Sobre a arrogância do Homo Sapiens

domingo, 10 de maio de 2009

Continuando o assunto de outro post, vou falar um pouco mais sobre o que significa ser um Homo Sapiens.

Primeiramente gostaria de agradecer ao Mairo (ou Mario, se ele trocou as letras) pelo comentário. Obrigado por ler O Metafísico e é legal saber que alguém gosta do que a gente escreve.

Sobre os chimpanzés serem nossos parentes mais próximos, e por apenas 2% do DNA possirem toda essa "consciência" com relação ao ambiente que os cerca, creio que isso tudo é muito relativo.

O mesmo desenvolvimento que deu ao homem essa característica de ser tão, digamos, intelectualmente desenvolvido, deu a ele ferramentas para que pudesse dominar e modificar o ambiente ao seu redor, o que fez com que ele experimentasse a sensação de poder.

É um velho dito popular que "O poder corrompe", e creio que isso esteja certo nesse ponto. A princípio, o homem teve de desenvolver habilidades de moldar o mundo ao seu redor para poder sobreviver, depois passou a moldá-lo para viver melhor, com mais comodidade e mais qualidade de vida, para que pudesse viver mais, mas percebemos, que paralelo a esse desenvolvimento, não desenvolveu-se munto bem em nosso intelecto a noção de preservação.

Nossos antepassados não podiam ficar pensando nos prós e contras de dominar a natureza enquanto a questão era sobrevivência, seria gastar energia com uma tarefa inútil a priori, e essa característica então não foi transmitida aos descendentes.

Hoje, percebemos que essa forma de gastar nossos recursos naturais é prejudicial a nós mesmos, e essa preocupação é muito recente, menos de meio século, não podemos por enquanto esperar melhoras significativas nas formas de pensar que estamos acostumados desde sempre como algo imediato, mas creio que estamos no caminho.

Posso parecer otimista demais, mas depois de séculos de devastação sem pena, poucas décadas já foram o suficiente para produzir uma baita mudança na nossa forma de pensar, as próximas décadas são promissoras.

Estamos em um processo de mudança, mudança no pensar e mudança no agir, provavelmente nossas próximas gerações serão muito melhores do que nós.


Postado ao som de "Hey Jude" - The Beatles

3 comentários:

Cris Andersen disse...

Sabe, tenho lá minhas duvidas de que as proximas gerações serão melhores... ta tudo tão pior. Cada vez mais...

Anônimo disse...

olha eu de novo aqui, antes de expor meus pensamentos preciso esclarecer um fato importante, meu nome é realmente mairo, minha mãe queria um nome diferente e gostou do nome mario, mas alguem sugeriu, mairo e ela aceitou a sugestão, então a culpa do meu nome ser mairo é da minha mãe, rsrsrs.
voltando aos nossos questionamentos.
concordo com que vc disse que a habilidade do homem de raciocinar, ou seja, pensar antes de agir, possibilitou modificar seu meio como nenhum outro ser vivo que vive ou viveu no planeta, e isso criou a sensação de poder, um poder que corronpeu e ainda corronpe quase todu ser humano, mas tambem concordo quando vc diz que homem esta em processo de mudança para repensar sobre suas praticas adotadas ao logo do tempo, contudo, acredito que a nossa história poderia ter sido diferente se fizesemos uso de algo muito simples, porem, fundamental, o bom-senso, acredito que se fizessemos uso de bom-senso, a europa n teria vivido o terror da santa inquisição ou o mundo não teria passado por uma segunda guerra mundial, e outros fatos lamentaveis que aconteceram e ainda acontece no nosso mundo.
cris me desculpa, mas se eu não acreditar que o meu filho não será um homem melhor do que eu sou atualmente,ficarei muito fustado e triste, como diz um velho ditado: a esperança é a ultima que morre, e a nossa esperança precisa estar nas geraçoes futuras, claro que sempre fazendo a nossa parte e não esperando que um milagre venha do céu ou do futuro.


ps. estou MUUUUUITO FELIZ, por vc ter lido o meu comentario e exposto a sua opinião, muito obrigado. ate o proximo comentario. rsrsrsrs :)

Anônimo disse...

hummmmmmm muito legal