Fascínio e Ciência

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Bom, o assunto de hoje é complicado...

Estive conversando há alguns dias atrás com uma amiga e veio à tona, não me lembro porque, o seguinte fato: A ciência, especialmente a contemporânea, é um terreno fascinante. E uso o adjetivo "fascinante" da forma menos simpática possível: aquilo que exerce fascínio, ou seja, que deixa você impressionado e com cara de babaca sem saber o que fazer.

Isso é péssimo.

Fica parecendo que toda forma de divulgação da ciência se destina a apenas impressionar o público leigo de maneira a manter os financiamentos governamentais a tais projetos.

Porque digo isso?

Basta ver a quantidade de asneira que se difunde por aí associando temas científicos a coisas mirabolantemente estapafúrdias (nossa... isso ficou bonito... rs).

Há um tempo ouvi falar em "Cura Quântica". Meu deus... deram um diploma pro cara que criou isso? Não pode ser de físico... Num post futuro eu de repente discuto mais esse assunto em específico, mas o importante é a causa de todo esse embevecimento do público por qualquer coisa que tenha a palavra "quântico" ou "supercordas" ou mesmo "espaço-tempo" e que envolva o máximo de misticismo possível.

Fico me lembrando de um livro do Carl Sagan chamado "O mundo assombrado pelos demônios", onde ele questiona se a ciência em si já não seria boa o suficiente, se precisamos mesmo ficar enfeitando a coisa.

Sinceramente eu sou daqueles que acreditam que sim, a ciência é algo lindo e com resultados literalmente estupidificantes (essa palavra existe), mas mesmo assim concretos. Não precisamos de um guru espiritual que nos diga o quanto a equivalência massa-energia pode fazer você controlar sua própria saúde sem sair do sofá.

Precisamos simplesmente de pessoas que sejam de verdade comprometidos com a ciência. E eu nem digo com a verdade, pois também não acredito que a ciência possa nos levar um dia à verdade última do mundo. O que digo, é que se vamos dizer que algo é ciência, que este algo seja ciência mesmo, com todos os critérios e validações.

Bom, ao menos a Daniela deve saber uma das coisas que motivou esse tema (além da conversa que eu cite).

Hoje comecei a ver algumas coisas sobre o Nassim Haramein. Bom, não vou adiantar nada porque ainda não o conheço o suficiente, estou baixando alguns vídeos e textos, vou apenas fazer uma ressalva sobre minhas opiniões futuras que poderão aparecer.

Quando eu diferencio a ciência da pseudociência não é por achar uma superior à outra, da mesma forma como já falei sobre religião, todas são construções culturais do ser humano em pé de igualdade. O que não podemos é apresentar uma travestida da outra.

Bom, hoje foi o dia do cientista ranzinza... rsrs

Amanhã será o dia do filósofo mente aberta.

PS: Daniela, eu adoro "Winds of Change"... ;)


Postado ao som de "Ana e o Mar" - Teatro Mágico.

1 comentários:

Daniela disse...

Certo que temos a física quântica para o pequeno, mas CURA quântica, é uma cura quantitativa? Huh? AUSEIAUEHSAI
Omg. Além de que buraco-negros/brancos e cosmologia também estão assim, também coisas nano estão super faladas, e ao vento.
O problema das pessoas ficarem facilmente impressionadas com algo tão efetivo e simples, pois se aplica a todo redor - digamos para quem sabe, é a falta de cativação dos professores para ensinar, e até de entendimento dos próprios, bom, eu, particularmente -infelizmente, já tive professores que não faziam NINGUEM entender NADA. E outros, que me fizeram aprender conteudo de um ano inteiro perdido em uma aula.
Sem falar da falta de interesse dos alunos.
Acrecito que se houver o entendimento, a física não vai ser mais algo digamos, tão "sagrado" assim, pois a física se aplica o tempo todo, a tudo.
Ta certo que cosmologia é realmente fascinante e eu ainda fico impressionada com isso por ser leiga. :(

Haha, ela é linda. *-*'
Sem falar da letra.