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Viajem!!

Hoje vou viajar... Isto me faz refletir sobre uma série de coisas... Preciso de umas férias para escapar da tempestade de acontecimentos e compromissos que é sempre minha vida, preciso passar uns tempos longe de casa, longe da faculdade, mas acima de tudo o que mais me assusta: preciso passar um tempo longe de mim. Digo isso após certa reflexão, afinal de contas, a maior parte das coisas das quais eu quero me afastar um pouco para relaxar são exatamente as coisas que fazem minha identidade, o meu ser. Pelo menos por uns dias deixar de ser o professor, o aluno, o estagiário, o balconista. Pelo menos por uns dias deixar de ser o Maurício de sempre e dar lugar a um novo Maurício, com menos preocupações, menos stress... Penso que para isso servem muito bem as viajens de férias: para parar e dar umas férias ao velho eu e dar lugar a um novo.... Mas como tudo na vida sempre tem um ponto negativo, sempre tem coisas que não queremos deixar pra trás, mas nem isso é um problema grande: voltamos ...

Paralelos entre a física e a psicologia

A natureza nos fez seres sociais, a natureza fez com que tivéssemos que viver cercados de pessoas nos influenciando e sendo influenciadas por nós. Vivemos sempre cercados pela opinião dos outros e opinando sobre tudo que nos cerca, é impossível evitar... Não há quem se depare com um fato qualquer, que pode ser desde a morte do Michel Jackson até o gol que o Adriano perdeu hoje contra o São Paulo, e não tenha suas próprias teorias e pitacos sobre o assunto, não importa o quanto impertinente e inadequada ou embasada e bem colocada ela possa parecer. Entretanto a natureza nos fez também uma tanto quanto econômicos com relação a esforço, se estivermos entre duas soluções igualmente válidas para o mesmo problema inevitavelmente optamos pela mais simples. É claro que não se pode encarar isso de frente ao falarmos sobre o consciente, pois a natureza nos fez econômicos até nisso: esse tipo de articulação e elaboração rapida de respostas sempre se dão no inconsciente, uma prova disso são as ilu...

Reflexão e autocrítica

Bom, hoje vamos a um pouquinho de auto-crítica. Na última quinta feira fui convidado por um professor para participar de uma reflexão bem interessante sobre psicologia. Em resumo a reflexão era sobre Jung. Jung trabalhou muito usando conceitos físicos para falar em alguns aspectos de sua teoria, tendo inclusive trabalhado com o físico ganhador do Nobel Wolfgang Pauli. N mesa, eu era o único estudante de física, e quando o assunto entrou na física, eu comecei a explicar os paradoxos da Mecânica Quântica e outros assuntos que vinham sendo abordados. No meu discurso, o professor que havia me convidado (grande Nilton!) me chamou a atenção para uma coisa que me deixou extremamente sem graça, mas que me fez repensar minhas ações de maneira muito adequada. Vendo a proximidade e o orgulho com que eu falava da física, ele me pediu simplesmente para não deixar esse orgulho se transformar em soberba. Nossa... palavrinhas que eu precisava ouvir já fazia algum tempo... Realmente eu percebi o quanto...

O escritório dO Metafísico

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Hoje estava meio sem ter o que escrever... aí dei uma olhada em volta... O que vi? Desordem. A boa e velha desordem... Com isso fui obrogado a refletir o quanto o caos é importante em nossas vidas, e não digo só o fato de eu não arrumar o meu quarto não, digo o quanto nosso mundo pode mudar por acontecimentos espontâneos de uma hora pra outra. Um olhar diferente, uma chuva que vem na hora errada, um ônibus que nós pordemos, um despertador que de repente não faz o serviço direito. Buscamos de certa forma tanto encontrar a ordem emergente das coisas (a ciência que o diga), que esquecemos de notar o quanto o caos pode significar muito, mas muito mais do que pensamos... O caos, a mudança, a imprevisibilidade ou simplesmente a desordem, eles sempre vão estar aí quando mais precisarmos ou quando menos esperarmos, apenas o caos puro e simples pode nos deixar contemplar de verdade nossa essência, não somos seres ordeiros por natureza. Se fôssemos ordeiros por natureza uma das nossas mais etern...

Mudar o mundo

Depois daquela cena da mãe ensinando a criança a jogar lixo no chão, me vêm várias coisas à cabeça... Várias frases que estão quicando dentro d minha caixinha de pensar já faz um tempão... coisas como: "Você quer o quê, rapaz? Mudar o mundo?" [seguido de risos] "O Brasil não tem jeito mesmo..." [seguido de um olhar conformado] "Quem faz as coisas certo nunca se dá bem!" [seguido de um olhar de quem sabe das coisas] Gente, vamos parar para pensar, quando foi que perdemos nossa esperança? Quando foi que tiraram de nós nossa capacidade de sonhar? Se ela foi retirada, quem foi que retirou? Será que foi "o sistema", "a sociedade" ou no fim das contas fomos nós mesmos? Onde está hoje a juventude de 68 que tanto é divinizada em nossa história? Será que ainda continuam sendo os heróis que foram outrora? Onde estão aqueles que utaram pelas "Diretas Já!"? Será que eles também se cansaram? O que será que aconteceu com estes heróis do nos...

Um pouquinho de civilidade, por favor...

Nossa, me desculpem toda essa inatividade! Mais de um mês sem posts... Mas aguardem, piossivelmente em breve O Metafísico terá novidades, que envolvem principalmente uma atividade muito maior... Mas, menos lenga lenga e vamos ao que interessa... Hoje à tarde vi uma cena que me chocou profundamente. Um garotinho estava andando com a mãe na rua e comendo biscoitos. Tudo ia muito bem até que o pacote acabou... O garotinho então amassou o pacote e deu para a mãe. O que a mãe fez? Jogou no chão!!! Meu Deus, isso é inadimissível, será que isso é coisa que se faça para incentivar uma criança? Onde está nossa civilidade? Onde está nosso bom senso? O que fizeram com aquela tal de educação? Isso está muito relacionado com o meu post anterior, sobre a falta de fé no ser humano, agora denota outra falta de fé também muito grave: A falta de fé na sociedade. Sabemos bem: todo mundo joga lixo no chão, então porque não jogar também? Todo mundo fura fila quando pode, porque não furar também? Todo mundo...

Fé no ser humano

Tenho sempre visto por aí o descaso com que as pessoas tratam-se umas às outras. É incrível como somos induzidos a taxar as pessoas não só pelas suas aparências como pelo seu passado. Isso me remete a uma questão bem interessante: como anda nossa fé no ser humano? Será que realmente acreditamos que as pessoas podem ser melhores? Ou será que estamos tão desconfiados de nossos semelhantes que nos fechamos em nossos castelos sem dar oportunidades para que os outros se mostrem pessoas melhores? Digo isto porque no meu último post citei que a humanidade está evoluindo em sua forma de pensar o meio ambiente e revendo suas ações. Isso me remeteu a esta questão. Se estamos enfim repensando nossas ações com relação ao meio ambiente e nossa forma de moldá-lo, porque não podemos repensar nossa forma de encarar nossos semelhantes e nossa maneira de tratá-lo? É muito comum darmos rótulos às pessoas, é muito comum não acreditarmos que alguém é capaz de se regenerar. Querem uma prova: A pena de morte...