Vagalumes...

terça-feira, 29 de março de 2011


Brincando de correr entre vagalumes, 
sem querer pegamos uma estrela baixa...

Assim diz a letra da música e assim é com a vida...

Um belo dia estamos vagando por aí distraídos com os vagalumes e nos deparamos, sem bem notar, com uma estrela.

E que estrela...

Não daquelas coisas frias e paradas que dominam nosso céu e nossas imaginações todas as noites...

Não uma daquelas que os antigos chegaram a chamar de "estrelas fixas"...

Mas uma estrela diferente... Com um brilho intermitente e inconstante... Uma estrela de brilho raro e inebriante... Como não se perder em devaneios nesses momentos? Como deixar de notar um sorriso tão encantador e uma gargalhada tão contagiante?

Algumas pessoas se dizem estrelas por ganharem um belo dia o brilho efêmero da fama... Não passam de estrelas cadentes...

Poucas, entretanto, possuem o dom natural de contagiar o local por onde passam e tornar impossível seu esquecimento... A essas podemos chamar estrelas ascendentes.


O post de hoje é dedicado às estrelas, vagalumes e todos os seres que possuem luz própria. Em especial um que comemora seu dia hoje. :)



Postado ao som de "Vagalumes" - Teatro Mágico.

Roliúde!!

sexta-feira, 25 de março de 2011

I Encontro Contação de Histórias no Imaginário Social da UFRuralRJ

É com enorme prazer que lhes damos as boas vindas ao I Encontro Contação de Histórias no Imaginário Social da UFRuralRJ!

Ainda faltam alguns dias para a abertura oficial do evento, mas já nos adiantamos e entramos no clima da poesia e da arte!

Seguindo por estas longas e, muitas vezes tortuosas, estradas da vida, nesta semana teremos a oportunidade de nos reunir e parar pra bater um bom papo e contar uma boa história.

Ainda nesta estrada nos encontraremos numa bela encruzilhada, onde os caminhos da academia e da arte se cruzam de uma maneira caleidoscópicamente simbiótica.

Nesta encruzilhada não se pode saber exatamente onde começa um caminho e onde termina o outro e todos ficamos ao mesmo tempo embevecidos e extasiados pela presença tão marcante de nossas manifestações culturais tão ricas e diversas.

Nesta encruzilhada cresce, ainda, a Árvore do Mundo. E é sob sua sombra que iremos repousar enquanto tocam os tambores e as histórias começam...

Sob esta árvore relembraremos como era divertido ser criança, e uma vez revertidos momentâneamente à infância, descobriremos o como é interessante a vida adulta quando se redescobre a poesia de viver...

Sob esta árvore, nós iremos...

Contar...

Ouvir...

Rir...

Conversar..

Brincar...

e enfim, por que não...

Sonhar!


Vamos juntos!

Todos sob esta imensa sombra nesta encruzilhada tão mística, onde o formal e o informal se reúnem para tomar um bom vinho e conversar sobre a tempo, enquanto observam um sorriso maroto no rosto da tragédia e uma pequena lágrima no olhar da comédia.

Vamos enquanto há tempo! Porque pode calhar de o próprio tempo resolver entrar na dança e decidir andar depressa!

E para que o clima da história seja o mais caloroso e possamos sentir a presença de todos os companheiros dessa jornada, venhamos despidos das preocupações dos anseios!

Participe você também dessa mobilização por um ambiente mais propício a este encontro entre arte e saber acadêmico, onde o diletantismo e o estudar caminharão juntos...

Não traga o peso do mundo, ao invés disso traga apenas uma canga (daquelas de ir à praia) e uma almofada bem confortável! Quem tiver mais de uma e puder, pode também compartilhar com um companheiro desprevenido!

Porque essa jornada será a primeira de muitas, mas ainda assim será única!


Postado ao som de "Romeo and Juliet"  - Dire Straits

Borboletas e flores

quinta-feira, 3 de março de 2011





"Borboleta parece flor, que o vento tirou pra dançar...
Flor parece a gente, pois somos sementes do que ainda virá..."


Funciona mais ou menos assim...

Existem pessoas muito, mas muito especiais.

Pessoas que entram na nossa vida e a gente sabe que não vai sair tão cedo. E fica feliz por isso.

Pessoas que nos mostram a cada dia o valor da perseverança, da amizade e de estampar sempre um sorriso no rosto.

Pessoas que são comprovações fatídicas das traquinagens da natureza, ao dotar alguém de toda a sabedoria do mundo com uma alma mais jovem que a brisa leve.

Pessoas que conseguem falar sério sorrindo, que conseguem contar uma boa história sem você sentir o que está acontecendo ao seu redor.

Pessoas que ensinam sem parecer nem um pouco arrogantes.

Mais um ano de vida não é coisa que se comemore todo dia...


Parabéns, Flor. Que a vida lhe traga agradáveis surpresas e tudo o que ela tiver de melhor.



Postado ao som de "Sonho de uma flauta" - Teatro Mágico.

Os presentes que nunca dei...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Hoje estava revisitando umas gavetas enquanto guardava uma coisa...

Um chaveirinho que eu comprei pra alguém e que não cheguei a dar...

Nossa, minhas gavetas já estão ficando cheias dessas coisas, presentes que nunca cheguei a dar, ou que no dia em que ia entregar aconteceu algo e acabou desandando a coisa.

Agora o chaveiro está sendo recepcionado por um cordão, uma blusa, algumas poesias ruins, um CD e algumas músicas gravadas.

Fico então pensando em como é estranho quando algo termina antes de começar... Não chega a ser uma sensação de perda, afinal nada foi perdido, mas é como se algo tivesse saido do lugar momentaneamente... Como se de repente você chegasse para um compromisso e descobrisse que errou na data, na verdade ele tinha sido no dia anterior...

Estranho, muito estranho...

Sobre queimar na fogueira...

Houve um tempo onde certos assuntos não podiam ser mencionados e certas idéias não podiam ser defendidas...

Ao custo da vida!

Que o diga o ousado Giordano Bruno, que teve a sorte de poder literalmente entregar-se de corpo e alma às suas idéias e recebeu como paga uma bela de uma fogueira... com ele dentro!

Hoje dizemos que vive-se uma época de multiplicidade de pensamento e liberdade de idéias...

As trevas da inquisição foram deixadas para trás há bastante tempo...

Será?

Será que podemos realmente defender nossos ideais e falar sobre nossos pontos de vista como bem entendermos sem prejuizo de nossas vidas?

Não sei... Se falarmos em fogueiras que ardem na pele, talvez elas tenham sido deixadas para trás mesmo. Mas e quanto os fogo e a tortura que queimam e desfazem a alma do ser humano?

Pode essa liberdade que tanto alardeamos ser realmente plena?

Talvez...

Mas vamos mudar um pouco as perguntas para fechar o argumento de uma forma mais interessante:

Pelo que ou por quem você se arriscaria queimar numa fogueira inquisitorial?



Postado ao som de "Leave" - Buffalo Springfield