Post sem criatividade...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

É, hoje tá f*da pra escrever...

Acabei de reler o post anterior e nossa! Gostei bastante! rs

Está ficando difícil para que meus escritos sóbrios compitam com aqueles que faço após uma certa dose de álcool... rs

Mas vamos lá, o que falar quando todos os assuntos parecem fugir?

Seria legal de repente escrever um conto!

Poderíamos começar com uma chuva. Sim, a chuva é boa. E essa nossa chuva é especialmente boa, porque apesar de forte, é daquelas que vem no fim da tarde depois de um dia de muito calor.

De baixo dessa chuva de água morna e reconfortante está nosso herói.

Sem armadura prateada e sem um corcel magnífico, apenas com seu velho mp3 tocando um Led Zeppelin e a coluna um tanto curvada pelos dias.

Não pelo longos dias desde sua chegada a esse mundo, mas simplesmente pelo peso de alguns dias de insuportável calor e cansativo trabalho, além de conversas mansas que provocam furacões.

De repente, veja! Ele percebe que está chovendo...

E chovendo forte.

Pela primeira vez em dias ele olha pra cima e vê... Ainda é cinza o céu, ainda é negra a noite, mas agora as coisas já são diferentes.

A chuva cai, molhando-lhe o rosto. As pessoas ao redor correm procurando um abrigo.

Ele, que durante todos esses dias houvera caminhado e até corrido em vão em busca de um lugar seguro para repousar sua alma, agora já não precisa mais correr.

Alguns se abrigam sob marquises, outros vão para casa, outros abrem o guarda-chuvas.

Mas não nosso herói. Seu abrigo é a própria chuva. Seu calmante é a água. Seu repouso está no vento. Sua roupa encharcada é o manto sagrado do cavaleiro.

Subitamente pensa que poderia ser legal se tornar um poeta maldito. Seria fácil se acostumar com este cotidiano que sempre lhe foi sedutor. Mas desiste de pronto.

Nunca escrevera uma poesia que prestasse. Essa parte ia ser difícil demais...

Então decide! Olhem como ele sorri ao decidir! Vejam de perto seu olhar de satisfação, quando tem por um breve instante desvelado diante de si naquela chuva o seu futuro.

E que futuro!

Não, nunca seria um bom poeta, mas provavelmente seria um excelente maldito!



Postado ao som de "Broken Hearted Me" - Anne Murray

1 comentários:

Daniela disse...

Eu gostei muito deste conto. Heh, lembro da sensação gostosa que o banho de chuva causa, o frio é tão bom, principalmente quando se chega em casa e se aconchega entre as cobertas.
A chuva fresca relaxa.