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Uma última batalha

Pouco há que se compare ao calor de uma batalha. Pouco há o que se compare a sentir o sangue correndo pelas veias e o frenesi guerreiro tomando conta do seu corpo. Há aqueles que olham para uma batalha e vêem apenas carmificina e sangue jorrado numa violência descabida, mas definitivamente ele não era um deles. Ele sabia muito bem o peso de uma injúria mal resolvida e de um mal não remediado. Sabia ainda que poucos são pacifistas por opção, muitos o são por covardia. E foi com esses pensamentos em mente que adentrou seu campo de batalha. Não vestia mais do que uma velha cota de malhas e não carregava mais do que sua espada. Não... Escudos já não faziam sentido quando se precisava de força total, e elmos apenas atrapalham a visão quando a concentração e os reflexos podem salvar sua vida mehor do que um pedaço de metal... E assim ele encarou a morte, da mesma forma que encarava a vida: sem medo e sem arrependimentos. Muitas vezes já vertera sangue alheio, mas um sem número de ocasões ta...

Mais um dia, mais um começo

Mais um dia, mais um começo. Sentada na beira da praia contemplou o nascer do Sol. Mais um dia, mais um começo. O vento batia em seu rosto, o ar secava suas lágrimas. Mais um dia, mais um começo. Ver o mar sempre lhe lembrava dele, mas não mais sofria. Mais um dia, mais um começo. Restava apenas esperar que o frio passasse e a dor se curasse. Mais um dia, mais um começo. Levantou-se e andou em direção à praia. Mais um dia, mais um começo. Não sentia o calor, nem o vento, nem mesmo a luz do sol em seus cabelos. Mais um dia, mais um começo. Repitira essa frase diversas vezes para si mesma depois que ele se fora... Mais um dia, mais um começo. Mas nada mais importava, a água morna massageava seus tornozelos. Mais um dia, mais um começo. A dor da perda já não sentia, enquanto molhados ficavam seus joelhos. Mais um dia, mais um começo. A água cobria sua cintura, e não pôde deixar de notar o quão belo era o céu sobre sua cabeça. Mais um dia, mais um ...

Estar vivo...

Acabei de ler um comentário do Bahamut num dos meus posts e várias coisas me passam pela cabeça... Foi no post Voltas que a vida dá... , e quando eu falei sobre sonhar, ele deixou um comentário extraordinário: "vc só pode dizer se esta realmente vivo se ainda sonha e acredita nos seus sonhos." Fico agora pensando... Quais poderam ser os critérios para se dizer se uma pessoa está realmente viva? O que é viver? Um coração batendo e um cérebro em ordem não pode ser o suficiente... Sonhar e acreditar nos sonhos com certeza é um excelente indicador... Eu destacaria ainda a capacidade de sorrir (digo sorrir mesmo, e não simplesmente dar risadas), a capacidade de amar, e principalmente a capacidade de mudar. Uma das coisas que eu acho mais importantes é o reconhecimento do caráter incompleto e mutante do ser humano. Hoje não sou o mesmo de ontem, por um acaso ontem estive lendo meus primeiros posts e reconhecendo isso: o Metafísico de dois anos atrás não é o mesmo Metafísico de hoj...

Elevar-se...

Hoje estive ouvindo por tabela uma rádio religiosa... Eu estava voltado pra casa depois de uma prova de concurso e uma coisa muito me chamou a atenção, algo que eu já tinha ouvido várias vezes mas nunca tinha reparado. O uso da expressão "elevar-se em oração". Comecei então a refletir sobre vários aspectos desta expressão. Por favor, não estou julgando nada nem ninguém, quero apenas oferecer um ponto de vista pouco ortodoxo nesta interpretação. Elevar-se, por definição, é o ato de erguer-se, ter sua altura aumentada. A princípio buscamos com isso atingir pontos mais altos, como por exemplo, um estado de comunhão com deus (seja quem for que você chame de deus, repare que isso não depende de religião). Entretanto, se analisarmos de uma maneira mais profunda, vemos que a altura na qual alguém se encontra é uma medida mais exata quando comparada com sua distância do nível do solo. Desta maneira, elevar-se é distanciar-se do mundo e desta forma ficar mais longe de nossa natureza m...

Voltas que a vida dá...

Bom, voltemos às divagações... Neste fim de período eu acabei passando por um dos meus piores momentos dentro da universidade: por muito pouco não reprovo uma disciplina nas portas de me formar. Quando digo pouco é pouco mesmo, eu quase até desisti de tentar. Bom, isso me fez ter que reformular tudo o que eu havia planejado para 2010, de uma maneira muito triste eu já me preparava para começar a recolher os cacos... Foi então que eu percebi uma coisa: o quanto é necessário sempre refazer e repensar os nossos planos. Foi só quando eu quase tive que começar tudo de novo que eu percebi quantos sonhos ainda faltavam por realizar, quantas coisas boas eu poderia fazer se o pior ocorresse... No fim das contas percebi com certa estranheza que eu já estava quase torcendo pra me dar mal nas últimas provas... rsrs É bom quando a vida dá essas reviravoltas, mesmo que a gente se desespere na hora, e só uma pessoa de verdade sabe o quanto eu me desesperei, mesmo que tudo pareça ruir, sempre dá pra o...

Sobre diferenças entre aprender e ensinar

Vou mais uma vez me debruçar sobre um tema que já tenho falado aqui algumas vezes: Educação. Hoje estive conversando com alguns amigos sobre a atuação de alguns professores e alguns exemplos de práticas educativas. Uma coisa interessante sobre o assunto é a divergência drástica que existe no pensamento dos educadores quanto à responsabilidade na questão da aprendizagem. Uns pensam que aprender é uma responsabilidade do aluno. Outros que o aprender do aluno é uma responsabilidade do professor. Incrível como podemos notar isso em cada um. Mesmo os alunos se dividem entre estas duas vertentes. E então, de quem é a responsabilidade? Foi o aluno que não aprendeu ou foi o professor que não ensinou? Toda esta discussão nasce de uma inquietação pessoal minha: Porque diferenciar de maneira tão drástica o ensinar e o aprender? Porque não podemos encarar a coisa como sendo simplesmente parte de um empreendimento complexo de re-Construir constante do ser humano, seja ele professor ou estudante? Se...

Em breve na blogosfera...

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A internet é não é uma coisa. A internet é um lugar... Lugares podem possuir coisas interessantes, e a internet com certeza também tem as suas. Quando eu postei o selo Trabalho Duro em 2010 eu sem querer dei o selo pra um blog que ainda não existia, mas que agora vai existir! Podem aguardar e conferir: Sopa de Confeitos. A mais nova guloseima visual e intelectual da rede! (nossa isso ficou bonito... rs) E não poderia ser diferente tratando-se de quem está escrevendo... Meu Deus! É o blog da Vivian!! :D Por enquanto ele ainda está em fase do ajuste do layout, mas em breve vocês poderão conferir e como eu ter o privilégio de dividir pensamentos com essa pessoa... Postado ao som de "Hammer to Fall" - Queen+Paul Rodgers