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Mostrando postagens com o rótulo aprendizagem

Sobre diferenças entre aprender e ensinar

Vou mais uma vez me debruçar sobre um tema que já tenho falado aqui algumas vezes: Educação. Hoje estive conversando com alguns amigos sobre a atuação de alguns professores e alguns exemplos de práticas educativas. Uma coisa interessante sobre o assunto é a divergência drástica que existe no pensamento dos educadores quanto à responsabilidade na questão da aprendizagem. Uns pensam que aprender é uma responsabilidade do aluno. Outros que o aprender do aluno é uma responsabilidade do professor. Incrível como podemos notar isso em cada um. Mesmo os alunos se dividem entre estas duas vertentes. E então, de quem é a responsabilidade? Foi o aluno que não aprendeu ou foi o professor que não ensinou? Toda esta discussão nasce de uma inquietação pessoal minha: Porque diferenciar de maneira tão drástica o ensinar e o aprender? Porque não podemos encarar a coisa como sendo simplesmente parte de um empreendimento complexo de re-Construir constante do ser humano, seja ele professor ou estudante? Se...

Sobre a arrogância e o ato de ensinar

Bem, no último post falei sobre a questão da necessidade de se ter um certo desrespeito com relação a um conceito ou disciplina para que possamos aprende-lo. Pois vejam, agora dou uma pequena continuidade ao assunto para falar sobre o ato de ensinar. Se para aprender é necessário desrespeito, de maneira semelhante ensinar exige arrogância. Não arrogância no sentido de se sentir acima dos alunos, mas arrogância no sentido de se sentir dominante sobre o assunto ensinado. Ser apenas seguro não é o suficiente, os alunos devem reconhecer no professor essa segurança, e se ele não transparece dominar a disciplina, perde a confiança da turma, que já não mais o vê como alguém que será capaz de sanar suas dúvidas. Falo isso como aluno e como professor. Dos dois lados do problema é possível constatar a mesma coisa. Ha! Antes que os pedagogentos de plantão comecem a tramar seus discursos inflamados sobre Skinner-Piaget-Vigotsky-O diabo a quatro, eu NÃO estou dizendo aqui que o professor deve osten...

Sobre o desrespeito e o ato de aprender

Hoje estive vasculhando meus papéis velhos em busca de um artigo e encontrei uma outra coisa que me deixou muito surpreso. Tenho a mania de nunca jogar fora minhas anotações e reflexões, mesmo as mais inúteis. A que encontrei hoje faz bem o estilo das reflexões dO Metafísico, apesar de datar de antes do blog. Vou dividí-la com vocês, mas não com as mesmas palavras da época. Estive refletindo na ocasião (e volto a refletir hoje) sobre a postura dos estudantes ante um assunto novo e pude perceber certos padrões de comportamento com relação ao respeito por um conteúdo ou uma disciplina. Falando especificamente da área de exatas, encontramos predominantemente uma forma de pensar que nos guia para o caminho de que esta ou aquela disciplina é exageradamente difícil e que reprová-la não será nada fora do normal. Com o tempo vamos vendo que esta postura é dominante em quase todas as disciplinas da área e ficamos com um questionamento: será que é tão difícil assim aprender física ou matemática ...