Idiotice

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ainda estou indeciso no nome dessa coisa, mas talvez algo entre a idiotice e a burrice.

Trata-se da grande decisão de tornar-se uma pessoa diferente justamente quando se consegue encontrar alguém que teria tudo pra gostar de você como você sempre foi.


Postado ao som de "Chaterton" - Seu Jorge.

No words

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Um suco de laranja e uma vodka, por favor!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Post nada Sóbrio de Sábado!!

Funciona assim: a maioria dos bares e restaurantes não serve o Screwdriver, que eu mencionei no último post.

A parte bonita da coisa é que basta pedir um suco, uma vodka, bastante gelo, calcular mais ou menos a proporção e pronto! O drink está feito!

Eu disse que ele era a própria navalha de Occam...

Bom, essa é mais ou menos a hora em que eu entro no assunto do post em si e começo a contar uma história...

Dessa vez vou contar uma história diferente das outras...

Era uma vez... (Afinal de contas toda história que se preze deve começar assim!)

Era uma vez... um copo.

Isso mesmo: um copo.

Um reles e simples pedaço de vidro. Imaginao, criado e moldado para ser o receptáculo passivo de alguma beberagem qualquer para um ser humano.

Um ser humano que talvez nem lhe desse moral, nem percebesse o quanto a vida de um copo é dura. Mas ainda sim ele servia (e ainda hoje serve) aos prazeres e necessidades do ser humano.

Em sua juventude copesca, imaginava que tipo de coisas maravilhosas poderia realizar, desde levar até os lábios de uma dama um belo drink até matar a sede de um idoso no meio da noite, naquele sábio momento onde não mais se sabe onde está nada além do copo e da garrafa.

E assim o pequeno copo saiu da fábrica, pronto para qualquer coisa! Com o vigor e a sagacidade que apenas a juventude é capaz de oferecer. Alguns tentaram lhe contar histórias sobre famosos envenenadores que os utilizavam como veículo para a morte, mas ele não lhes dera ouvido.

Isso é papo de taça de vinho... Aquelas nunca haviam o enganado... Pareciam belas e distantes a princípio... Apenas para que ao conhecer-lhes de perto pudessem se mostrar... belas e distantes!

Mas ele tinha que ter um belo destino pela frente, ou então as taças de Martini não olhariam para ele com aquele olhar diferente... Nem mesmo as taças de champanhe eram capazes de resistir incólumes à sua passagem...

Todos pareciam ser afetados pela presença do jovem copo, mas ninguém se aproximava e no fundo ele não conseguia imaginar o que aquela veneração distanciada e fria queria dizer.

Na verdade ele era um copo até bem pequeno...

E um dia ele saiu da fábrica! Como esse ébrio autor ia dizendo, ele estava pronto para qualquer coisa!

E mal passou alguns instantes numa prateleira junto aos copos de água (que eram os únicos a lhe ignorar) foi levado para a casa de um ser humano!

Alguns dias se passaram em uma febril ansiedade por suas maiores esperanças...

Algumas semanas se passaram em uma agitação interior que parecia não ter fim...

Alguns meses esperançosos o aguardaram com as mãos vazias de novidades...

Enfim alguns anos se passaram e ele ali, seco.

Via os seres humanos passarem ao seu redor... Como eram belos e alegres... como eram admiráveis... Sempre que pegavam um copo de água perspassavam seus olhares por aquele não mais tão jovem copo. Alguns riam e diziam alguma coisa, outros apenas sorriam com o canto da boca... Nem mesmo os seres humanos eram capazes de reagir com indiferença à sua presença, mas mesmo assim ele se sentia distante de tudo e de todos.

A única exceção era uma criança que insistia em brincar com ele quando ninguém estava vendo. Tudo bem que era um ultraje, mas pelo menos ele se sentia útil. Pelo menos antes das brincadeiras serem descobertas e ele ter que se mudar para uma prateleira mais alta.

Certa feita uma aranha lhe fez uma teia no interior. Ficou feliz pela companhia, mas a aranha não parecia lhe notar como mais do que um pedaço de vidro velho.

Ali, parado na estante, pôde ouvir as mais diversas histórias e ver as mais diferentes garrafas... Esperava em fim poder encontrar sua alma gêmea, afinal o copo e a garrafa são sempre complementos naturais.

Ouviu falar sobre a água, antiga, insondável, inexplicável, mas sempre presente... Mas nunca sentiu sua presença...

Ouviu falar sobre os sucos, puros e frescos espíritos da natureza... Mas eles pareciam ter seu próprio copo, que pareciam compartilhar com os tais refrigerantes, seus primos mais animadinhos.

Ouviu falar até mesmo da tal cerveja, que alguns podiam beber por horas a fio sem se dar conta, mas mesmo ela parecia passar distante de suas bordas ao ir encontrar-se com as tais tulipas.

E assim passaram-se os anos sem que nada acontecesse... E o copo adormeceu sem esperanças...

Sem esperanças de futuro...

Na amargura da inutilidade...

Até que um dia ouviu umas vozes animadas se aproximando com olhares diferentes...

"É hoje!"

Dizia um deles... ele conhecia esse homem de algum lugar... espere! Não seria essa a criança que brincava com ele há alguns anos? Será possível?

"Pega o One Shot!!"

Dizia outro, entre risos.

E ele viu muitos se aproximarem, alguns trazendo copos...

Copos iguais a ele!!!

Viu também algumas garrafas... Umas esbeltas e solenes, de um liquido transparente e belo, mas que nunca poderia ser comparado com a velha água... Umas que pareciam bem mais experientes e requintadas, cada uma recebendo uma etiqueta de cor diferente... da mais jovem e espirituosa (a vermelha) até a mais velha e encorpada (a verde)... Viu umas garrafas de aspecto divertido e jovial... Outras com olhar solene e distante...

Mas nenhuma lhe olhava com aquela reverência distante e vazia, mas o percebiam como um velho conhecido,  alguém que se deseja manter por perto de qualquer jeito.

E assim ele se descobriu pela primeira vez: One Shot era seu nome... Seu nome e sua missão...

A missão solene de conduzir os mais diversos espíritos em seu estado mais puro...

E pela primeira vez teve real noção de sua natureza... Seu lugar no mundo...

E pôde não mais se sentir como um destaque que chama a atenção pelo pitoresco e pela distância, mas sim como parte de um todo maior.

E nessa mesma noite se apaixonou pela primeira vez.

E pela segunda...

E pela terceira...

E pela quarta...

Até que ela apareceu... Trazida sabe-se lá por quem...

"Jose Cuervo" Estava escrito em sua garrafa, num aspecto forte e ao mesmo tempo delicado. Ao vê-la sendo aberta, sentiu o aroma de seu interior selvagem... Um misto de força primal e um sabor suave... E o mais incrível: Aquela garrafa não tinha conta-gotas. Sim, essa era a mensagem: Aquele era um prazer que deveria ser desfrutado apenas por aqueles que conhecem e confiam em sua própria dosagem, sem frescuras de "cair um pouquinho de cada vez".

Não havia como resistir...

Ele até tentou não se apaixonar, mas já era... Aquele tom avermelhado não poderia ter causado um efeito diferente...

E essa história não tem final.


Postado ao som de "Lonely Stranger" - Eric Clapton

Sobre meninos e homens

sábado, 19 de fevereiro de 2011

ou Sobre meninas e mulheres.

Bom, o Post nada Sóbrio de Sábado já está virando uma tradição e tem sido um dos mais acessados e comentados dO Metafísico, o que leva a um assunto interessante: Álcool.

Sempre tem um aluno que me pergunta: "Professor, você bebe?"

Procuro me esquivar de uma resposta muito sincera, algo como um "Pra cacete", pra poder manter um certa compostura e evitar conversinhas de corredor.

Mas sempre penso muito no assunto, e acho que as pessoas quando perguntam se alguém bebe estão fazendo a pergunta errada.

A questão não é beber ou não, mas sim o porque beber e o como beber.

Você bebe pra enfrentar seus problemas e sufocar as angústias?

Sinto muito, mas você tá fudido. A única coisa que vai conseguir é mais problemas e mais porres pra esquecê-los. Seu fim provavelmente será a sarjeta ou a cirrose ou os dois.

Você bebe porque todo mundo bebe?

Sinto muito mas você está mais fudido que o outro cara... Vai ter que aturar a ressaca e o remorso.

Agora se você bebe para se descontrair, curte realmente o paladar da bebida. Sabe exatamente do que gosta e do que não gosta... Não sai por aí bebendo qualquer mijo que botam no seu copo...

Você provavelmente vai se divertir um bocado e ter uma vida muito mais leve e despreocupada. Não se tornará alguém chato com facilidade e provavelmente não será um bom candidato a stress.

Outra pergunta errada pra mim é: "Você sabe a hora certa de parar?"

Gosto muito mais de "Você sabe a hora certa de enfiar o pé na jaca?"

Mais importante que saber quando parar é saber quando, onde e com quem você pode chutar o balde. Porque afinal de contas às vezes a gente merece.

São essas exatamente as perguntas que separam os meninos e meninas que saem pra balada, toma quase todas e enfiam a cara num poste qualquer, dos homens e mulheres que bebem hoje e beberão pelos próximos cinqüenta anos, tendo muita história pra contar mas se saindo bem de [quase] todas.

E você, já cresceu?

Pra finalizar, vou fazer algo diferente: Dar uma dica de drink. Um dos meus favoritos. Simples e prático, mas maravilhoso. A manifestação máxima da Navalha de Occan no mundo da mixologia.


Screwdriver.

Misture 100 ml de suco de laranja, 50 ml de vodka e bastante gelo. Está pronto!

Mas atenção na proporção, ou o máximo que você vai conseguir é um suco de laranja sujo. Os mais exigentes devem misturar usando uma chave de fenda.

Diz a lenda que ele recebe esse nome porque iniciou-se com engenheiros norte-americanos que misturavam secretamente vodka ao suco durante o trabalho e usavam para isso suas chaves de fenda.


Mais tarde eu volto um pouco menos sóbrio.



Postado ao som de "Carolina" - Seu Jorge.


Simpl

Correndo no intervalo...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ah!

Adoro o intervalo!

Mas tenho que correr pra voltar... como o tempo passa rápido!

Hoje está sendo o dia dos desafios, então vou deixá-los aqui também para ver se algum de vocês encontra saída.

Como você poderia, usando apenas coisas do seu dia-a-dia:

1- Descobrir quantas moléculas de ar há numa sala;

2- Medir o diâmetro do Sol; e

3- Medir o diâmetro de um fio de cabelo.


Que tal?

Meus alunos já estão trabalhando nisso... Vocês conseguem?



Postado ao som de crianças gritando no corredor.

Só mais um, por favor...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Nossa... que saudade de vocês!

Semana passada não teve o "Post nada sóbrio de sábado"... Foi duro, mas consegui sobreviver... Mas hoje estou de volta!

Como tem sido sempre, pronto a começar do nada e improvisar um conto... Algo entre o experimental e o clássico... Algo entre o velho e o novo... Algo entre a mudança e a eternidade...

Algo que tenha um que de paradoxal com algumas doses de lirismo e outras de Domecq...



Mas acima de tudo algo que fale sobre o amor...

Talvez um amor de hoje, talvez um amor de ontem, quem sabe até um amor de sempre...

Existe algo nessa vida que pode ser pra sempre? se sim, esse algo deve, por obrigação de ser o amor...

Mas vamos de uma vez à história...

Como já foi dito por alguns, deve ser sempre uma história que fale de mil maneiras diferentes a mil pessoas diferentes, algo que diga tudo sem dizer nada.

Que sabe como ela pode começar?

Começa dessa vez com um fim.

Um belo dia as pessoas decidem que histórias eternas não seriam verdadeiramente eternas se não tivessem um belo de um fim.

E assim, ele e ela, juntos e separados, cada qual no mais profundo oculto de seus siameses corações, decidem que é hora de dar um basta e viver.

Simplesmente viver.

Mesmo que seja viver uma história vazia e sem nexo.

Mesmo que seja apenas por comodismo, mas já é hora de viver. Um olha para a cara do outro e diz: "A culpa foi sua, você não agiu! Esteve nas suas mãos e você não fez nada!"

E então, refestelados como apenas poderiam estar com a luz da falsa razão, eles partem. Sem saber, contudo, que mesmo que se afastem com um mundo inteiro entre ambos, nunca poderão deixar de pensar um no outro.

Que mesmo que tentem, sempre surgirá um dia em que eles vão imaginar: "Eu poderia estar sendo feliz..."

E ele tenta então ouvir um pouco de música... Quem sabe o mais fiel dos prazeres não vai lhe proporcionar um pouco de paz nesse momento em que sabe que ela está nos braços do outro?

Mas não... Não consegue... Por mais que tente, o universo conspira contra e pela primeira vez na vida seu fone de ouvido começa a dar choques... Que falta faz um isolamento elétrico nessa horas... Isolamento de verdade era tudo que ele queria agora... seja este elétrico ou de sentimentos.

Mas sabe a maior?

Ele resiste aos choques...

Porque no fundo existem dores piores... O velho Raymond Chandler já havia descrito essa sensação antes: Sentir-se como um gatinho que acaba de chegar em uma casa onde ainda não tem certeza se o pessoal gosta de gatinhos.

E ele pensa que já chegou nessa casa há bastante tempo e mesmo assim ainda não consegue chegar a conclusões...

Nem ela.


"Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz"
Sim, é muito perigoso ser feliz, ele conclui depois de algum tempo...
E alguém diz: "Tem uma cadeira vaga do seu lado..."
Ele ri sem graça... sem jeito... sem saber o que responder...
"Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida"
Quem sabe...
Vozes esquisitas começam a falar coisas sugestivas no meio da música... Será efeito dos choques?
Um único pensamento lhe passa pela cabeça: "Que falta você me faz aqui e agora, cara Beatriz..."

Postado ao som de "Beatriz" - Chico Buarque (Na versão da Ana Carolina).

Férias de uma semana.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


Amanhã começam as aulas. Paradoxalmente amanhã começo um período curto de férias.

Não sei onde eu estava com a cabeça quando eu aceitei esse emprego de personal anjo-da-guarda...

Claro que é sempre gratificante ajudar as pessoas e eu me sinto muito bem com isso, mas quase nunca sobra tempo para pensar em mim mesmo, meus próprios desejos e minhas próprias vontades...

Negociei com o chefe agora pouco e consegui uma semana de folga. Vou pendurar a auréola por um tempo e deixar as asas no fundo da gaveta de meias.

Essa semana vai ser minha, vou dar vazão aos meus prazeres e diversões.

Então, se você aí quer uma ajudinha pra algo... Bom, por uma semana vai ter que esperar ou contratar um free lance.


Semana que vem eu volto à rotina de menino bonzinho, mas por hora vou trocar as nuvens por algo mais quente e mudar um pouco o visual...

A minha diferença pro cara da foto é que minhas garrafas estão sempre abertas


Postado ao som de "Sultans of Swing" - Dire Straits

Nossa... Acho que nunca uma música combinou tão bem com o post... Vou deixar então o vídeo também:

O Trabalho enobrece...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Bom, hoje vamos analizar uma frase bem comum:

"O trabalho enobrece"

Primeiramente: Quem diabos disse essa coisa? rs

Obviamente esse cara não sabia o que era trabalho...

Segundamente: Trabalhar cansa!

Agora divertir-se.... bom, divertir-se é outra história... Divertir-se e ter prazer... Isso sim enobrece!

Por que então não fazemos mais isso: nos divertir no trabalho?

Porque prazer e trabalho não podem ser simbióticos?

Eu pessoalmente odeio a idéia de ter que trabalhar, mas gosto de pensar na sala de aula como um lugar de abertura de horizontes e novas possibilidades... Quase uma extensão dO Metafísico... rs

Vocês devem então estar imaginando a quantidade de sandices que eu coloco na cabeça dos meus alunos, né? Sim, é exatamente isso: Quanto mais longe da realidade melhor! Quanto mais questionamentos fundamentais melhor!

Afinal de contas, a resposta para tudo a gente já sabe: 42.

Resta então buscar perguntas interessantes que caibam...

Feliz sou eu que posso me dar ao luxo de me divertir dessa maneira no trabalho.... rs

Coitados de vocês, engenheiros, médicos, advogados...

Fiquem com o trabalho braçal enquanto eu me divirto... rs

Deve ser por isso que vocês ganham mais... pra compensar!


Terminando o post rapidinho porque estou clandestino num computador do colégio...

Postado ao som de "I am mine" - Pearl Jam (dessa vez no meu MP3)

Metas para a vida...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Há algum tempo atrás estive conversando com uma amiga sobre as coisas que valem a pena nessa vida...

Realmente, pouca coisa vale sacrifícios de verdade e a maioria dessas coisas é impossível.

Mas o que é o impossível?

Não vou me arriscar a responder, vou apenas deixar um pequeno trecho de um dos filmes mais maravilhosos que já vi, chama-se "The Man of La Mancha" (1972, dirigido por Arthur Hiller).


A tradução:



Sonhar o sonho impossível
Combater o inimigo imbatível
Suportar uma dor insuportável
Ir aonde os corajosos não se atrevem ir

Corrigir o erro incorrigível
Ser muito melhor do que se é
Tentar com os braços exaustos
Alcançar a estrela inalcançável

Esta é minha busca, seguir aquela estrela
Não importa quão sem esperança
Não importa quão distante
Lutar pelos direitos
Sem perguntar ou descansar
Estar disposto a marchar para o inferno
Por uma causa divina

Sei que somente sendo sincero
Nesta gloriosa busca
Que meu coração ficará em paz e calmo
Quando eu me deitar no descanso final

E o mundo seria melhor por isto
Que um homem desprezado e coberto de cicatrizes
Ainda luta com o que resta de sua coragem
Para alcançar a estrela inalcançável

Espero que tenham gostado e deixo a pergunta: O que realmente vale a pena?


Postado ao som de "Impossible Dream"

Uma ruiva de vestido em minha vida

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Vamos lá, hoje não é sábado e nem estou bêbado, mas vou contar uma história...

Ou melhor, vou levar vocês pra dentro de uma, porque é muito mais divertido...

Tudo começa com uma bebedeira, e você enche a cara pra comemorar algo com seus amigos. Enche a cara porque apesar de ter responsabilidade, você sabe que é bem legal enfiar o pé na jaca de vez em quando...

Bom, você vai pra casa bastante torto e começa a se lembrar de todas as mega viagens que já vez até hoje...

Você com certeza já se sentiu como Dante, tendo que vagar sem rumo e sem destino em meio a uma selva selvagem, na esperança de ser guiado por Beatriz para o paraíso... Mas não teve saco pra esperar por Beatriz e acabou ficando só na selva selvagem mesmo... Até que chega um amigo! Virgílio, o nome dele, não?

Então você despede-se da selva tentando encontrar uma verdade, algo que seja verdadeiro e final.

Por alguns instantes acha que a felicidade vai estar na verdade, mas na verdade a verdade foge de você...

Quem sabe a busca por um sentido da vida! Um grande e sonoro amor por viver bem a vida... por estar de repente cheio de vida mais uma vez!

Sim, pode ser isso!

É claro, dessa vez não vai ter erro!

Mas daí você também lembra que sempre há um erro espreitando atrás da moita mais próxima, pronto pra pular na sua frente e dizer: "Haha! Peguei você"

E o erro te pegou mesmo... O que foi o erro? Abandonar a busca pela verdade? Abandonar o passeio pela selva? Bom, talvez o erro tenha sido mesmo entrar naquela selva pela primeira vez e começar essa história.

"Que merda!" Você pensa. "Nesse maldito calor quem foi que colocou o chuveiro no quente?" E essa sutil dstração momentaneamente o tira de um flashback que já estava ficando.

Uma música flutua pela sua cabeça enquanto letrinhas coloridas giram em volta do chuveiro dançando no ritmo...

"Hay una mujer hermosa, la mas primorosa de ojitos negros y piél gitana...
És, és una hechicera, que domina al hombre con sus danzares con las caderas..."

Sim... uma feiticeira... quem sabe seja essa a resposta!

Procurar uma feiticeira!

Então uma coisa vem à sua cabeça... "As feiticeiras mais poderosas sempre são as ruivas"

O problema é onde achar uma feiticeira ruiva a essa hora da noite... E o pior: Você nem está na Irlanda!

Sabe uma característica irritante no universo? Ele adora coisas improváveis!

E quando ele vê você bebado, ali debaixo do chuveiro cantando Maná, não resiste e diz (na medida em que é possível um universo dizer algo): "hauhau! Você quer uma feiticeira ruiva? então vai encontrar uma hoje ainda... Mas tá perdido!"

Você toma um susto de repente!

Uma risada! Maldito rum!

Decidido a não pensar naquela risada, agarra-se em uma garrafa de vinho e parte pra rua de novo...

E não é que conhece a tal da ruiva!

Mais uma vez você constata: é sempre bom ter cuidado com as ruivas... Especialmente as ruivas de verstido...

Malditos descendentes dos príncipes de Atlântida! O que vocês querem entrando na vida das pessoas desse jeito?

Quero morrer amigo de vocês...

E a música volta a tocar na sua cabeça:

"Ven, déjame estrecharte, deja desnudarte bajo la luna poquito a poco.
Es, es una hechicera, que domina al hombre con sus danzares con las caderas..."



post sugerido pela Nina.


Postado ao som de "Hechicera" - Maná.