Há muito tempo que debatemos a questão do trote em nossas universidades. Há tempos atacamos ferozmente essa prática em nossa retórica, entretanto pouco ou nada fazemos para impedi-la entre os nossos própros muros. Seres humanos passam por situações que em outras ocasiões seriam, sem equívoco, considerados excessos desnecessários, chegando ao extremo de jovens serem hospitalizados com ferimentos ou mesmo em coma alcoólico, como aconteceu há pouco tempo em São Paulo. Já houveram mortes! Pois bem, nós seres humanos, tão distintos dos demais animais, com nosso encéfalo altamente desenvolvido e nossos polegares opositores, o que fazemos diante disso? Subimos ao alto de nossos castelos, declaramos o trote como algo deplorável, retrógrado e humilhante, e por fim o proibimos. Proibimos, mas desde que ingressei na universidade em meados de 2006, a cada semana de integração (e acompanhei todas) vejo calouros sendo pintados ao som de “Bixo tem que morrer!!” bem em frente ao Gustavão dura...