurso incoerente que vemos por aí, eles pairam ao nosso redor e nem nos damos conta muitas vezes.

Um exemplo claro, é que é insustentável considerar que os mitos judaicos de criação do mundo devam ser encarados como um registro histórico. Querem a prova? Peguem o livro do Gênesis e vejam vocês mesmos, ele tem duas narrativas para a criação do mundo. Elas não chegam a ser divergentes, mas são bem diferentes entre si. Uma data do tempo do exílio na Babilônia (Gn 1, 1-2, 4a) e outra do tempo do Rei Salomão (Gn 2, 4b-25). São quase 5 séculos de diferença.

Vamos então prestar atenção nisso: avaliar a coerencia dos nossos argumentos.


PS: Então, anônimo, 1 x 1.... rsrsrsrsr
Brincadeira. Muito obrigado por tornar viva a discussão.

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Editando para uns esclarecimentos.

Uma das primeiras coisas que eu aprendi ao estudar história da ciência, foi sempre citar minhas referências. Me desculpem por esquecer este detalhe.

Minhas refêrencias quanto às datas e aos registros de mitos de criação hebraicos são o material do curso de teologia (não foi um curso de graduação) que fiz pela PUC-Rio e minha Bíblia. Minha Bíblia é uma Edição Pastoral, daquela que vem com comentários e revisão histórica dos textos no rodapé. Gosto muito dessa edição pastoral porque os textos evitam o linguajar rebuscado que a maioria das traduções da bíblia tem e que dificulta o entendimento do leigo.

Liberdade de Expressão

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Pois, bem... (porque eu sempre tenho a impressão que começo todas as vezes com um "Pois bem", heim? rsrs)

Pois bem...

Desde que a tal Lei de Imprensa começou a ser rediscutida e iniciou-se uma queda de braços definitiva no Supremo para que ela caia de vez, têm-se falado muito sobre a liberdade de imprensa, e consequentemente na liberdade de expressão.

Temos naturalmente o direito de expressarmos nossa opinião sobre determinado assunto, mas sabemos claramente que isso tem limites. Basta alguém, por exemplo, negar o holocausto, que todos caem em cima. Não digo isso querendo apoiar aqueles que negam este triste episódio de nossa história, digo isto apenas para ressaltar um ponto de vista: Liberdade de Expressão é sempre algo muito relativo.

Toda forma de liberdade da qual pode gozar o ser humano, nunca é completamente "livre" no sentido mais extrito da palavra, sempre somos livres até dentro de uma determinada margem, margem esta que pode ser ditada pela ética ou pela moral, ou seja, pelo que é certo ou errado e pelo que é bom ou ruim, entretanto na maioria das vezes acabamos por regrar nossas liberdades pelo bom senso.

Com a Liberdade de Expressão não é diferente, todos temos as opiniões mais variadas possíveis sobre os mais variados temas, mas nem sempre estamoss dispostos a expor estas opiniões, seja por medo de um represália externa ou por simples problema de consciência.

Grande parte do que comunicamos ao mundo sobre nosso sentir e nosso pensar está vinculado diretamente àquilo que nos permitimos sentir e pensar. Dizia um velho provérbio que o primeiro passo para deixar de fazer algo é deixar de pensar em fazer, para controlar nossos atos devemos primeiro controlar nossos pensamentos.

Contudo, esta rédea que acabamos por colocar em nós mesmos acaba por ser uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que damos um passo para um convívio mais harmonioso com nossos semelhantes, estamos dando também um passo rumo à digamos uma auto-mutilação do pensar, ou seja, estamos renegando parte de nós mesmos em nome do bem comum.

Sinto-me propenso a pensar neste ponto, que devemos ter sempre noção desta auto-restrição, e devemos principalmente, saber sempre que possível qual é a origem desta restrição, para que possamos saber se ela realmente vale a pena.

Esta liberdade tão fundamental precisa ser encarada de maneira mais séria, precisamos ter real noção das restrições que impomos a nós mesmos. Sem algumas delas, provavelmente não conseguiríamos viver em sociedade, pois seriam extremamente danosas aos nossos semelhantes, entretanto, muitas delas são simplesmente desnecessárias, e sequer sabemos porque ainda insistimos com ela.

É como na história daquele experimento com macacos.

Macacos foram colocados numa jaula com um grande e vistoso caixo de bananas ao centro. Cada vez que um deles se aproximava das bananas, todos levavam um grande choque. Com o passar do tempo, quando um deles tentava pegar uma banana, todos os outros o agrediam, impedindo-o. Pois bem, o cientista então trocou um dos macacos por um macaco novo. Logo que viu as bananas, o novo quis come-las, mas foi de pronto impedido pelos outros, à base de pancada. O experimento prossoguiu com a troca gradual de macacos, até que todos os macacos que levaram o choque já tinham sido substituidos. Entretanto, a cada vez que um novo macaco tentava alcançar as bananas, era sumariamente reprimido e espancado.

Ao que concluo este devaneio com alguns questionamentos:

Os macacos que eram espancados por se aproximar das bananas, sabiam porque estavam apanhando?

Os macacos que estavam espancando os outros, sabiam porque estavam batendo?

E o mais importante: Quais são hoje os nossos cachos de bananas? Quais são as coisas às quais não nos atrevemso a fazer sem saber bem por quê? A princípio tudo parece ter um motivo bem plausível: não podemos pegar as bananas porque senão apanhamos, mas era a surra o motivo que impedia os macacos de chegar ao seu objetivo?

O que significa ser um Homo Sapiens?

sábado, 2 de maio de 2009

Primeiramente, agradeço muito à Lioness pelo Premio Leminiscata.

Entretanto, eu tenho passado tão pouco tempo na internet, que não me lembro de sete blogs para indicar, e no final passou-se tanto tempo sem que eu respondesse à pergunta, que acabei perdendo o direito de reclamar o premio, então vou apenas responder ao questionamento, que por sinal é muito interessante.

Homo Sapiens.

O "Homem que sabe".

Pois bem, o homem que sabe sabe o quê? O que o diferencia de outros animais?

Dizemos comumente que somos diferentes por sermos inteligentes. Entretanto, quando vemos um animal determinar qual será a melhor tática para atingir uma presa, ou escapar de um predador, é impossível não atribuirmos a ele certa inteligência.

Dizemos apaixonados que o que nos distingue dos animais são nossos sentimentos. Entretanto, é difícil não notar como as fêmeas (mas nem sempre só as fêmeas) de diversas espécies defendem ferozmente seus filhotes.

Temos uma lista enorme de características, as mais prosaicas possíveis, que teoricamente nos distinguem dos outros animais.

Um fato interessante sobre o qual estava lendo há um tempo atrás, é que há cerca de 25 mil anos atrás, o Homo Sapiens não era a única espécie de hominídeo no planeta! Existiam pelo menos outras três, que por uma razão ou outra acabaram por desaparecer. No final das contas, somos sobreviventes.

Penso que ser um "Homem que sabe", é acima de tudo saber fazer com que nossos instintos possam ser controlados, poder racionalizar as coisas, o bom e velho pensar antes de agir.

Uma outra caracteristica que acho muito legal sobre o ser humano, é que ele é o único animal que fica procurando respostas a perguntas fundamentais, sobre a vida, o universo, e tudo mais (assistam "O Guia do Mochileiro das Galáxias", vão entender do que estou falando).

O Homo Sapiens é a única espécie que passa tanto tempo se preocupando em ser felizes, os outros, simplesmente são. Principalmente pelo fato de não inventarem um objetivo tão utópico.

Sintetizando, para mim, ser Homo Sapies é poder pensar antes de agir, buscar respostas a perguntas fundamentais (e fundamentalmente sem muito sentido, diga-se de passagem... rsrsr), e buscar a felicidade.


Postado ao som de "All my love" - Beatles

Sobre a Ciência e a Religião

Dizem por aí que religião não se discute...

Grande besteira! Não se deve discutir apenas coisas que não podem ser questionadas, e questionar tudo e todos é talvez a única forma de exercermos plenamente nosso livre arbítrio.

Me recordo nestes momentos que uma coisa que sempre me impressionou muito foi o debate sempre muito ferrenho entre ciência e religião.

De um lado cientistas sobem do alto de sua arrogância intelectual e olham com desprezo os seres crédulos que na manhã de domingo rumam à igreja. De suas universidades, dizem que não é necessário que haja um deus para que o universo seja do jeito que é.

Do outro lado, pastores e padres sobem em seus púlpitos para discursar sobre o como a ciência é perigosa, o como "quanto mais alguém estuda, mas se torna ateu". Dizem o como a ciência anda corrompendo a obra do todo-poderoso, clonando seres vivos, criando os transgênicos, detonando bombas atômicas... Já cheguei até a ouvir que o homem ter ido à Lua foi uma "heresia", porque "se Deus colocou ela fora do alcance, era pra ela ficar fora do alcance".

Não vou com este post simples esgotar o assunto, isso seria impossível, mas vou acrescentar a esta discussão alguns pontos.

Primeiramente, essas duas visões que eu expus acima (de propósito), são falácias. Poucos são os cientistas que eu conheço que são realmente ateus, e menos ainda são aqueles que atacam a religião, pra falar a verdade em toda a minha vida só conheci dois: Um professor de Biologia no pré-vestubular e um professor de Evolução da Física na universidade (eu não conto, eu ataco apenas a parte de não poder questionar... rsrsr).

Poucos também são os religiosos que se mantém tão fechados para a ciência.

Penso que mais uma fez é tudo questão de uma diferença de pontos de vista.

A ciência está preocupada com a origem do universo, a religião também.
A religião está preocupada com a cura dos enfermos, a ciência também.
A ciência está preocupada com a origem do homem, a religião também.

São muitos os assuntos em comum, e cada vez se torna mais óbivo que as duas não se contradizem entre si: elas apenas são formas diferentes de manifestar os mesmos desejo, o desejo por respostas às perguntas mais fundamentais.

São duas faces do comportamento humano, e uma não está acima da outra: não podem ser comparadas por serem de categorias diferentes.

Aí talvez se encontre nosso maior erro: tentar misturar as duas coisas. No meu post sobre a existência de deus, eu não quis misturar as visões, apenas as coloquei para dialogar, evidenciando como elas interagem de maneira íntima em certos assuntos.

Para finalizar, gostaria de fazer uma citação de Galileu. Nessa carta a uma duquesa, o italiano ataca os censores religiosos, mas uma recíproca à ciência seria igualmente adequada:

"É indiscutível que a teologia lida com assuntos da natureza divina e que, portanto, ocupa uma posição régia entre as ciências. Mas, ao adquiri desta maneira a mais alta autoridade, se ela não descer de vez em quando ao nível mundano das outras ciências, e se não mostrar nenhum interesse nesses assuntos por eles não serem sacros o suficiente, então seus professores não devem arrogantemente assumir a autoridade de decidir controvérsias pertinentes a profissões que eles não estudaram nem praticaram."

Comentem!!!

(tomara que o anônimo não tenha sumido...)

P.S.: Gostaria de agradecer muito à Lioness pelo novo selo, e dizer que eu não esqueci dele não, eu estou pensando num bom post sobre a questão do Homo Sapiens ; ), o tempo tem diminuido bastante, mas vou postar assim que conseguir!

Postado ao som de "While my guitar gently weeps" - Beatles

OK, Ok...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Vamos lá então... acho que o último post acabou sendo um pouco mais polêmico do que eu queria inicialmente, mas atendeu à sua intenção: provocar reflexão.

Mas devido à CAIXA ALTA DO ÚLTIMO COMENTÁRIO, sou obrigado a apelar para o direito de resposta...

Primeiramente, ou não quero montar um quebra-cabeças com peças diferentes, estou apenas expondo um paradoxo, como muitos na cultura humana.

Digo ainda que as peças não são tão diferentes assim.

O primeiro grande defensor da teoria do Big Bang foi um religioso, que a usou para defender a idéia de um criador. Esse foi o padre e cosmólogo belga Georges Lemaître.

Digo que as peças não são tão diferentes, não só por isso, mas pelo fato de que tanto a ciência quanto a religião fazem parte da rica e imensa tapeçaria da cultura humana, é impossível imaginar nossa sociedade sem qualquer uma das duas, apesar de elas darem conta de aspectos diferentes das nossas vidas e terem metodologias diametralmente opostas (farei um post melhor sobre isso ainda hoje).

Penso que imaginar as duas (ciência e religião) como parte do mesmo caldeirão cultural seja a peça de conexão entre as duas, e a partir daí seja possível encontrar uma forma melhor de enxergar ambas.

Mas concordo plenamente no que diz respeito ao fato de o "Físico nunca irá além do Físico". Felizmente ele nem tenta, não é e nem deve ser papel do cientista interferir naquilo que não é de sua ossada, e ele sabe muito bem disso.


Sr. Anônimo,

Por favor me desculpe se te ofendi de alguma maneira, minha única intensão aqui é suscitar o questionamento, para isso servem todos os meus posts. Perceba que o simples fato de questionar já faz um bem enorme, quando torna inúteis as barreiras da alienação!
Portanto, continuarei a questionar, às vezes de uma maneira mas ácida que as outras, mas fazer o quê? é o meu papel!



Postado ao som de "Through the glass"- Stone Sour

Sobre a Mecânica Quântica, a Cosmologia e Deus

terça-feira, 14 de abril de 2009

Vamos lá, o negócio é o seguinte:

- Mecânica Quântica: Quando um fenômeno ainda não foi medido (ou observado), ele é descrito por uma superposição de todos os estados possíveis, ou seja, se você ainda não viu AONDE a coisa está, ela está em todos os lugares possíveis.

- Mecânica Quântica: Quando um determinado fenômeno é medido, sua função de onda (aquela superposição de estados) colapsa e passa a descrever um estado só: o que foi medido. Ou seja, para que a função de onda colapse e a coisa esteja em algum lugar, é necessário um observador, alguém que faça a tal função de onda colapsar.

- Cosmologia: O universo começou num grande BIG BANG, ou seja, estava em um determinado estado e passou a estar em outro. Ou seja, em um determinado momento a função de onda teve que colapsar! Onde estava o observador nesta hora?

- Religião: HAHA! Tem que haver um observador não é? Então no caso do BIG BANG esse observador só pode ter sido Deus! Logo: Deus existe!

- Religião: Deus é onisciente e onipresente.

- Mecâmica Quântica: Tudo bem que esse observador no BIG BANG pode ter sido Deus, mas se ele é onisciente e onipresente, ele sabe de tudo e está em todos os lugares, se ele sabe de tudo e está em todos os lugares, ele vê tudo, se ele vê tudo, todas as funções de onda devem colapsar tão logo surgissem... o que não ocorre!


E agora? Deus existe e faz o estado inicial do universo colapsar para o BIG BANG, ou não existe e mantém as funções de onda funcionando normalmente ou existe e não é onisciente e onipresente?

Ou nossa física é uma ilusão incompleta?

Ou nossa teologia é uma ilusão incompleta?

Ou no final de contas não sabemos de nada e ficamos debatendo apenas para salientar o tamanho da nossa ignorância com relação a essas coisas?

Que merda!

Nem só de tristeza e mau humor viverá O Metafísico!

sábado, 4 de abril de 2009

Nossa...

Andei dando uma olhada nos posts antigos...

Sempre que eu parei para escrever sobre meu estado de espírito foi para descrever algo ruim... vocês vão pensar o quê? que eu estou à beira do suicídio? rsrsrsrs

Hoje vou falar diferente, vou falar de um sentimento bem diferente dos outros: a felicidade.

Uma coisa que sempre reparo é que estamos sempre buscando algo a mais para nos sentirmos felizes, como se nossa felicidade nunca fosse completa... Li certa vez em algum lugar que se fôssemos felizes com o que temos ainda moraríamos em cavernas, talvez seja verdade.

Com o intuito de sistematizar melhor esta busca, estive pensando em que coisas eu considero importantes para a felicidade, vamos lá:

- Amigos. Mas amigos de verdade, daqueles que não tem medo de te chatear e sabem a hora certa de te fazer descer do palco.
- Um Amor. Sei que essa palavra tem inúmeros significados, mas vou usá-la aqui da maneira usual mesmo: alguém que te complete, que faça você se sentir bem por ser você mesmo, e que te ame com sinceridade.
- Uma Carreira. Que pode ser nas mais variadas áreas, mas que você faça o que gosta, se sinta bem fazendo isso e tenha reconhecimento de seus pares.
- Família. Sempre precisamos de um lugar para onde fugir nas emergências...
- Um hobby. Afinal de contas todos precisam estravazar um pouco de vez em quando e fazer algo por puro prazer.

Refletindo sobre esses pontos, as coisas que considero inevitáveis para a felicidade, me deparei com uma surpresa: eu tenho tudo isso, e de uma maneira muito generosa!

Logo, concluo eu: EU SOU FELIZ!!!!

Nossa, eu recomendo que vocês também façam isso: elaborem uma listinha com as coisas que considera o cerne da felicidade. Muito provavelmente você também chegará à mesma conclusão que eu, e consequêntemente passará a resmungar menos pelos cantos!


PS: Odeio auto-ajuda, se isso parecer um texto de auto-ajuda por favor ignore, eu não quero causar danos ao seu livre arbítrio...



Postado ao som de "Layla"-Eric Clapton.

Diferenças sutis entre medo e temor

domingo, 29 de março de 2009

Pois bem, se é pra ser polêmico, vamos ser polêmicos logo de uma vez.

Tenho reparado ultimamente (não que isso seja um fenômeno recente, é claro) o como algumas determinadas igrejas enxergam aquele que convencionam chamar de Deus. Digo convencionam chamar de Deus, porque a diversidade de visões do todo poderoso é tão grande, que dizemos que ele é um só apenas por costume.

Fico amplamente estarrecido em como muitas delas confundem o "Temor a Deus" com "Medo de Deus", como se o Todo-poderoso fosse uma velha ranzinza que fica vigiando a vida (principalmente a vida sexual) das pessoas apenas para repreende-las e puní-las.

Recuso-me veementemente a curvar-me perante um deus que mantêm seu culto por meio de ameaças, digo sinceramente que se deus é como eles dizem e salva apenas as boas ovelhas que se curvam diante de um pastor ou padre e seguem fielmente doutrinas as mais absurdas possíveis, se deus é mesmo assim eu prefiro queimar no inferno do que me curvar.

Que tipo de deus e esse que dá ao ser humano o livre arbítrio para depois puní-lo com a danação eterna ele se atrever a usar esse livre arbítrio? Ou na melhor das hipóteses para fazê-lo se curvar apenas para alcançar o paraíso. Estaria ele tentando nos comprar?

O cúmulo da minha revolta se mostra numa música, que hoje consegui a letra, vejam um trecho:

(...)
Mas se você não adorar....
Vai ser comido de bicho (3x)
E quem falar mal do pastor.
Vai ser comido de bicho (3x)
E quem não gosta de dar dízimo
Vai ser comido de bicho (3x)
Quem faz fofoca na igreja
Vai ser comido de bicho (3x)
(...)

Será mesmo que esse deus precisa ameaçar seus fiéis para que estes andem na linha?

Na minha concepção, Deus não é assim, mas essa é a minha concepção, que pouco ou nada importa nesse caso.

Ouvimos muito falar nos "Senhor dos Exércitos", no "Varão", na vinda do Apocalipse, sobre as pragas do Egito e na tal "Arrebatação da Igreja", mas pouco ou nada ouvimos sobre o Deus Libertador, sobre um Jesus Cristo que se sacrificou por acreditar que as pessoas deveriam ser mais legais umas com as outras e que não deveria haver discriminação entre outros povos ou religiões.

O que será que diria esse Jesus que defendou a gentileza e o perdão com "pagãos" e cobradores de impostos (sem com isso deixar de ser um grande defensor da fé judaica) quando visse um professora expulsar da sala de aula um aluno que usava colares de iniciado no Candomblé aos gritos de "Filho do Demônio"?

Em suma, que deus estamos procurdo em nossas igrejas: um velho ranzinza que quer saber o quanto você anda pagando à igreja e com que você anda transando?

Pensem.

A propósito! Cada um tem o direito de ver Deus da maneira que vem entender, ouviram! não pensem que estou dizendo que essa ou aquela forma de crença é errada, estou fazendo apenas o papel de um bom cidadão: questionando a tudo a todos.

Apenas digo com toda a minha convicção:

- Intolerância religiosa é uma estupidez;
- Temos o direito de não participar dos cultos e das missas, então manerem no volume do som!


A letra completa da música: http://letras.terra.com.br/fogo-no-pe/1406504/


Postado ao som de "Ready for Love" - Bad Company

Sobre a arrogância e o ato de ensinar

sábado, 28 de março de 2009

Bem, no último post falei sobre a questão da necessidade de se ter um certo desrespeito com relação a um conceito ou disciplina para que possamos aprende-lo.

Pois vejam, agora dou uma pequena continuidade ao assunto para falar sobre o ato de ensinar.

Se para aprender é necessário desrespeito, de maneira semelhante ensinar exige arrogância.

Não arrogância no sentido de se sentir acima dos alunos, mas arrogância no sentido de se sentir dominante sobre o assunto ensinado. Ser apenas seguro não é o suficiente, os alunos devem reconhecer no professor essa segurança, e se ele não transparece dominar a disciplina, perde a confiança da turma, que já não mais o vê como alguém que será capaz de sanar suas dúvidas.

Falo isso como aluno e como professor. Dos dois lados do problema é possível constatar a mesma coisa.

Ha! Antes que os pedagogentos de plantão comecem a tramar seus discursos inflamados sobre Skinner-Piaget-Vigotsky-O diabo a quatro, eu NÃO estou dizendo aqui que o professor deve ostentar poder sobre a turma, ele deve sim ser MEDIADOR do processo e entender bem seu papel.

Entretanto, se ele não tiver um profundo conhecimento do assunto que pretende lecionar, ele pode pegar todos os seus livros de didática e prática de ensino e jogar no lixo, porque eles não servirão para nada.

PS: Devido à falta de tempo vou continuar fazendo assim: levanto uma idéia sem me perder muito em discursos, sendo sintético sempre que possível. Se não for assim nunca posto nada... rsrsr ;)


Postado ao som de "Missing Cleveland" - Scott Weiland.

Sobre o desrespeito e o ato de aprender

segunda-feira, 23 de março de 2009

Hoje estive vasculhando meus papéis velhos em busca de um artigo e encontrei uma outra coisa que me deixou muito surpreso.

Tenho a mania de nunca jogar fora minhas anotações e reflexões, mesmo as mais inúteis. A que encontrei hoje faz bem o estilo das reflexões dO Metafísico, apesar de datar de antes do blog. Vou dividí-la com vocês, mas não com as mesmas palavras da época.

Estive refletindo na ocasião (e volto a refletir hoje) sobre a postura dos estudantes ante um assunto novo e pude perceber certos padrões de comportamento com relação ao respeito por um conteúdo ou uma disciplina.

Falando especificamente da área de exatas, encontramos predominantemente uma forma de pensar que nos guia para o caminho de que esta ou aquela disciplina é exageradamente difícil e que reprová-la não será nada fora do normal. Com o tempo vamos vendo que esta postura é dominante em quase todas as disciplinas da área e ficamos com um questionamento: será que é tão difícil assim aprender física ou matemática ou o que quer que seja?

Essa visão de que tudo é muito difícil acaba gerando um respeito quase que inquestionável sobre determinado assunto, e chegamos a ter medo de alguns temas antes mesmo de encará-los.

Podemos pensar até que ponto esse medo precoce é anterior ou ulterior à dificuldade propriamente dita. Será que é difícil e todos ficam com medo ou será que todos tem medo e por isso se torna difícil?

Isto posto, chegamos ao ponto que venho defender, a segunda forma de encarar um assunto novo: Aprender requer desrespeito.

Inicialmente pode soar forte demais ou impactante demais, mas não é bem assim. Quando digo que aprender exige desrespeito com o assunto quero dizer que devemos deixar de tratá-lo como algo absoluto e imutável, que devemos deixar de nos sentirmos inferiores ao conhecimento propriamente dito.

Não poderemos nunca assumir o posto de promotores do conhecimento se nos sentirmos inferiores a este.

Apenas um direito e um dever temos que honrar como estudantes que sempre seremos: O direito de duvidar e o dever de questionar. E não digo apenas questionar o professor no caso de uma dúvida, mas sim questionar o próprio conhecimento, entendendo as limitações deste em corresponder à realidade.

Nenhuma verdade é absoluta, nenhum conhecimento é imutável, não podemos ser receptores da cultura, temos que ser construtores da cultura!

Novidade!

domingo, 22 de março de 2009

Ha!

Uma novidade para aqueles que leem O Metafísico!

Apenas para situar um pouco quem não me conhece: Sou estudante de Física da UFRuralRJ.

Esta semana o post Trote: Humilhação pública ou Rito de Passagem? foi publicado na forma de uma artigo no jornal da universidade!

O jornal se chama "Rural Semanal" e quem quiser conferir aí vai o link pra versão digital: http://www.ufrrj.br/portal/modulo/home/getJornal.php?arquivo=575.pdf

Sim, é claro que sim: eu estou todo bobo e sim: eu estou tirando onda... rsrsr


Postado ao som de "Shooting Star" - Bad Company.

Trivialidade trivial...

Trivial...

Realmente essa não é uma palavra fácil de definir...

Afinal de contas o que é trivial? Existe mesmo algo que possa se enquadrar nessa categoria?

Digo isto porque essa palavrinha difícil faz parte de um jargão muito característico quando o assunto é ciências exatas. Desde que entrei na universidade e me tornei um quase-físico tenho e acostmado a pegar o simples, o fácil e o desnecessário e jogá-los no liquidificador obtendo um boa porção de trivial.

Trivial segundo o Aurélio:
Adjetivo de dois gêneros.

1.
Sabido de todos; notório, vulgar; terra-a-terra.


"Sabido de todos"... Engraçado isso... se for assim pouca coisa é trivial... respirar talvez...

Mas olhemos que variedade, temos também o "vulgar"! Bom então acho que respirar não é mais trivial... rsrs

Acima de tudo, viver não é trivial. Nada que realmente importe é trivial.

Viver não é...
Amar não é...
Pensar não é...
Escrever não é...
Morrer não é...


Vamos pensar um pouco mais naquilo que andamos chamando de trivial... será que mesmo essas coisas não são maravilhosamente compexas e cheias de facetas? Será que não somos nós que estamos tão cansados e cabisbaixos que nos conformamos com uma vidinha mais ou menos...

Peguemos de volta o trivial! Peguemos de volta o simples! Adeus à arrogância intelectual!!

Viva a vida!



Postado ao som de "Fat Bottom Girl" - Queen+Paul Rodgers.

How many roads must a man walk down?

terça-feira, 17 de março de 2009

Isso mesmo, como diria o bom e velho Bob Dylan:

Quantos caminhos um homem deve caminhar antes que possa ser chamado de homem?

Há algum tempo atrás escrevi um post falando sobre o mau humor, hoje vou interromper um silêncio de mais de uma mês para falar de outro sentimento: a tristeza.

Maldita melancolia...

Maldito sentimento de impotência e de insatisfação...

Porque precisamos passar por isso?

Várias vezes ouvi que "crescemos nas dificuldades", que "os tropeços nos fortalecem" e todo esse blá blá blá de sempre, mas com certeza não é fácil pensar assim quando vemos tudo desmoronar ao nosso redor, quando tudo (e quando eu disse tudo, é tudo mesmo!) parece se esvair entre os dedos, quando mesmo aquilo que antes parecia um porto seguro se torna um recife sem faróis...

O mais legal, é ver como quanto mais as coisas desmoronam, mais nosso ânimo diminui, e quanto mais nosso ânimo diminui, menos conseguimos lutar contra a maré.

Ou seja, não importa o quanto você está triste, você sempre poderá ficar pior. Não é apenas pessimismo, é lógica!

Bom, talvez eu até tivesse mais a falar, mas que se dane.

E hoje não tem música.

Mais selos!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Bom, vou tomar cuidado pra não perder o rumo do blog... mas tem uns selinhos que eu não posso deixar de exibir!

Primeiramente a um blog muito especial que tenho tido o prazer de acompanhar desde os primeiros posts.


Em segundo lugar o meu! Agora quem quiser escrever na testa que é maluco já pode! rsrsrsrs



Um abraço a todos que vem e vão!

Por que o mundo precisa de um fim?!?!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Depois do post abaixo, me quedo com uma pergunta na cabeça: Por que diabos o mundo precisa ter um fim?!?!

Por que tantas teorias para dizer que o mundo vai acabar hoje ou amanhã?

Por que tanta leviandade ao falar do mundo que nos abriga?

Leiam um pouco sobre astronomia planetária, e vão saber o quanto é raro um planeta com condições tão facilitadoras para a vida!

Desculpem-me a indignação, mas sempre vejo alguém falando ou do fim do mundo, ou que o mundo não presta, ou que devemos nos preparar para viver de verdade em um lugar superior!

Porque não podemos fazer que nossa vida e a dos outros sejam boas e felizes hoje e aqui? Para que esperar por um "lugar melhor"?


Postado ao som de "Rock and Roll all Nite" - Kiss

O Fim do Mundo em 2012...


Bom, tenho visto rolar pela internet já há um certo tempo esse papo de que o mundo vai acabar em 2012...

Parece que o pessoal não cansa dessa história de fim do mundo...

Pois bem, como eu conheço um pouquinho dos mitos que originaram esse rebuliço todo, resolvi começar a postar aqui algumas coisas sobre o assunto (no limite da minha compreensão de curioso).

Toda essa história de fim do mundo em 2012 tem origem na mitologia Maia.

Os maias foram uma civilização da mesoamérica pré-colombiana, que apesar de mais de 3000 anos de história e do que todos dizem, não desapareceu. Vivem na região do Golfo do México e tiveram seu auge (matem-me os arqueoastronomos se for necessário... rsrsrs) entre 200 e 900 dC.

Nesse primeiro post, farei apenas uma pequena explanação sobre a forma de contar o tempo dos Maias.

Vamos lá:

1 dia para os maias = 1 Kin
20 Kins = 1 Uinal
160 Kins = 18 Uinais = 1 Tun
7200 Kins = 20 Tuns = 1 Katun
144000 Kins = 20 Katuns = 1 Baktun

13 Baktuns = 1 Era de Criação


Justamente por essa divisão do tempo em eras de criação, surge o mito de que a cada era de criação deveria haver um grande recomeço, um reinício para a humanidade.

Na figura acima, que foi inicialmete enterpretada e difundida no mundo inteiro como um calendário simplesmente, os quatro glifos dentro de quadrados representam as quatro eras de criação que já passaram, sendo representadas pelas entidades que as simbolizam, contando a história de como essas eras terminaram. O glifo central simboliza a nossa atual era de criação, que segundo os registros que sobreviveram e cálculos posteriores, chegou-se à conclusão de que acabaria em 2012.

Daí a idéia de fim do mundo.

Vou tentar nos posts futuros fazer um pequeno resumo dos glifos das eras, e tentar mostrar "como o mundo vai acabar".


Postado ao som de "Crazy Mary"-Pearl Jam.

Selo! (Enfim entendi como funciona... rsrsrsr)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009


Nossa, depois de tanto tempo finalmente descubro como funcionam os selinhos!!

Desculpem-me todos os que não exibi antes...

Bom, primeiramente agradeço ao Tone do Manual Básico do Solteiro Imprestável que me indicou este!

Agora vamos às regras:

1ª Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” que você acabou de ganhar.
2ª Poste o link do blog que te indicou (muito importante!).
3ª Indique 10 blogs de sua preferência.
4ª Avise seus indicados.
5ª Publique as regras.
6ª Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7ª Envie sua foto ou de outra pessoa para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação.
Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.

E aos meus indicados!

Paranóia Minha
Salut
Toca da Leoa
Escrevo pra não Falar Sozinha
Efeito Ázaron
M'zONe
Neurônio X
Razão 42


Bom, vou romper um pouco as regras e espero que me perdoem: opr não passar muito tempo na blogosfera não tenho muitos blogs conhecidos pra indicar, e não vou indicar qualquer um!


Postado ao som de "Feel Like Making Love"- Bad Company

Inatividade

Ufa!

Um post depois de tanto tempo.

Bom, tive uns probleminhas desde o último post, que me impossibilitaram de escrever mais por um tempinho.

Viajei para um simpósio e depois de voltar meu tempo no trabalho aumentou consideravelmente, diminuindo meu tempo livre, mas agora acho que as coisas se estabilizaram e vou poder voltar a escrever com mais frequência.

Obrigado por não se esquecerem de mim!


Postado ao som de coisa alguma (dessa vez eu não estou ouvindo nada... rrsrsrs)

Trote: Humilhação pública ou Rito de Passagem?

Há muito tempo que debatemos a questão do trote em nossas universidades. Há tempos atacamos ferozmente essa prática em nossa retórica, entretanto pouco ou nada fazemos para impedi-la entre os nossos própros muros.

Seres humanos passam por situações que em outras ocasiões seriam, sem equívoco, considerados excessos desnecessários, chegando ao extremo de jovens serem hospitalizados com ferimentos ou mesmo em coma alcoólico, como aconteceu há pouco tempo em São Paulo. Já houveram mortes!

Pois bem, nós seres humanos, tão distintos dos demais animais, com nosso encéfalo altamente desenvolvido e nossos polegares opositores, o que fazemos diante disso? Subimos ao alto de nossos castelos, declaramos o trote como algo deplorável, retrógrado e humilhante, e por fim o proibimos.

Proibimos, mas desde que ingressei na universidade em meados de 2006, a cada semana de integração (e acompanhei todas) vejo calouros sendo pintados ao som de “Bixo tem que morrer!!” bem em frente ao Gustavão durante a aula inaugural!

Não quero com estas palavras fazer um atestado da incapacidade desta universidade em coibir o trote e fazer valer a tão divulgada “Resolução n. 2 de 1996”, todos sabemos que nunca houveram excessos dentro do P1, não dentro do P1. Quero com isso tentar levar as discussões sobre o trote para um rumo um pouquinho diferente: a necessidade do trote.

Desde tempos imemoriais, a civilização humana marca grandes passagens na vida de seus membros por meio de rituais, que vão desde o batismo ou o casamento de um cristão até os ritos de maturidade de tribos no interior da África. Os ritos de passagem e os mitos associados a estes fazem parte do nosso inconsciente coletivo tanto quanto, por exemplo, a religião.

Seria então o trote uma dessas cerimônias de passagem que estã há tanto tempo arraigadas em nosso espírito humano? Sim, meus amigos, seria. É indiscutível que a entrada em uma universidade é uma mudança radical de paradigma na vida de um estudante. Seria estranho, portanto, a partir desse ponto de vista, imaginar que tal passagem não deveria ser marcada de alguma maneira.

Entretanto, proponho um questionamento: será que essas atitudes degradantes são realmente necessárias? Não haverá outras formas de marcar o ingresso do estudante na universidade? Creio que muitos de nós concordam que não há humilhação em pintar o rosto, chamar de “bixo”, ou mesmo, em alguns casos, em cortar o cabelo. Mas será que nós veteranos precisamos fazer tudo isso ostentando tanta superioridade? Precisamos ser tão arrogantes?

Desde o meu segundo período tenho travado uma luta ferrenha contra o trote no meu curso, e posso dizer que não foram poucas as vezes em que vi os calouros se decepcionarem por não serem recebidos com tintas e tarefas estranhas. Existe uma expectativa por parte deles em torno do trote. Será que nós temos o direito de nos aproveitarmos dessa expectativa para cometermos abusos?

Termino este artigo fazendo um apelo aos únicos que podem fazer algo para evitarem que excessos sejam cometidos, os veteranos: Meus amigos, não vamos fazer nessa universidade o mesmo circo de horrores de cada início de período! Bixo não tem que morrer! Bixo é gente!!!


Postado ao som de Skies on Fire - AC/DC

Felicidade

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Felicidade...

Estava demorando pra eu começar a falar de algo viajante (mais do que o normal)

A maioria das pessoas sempre buscal algo que chamam de felicidade. Algo que parece ser maravilhoso, pois todos querem, mas algo que parece estranhamente utópico e subjetivo, pois poucos realmente admitem que a alcançaram.

Fico pensando nos meios pelos quais as pessoas buscam essa plenitude do ser feliz. Algumas dizem que fazem apenas aquilo que gostam, mas acho que isso é simplesmente não querer encarar os problemas. Algumas dizem que fazem apenas aquilo que lhes dá prazer, mas acho que isso é apenas hedonismo. Algumas dizem que buscam a felicidade naquilo que é pequeno e simples, mas acho que isso é apenas medo de pensar alto...

Não preciso dizer o quanto então sempre achei esta história uma grande baboseira, não deveríamos encontrar a felicidade, deveríamos buscar a felicidade, porque assim o próprio caminho nos conduziria ao destino...

Mas agora vejo que as coisas não funcionam exatamente assim, vejo que acho que encontrei o meu próprio jeito de perseguir esse tão esquivo sentimento. No final das contas acho que o que vale a pena mesmo é fazer as pessoas que amamos felizes, se elas estiverem bem, estaremos bem também, simples assim!

Não confundam isso com autruísmo, por favor! Eu disse fazer felizes aqueles que amamos! Não quero posar de bonzinho quando não sou.

É interessante que tenha sido necessária a entrada de uma certa pessoa na minha vida pra que eu entendesse isso...


Postado ao som de: "Man in The Box"-Alice in Chains (Porque nem só de Classic Rock viverá o homem, mas também de um pouquinho de grunge de vez em quando...)

Liberdade e Religião

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Liberdade... Palavrinha mágica esta.

Todos sabem o que é, mas ninguém consegue explicar.
Todos a desejam, mas não sabem muito bem onde buscá-la.

Talvez a liberdade seja aquilo que eu sempre tenha considerado como um direito intocável do ser humano, liberdade de agir (e arcar com as consequências), liberdade de se expressar, liberdade de amar, mas acima de tudo liberdade de pensar.

Penso que as coisas começam a caminhar para um rumo meio estranho quando nós mesmos começamos a moderar nossa liberdade de pensar, e talvez tenha sido este o início de minha pequena inimizade com dogmas religiosos.

Não tenho absolutamente nada contra qualquer religião, por favor não tomem o que estou escrevendo aqui como uma ofensa, todos somos livres para pensar como desejarmos e eu tenho muitos amigos muito religiosos e são pessoas que eu admiro muito.

Bom, ressalvas à parte, devo agora voltar ao assunto.

Não consigo entender como determinados grupos sociais conseguem se tornar círculos tão fechados a ponto de aqueles que estão de fora serem considerados indignos de "salvação", venha esta salvação de onde vier. Não entendo principalmente a parte em que este ou aquele deus não pode ajudar pessoas que pensam diferende desta ou daquela denominação religiosa.

Muitas coisas no pensamento religioso são difíceis de se entender, mas assim é a definição de fé: acreditar em algo sem que haja necessidade de provas.

Mas afinal de contas, porque será que muitos são os grupos intolerantes dentro das religiões? Falo de católicos, protestantes, muçulmanos, judeus e toda a sorte de grupos religiosos no mundo.

Penso que uma boa resposta para esta pergunta seja o fato de a religião lidar com algo extremamente delicado na mente humana: o inquestionável. Aquilo que temos como fé, devemos tê-lo de maneira irrefutável. Apenas o fato de questionar deus é considerado uma falha das mais graves. Se somarmos à esta inquestionabilidade das religiões entre seus praticantes a relativa arrogância que a maioria tem de se considerar a única detentora das verdades, temos aí um barril de pólvora muito perigoso para mentes que não tem um senso de liberdade muito aguçado.

Certa vez falei com minha mãe (que é católica fervorosa) que o maior dever de um cristão é questionar a deus, pois apenas assim ele conseguirá seguir o Cristo que vem do seu coração e não o que vem da Basílica de São Pedro. Nem preciso dizer o quanto ela ficou revoltada com minhas palavras...

Ser membro de uma religião não é algo ruim, por favor não me interpretem mal, mas devemos ter a noção de que estamos perdendo boa parte de nossa liberdade de pensamento e nos tornando propensos a acreditar que temos alguma vantagem sobre os outros.

Desculpem o post longo demais, é que o assunto é polêmico ;)


Já ia me esquecendo: Postado ao som de "The Spirit Carries On"-Dream Theater

Amigos invisíveis

sábado, 10 de janeiro de 2009

Tem sido muito gratificante escrever O Metafísico.

Quando eu comecei a escrevê-lo, era mais como um desabafo para o nada, nunca pensei que alguém fosse ler o que escrevo, mas um belo dia eu descubro algo novo: um comentário! Nem posso expressar como fiquei feliz com isso, alguém estava lendo o que escrevi!

Desde então tenho postado cada vez mais (apensar de ainda postar esporadicamente) e a cada vez que vejo que alguém leu o que escrevi, sinto como se pudesse ser ouvido mesmo à distância, e para alguém como eu que gosta desesperadamente de falar isso é muito legal!

Por isto este post é uma singela homenagem aos meus amigos invisíveis, alguns tem rosto, alguns não, alguns eu conheço pessoalmente, outros não... Mas todos são importantes, porque compartilham seus pensamentos e não se importam em ouvir os pensamentos dos outros.

Aí vai uma seleta lista daqueles que eu recomendo (se é que me a dada a autonomia para recomendar alguma coisa... rsrsrs):

Toca da Leoa

Manual Básico do Solterio Imprestável
Salut

Aos amigos invisíveis: Conheçam estes aí em cima, vale a pena.

Ha! Mais uma novidade, sempre escrevo ouvindo música, a partir de agora vou dizer o que estava ouvindo ao fim do post.

Postado ao som de "Say it's not true" - Queen

Livros na estante...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Recentemente terminei de ler um livro...

E com isto várias coisas vieram à minha cabeça.

Pensem em quanto tempo algiém é capaz de desprender de sua vida para escrever um livro, o como cada página tem o suor de alguém que muitas vezes deixou de dormir ou mesmo de ficar com sua família para compartilhar conosco um pouco de suas idéias!

Como é bom saber que ainda existem pessoas assim! Num mundo onde as pessoas sequer param para ler de ver enquando, saber que ainda existem péssoas que escrevem é um alívio.

Agora pensem em outra coisa: os livros que você tem na estante.

Aqueles que você nunca leu ou mesmo aqueles que não saem do lugar a anos.

É justo com alguém que dedicou meses da sua vida preparando-o que você o condene ao isolamento por tanto tempo?

Empreste seus livros! Essa é a única forma de manter viva esta chama de cultura em nossa tão fragilizada sociedade.

Faça com que outros também possam lê-los, não por caridade, mas simplesmente para que o livro possa cumprir seu papel.

Aí você me diz: mas meus livros vão ficar velhos e gastos!
E eu respondo: Dane-se! Em breve você também vai estar velho e gasto! Pelo menos na minha simples opinião, meus livros mais belos são aqueles que quase nunca param na minha casa, que vão passando de mão em mão até o ponto de eu não saber mais com quem está! Mas mesmo sem saber pra quem eu emprestei, eles sempre voltam, raras foram as vezes em que perdi um livro (só me lembro de uma), então também não tem a desculpa de que não vão devolver: vão devolver sim.

Livros foram feitos para serem lidos e não para acumularem poeira!


PS: Aos curiosos o livro que acabo de ler: Farenheit 451 (Ray Bradbury).

Ano Novo!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009



Ano Novo, vida nova! Pelo menos é o que dizem...

Bom, desta vez serei obrigado a discordar com a sabedoria popular.

Este momento é interessante, porque paramos e repensamos o ano que passou... O que fizemos... O que deixamos de fazer... nossos sucessos... nossos fracassos... enfim, tudo o que realmente importou no ano que acaba de passar.

Parem e pensem: O que vocês fizeram de bom em 2008? Mudaram para melhor? Fizeram alguém feliz? Sorriram ou choraram? ou choraram de tanto rir? ou riram de tanto chorar?

Refletindo sobre meu ano de 2008 pela primeira vez em muito tempo chego à conclusão de que não quero uma vida nova muito diferente, o ano que passou foi explêndido, tanto pessoal quanto profissionalmente, e neste início de ano quero apenas que 2009 as coisas continuem andando bem...

Que 2009 seja bom apra todos vocês, e que acima de tudo que reine o amor. Com ele a paz, a alegria, a felicidade, a satisfação e tudo mais vem junto... não precisamos desejar muito, desejamos apenas o amor e tudo mais virá como consequência.

Não tentemos ser felizes, tentemos fazer aqueles que amamos felizes, porque com certeza se eles estiverem bem nós também estaremos.

Feliz 2009 a todos!!!!