Liberdade e Religião

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Liberdade... Palavrinha mágica esta.

Todos sabem o que é, mas ninguém consegue explicar.
Todos a desejam, mas não sabem muito bem onde buscá-la.

Talvez a liberdade seja aquilo que eu sempre tenha considerado como um direito intocável do ser humano, liberdade de agir (e arcar com as consequências), liberdade de se expressar, liberdade de amar, mas acima de tudo liberdade de pensar.

Penso que as coisas começam a caminhar para um rumo meio estranho quando nós mesmos começamos a moderar nossa liberdade de pensar, e talvez tenha sido este o início de minha pequena inimizade com dogmas religiosos.

Não tenho absolutamente nada contra qualquer religião, por favor não tomem o que estou escrevendo aqui como uma ofensa, todos somos livres para pensar como desejarmos e eu tenho muitos amigos muito religiosos e são pessoas que eu admiro muito.

Bom, ressalvas à parte, devo agora voltar ao assunto.

Não consigo entender como determinados grupos sociais conseguem se tornar círculos tão fechados a ponto de aqueles que estão de fora serem considerados indignos de "salvação", venha esta salvação de onde vier. Não entendo principalmente a parte em que este ou aquele deus não pode ajudar pessoas que pensam diferende desta ou daquela denominação religiosa.

Muitas coisas no pensamento religioso são difíceis de se entender, mas assim é a definição de fé: acreditar em algo sem que haja necessidade de provas.

Mas afinal de contas, porque será que muitos são os grupos intolerantes dentro das religiões? Falo de católicos, protestantes, muçulmanos, judeus e toda a sorte de grupos religiosos no mundo.

Penso que uma boa resposta para esta pergunta seja o fato de a religião lidar com algo extremamente delicado na mente humana: o inquestionável. Aquilo que temos como fé, devemos tê-lo de maneira irrefutável. Apenas o fato de questionar deus é considerado uma falha das mais graves. Se somarmos à esta inquestionabilidade das religiões entre seus praticantes a relativa arrogância que a maioria tem de se considerar a única detentora das verdades, temos aí um barril de pólvora muito perigoso para mentes que não tem um senso de liberdade muito aguçado.

Certa vez falei com minha mãe (que é católica fervorosa) que o maior dever de um cristão é questionar a deus, pois apenas assim ele conseguirá seguir o Cristo que vem do seu coração e não o que vem da Basílica de São Pedro. Nem preciso dizer o quanto ela ficou revoltada com minhas palavras...

Ser membro de uma religião não é algo ruim, por favor não me interpretem mal, mas devemos ter a noção de que estamos perdendo boa parte de nossa liberdade de pensamento e nos tornando propensos a acreditar que temos alguma vantagem sobre os outros.

Desculpem o post longo demais, é que o assunto é polêmico ;)


Já ia me esquecendo: Postado ao som de "The Spirit Carries On"-Dream Theater

1 comentários:

Ansan disse...

De fato polemico. Mas acho isso mesmo, que nos tornamos intolerantes quando passamos a acreditar que somente os dogmas que seguimos leva a salvação. A questão é a té onde ter fé? (que significa acreditar nesses dogmas sem necessidade de provas). Você pode simplesmente acreditar que não existe salvação.