Postagens

Há!!!

Meu Deus! Até que tinha esquecido que este lugar existia!! Tanto tempo que não venho por aqui deixar uma mensagem para os meus amigos imaginários! Eles devem até ter se esquecido de mim...

Mau-Humor dos infernos!!!

Desgraça passageira esse tal de mau humor... Incrivelmente angustiante este sentimento que monopoliza nossa atenção ao máximo, sem permitir que mais nada se manifeste, sem permitir que possamos refletir de verdade sobre os nossos atos! Sentimento maldito de mal estar! Pequenas coisas podem levar a este tal estado de espírito, mas o mais impressionante de tudo isso é o quão rápido essas coisas somem de nossa cabeça e então sobra só este sentimento horrível de angústia e insatisfação! Como se fosse a herança de um parente distante de que a gente agora já não se lembra mais. Sinceramente não sei o que foi que me fez chegar a este ponto, não seria capaz de culpar alguém que não eu mesmo por esta tempestade, a única coisa que sei é que me conheço muito bem (ou penso que sim) e esta é a hora que eu estou mais propenso a magoar as pessoas que gosto e com isso me afundar mais ainda, logo não resta alternativa que não isolar-me em um canto escuro longe de todos (mesmo que não no sentido literal...

Enfim uma atualização!

Mais de um ano se passou e aqui estou eu de novo, o Metafísico em seus devaneios tontos... Fico pensando neste ano que passou, nos encontros e desencontros... Muita coisa aconteceu, muita coisa poderia ter acontecido, muita coisa eu fiz, muita coisa deixei de fazer... Tamanho foi o tumulto de acontecimentos que agora percebo que perdi o custume de devanear como já fiz em ooutras épocas, mas não, isso não pode ficar pra trás! É apenas quando paramos para refletir que encontramos sentido para as coisas... Viver simplismente já não basta! Acho que posso caracterizar este mais de uma ano de inatividade com dois escritos: Uma música e um poema. Uma música para a libertação de velhos grilhões, que há muito prendiam meu coração e mesmo minha alma, sem que eu pudesse enxergar o mundo ao meu redor e me lembrar como é belo o pôr do sol... A música: Free Bird, de Lynyrd Skynyrd. O poema: Eu mesmo fiz. Viver simplesmente não basta, há também que encontrar. 'Inda que uma uma unica saída, 'i...

Sonêto

Formosa, qual pincel em tela fina Debuxar jamais pôde ou nunca ousara: Formosa, qual jamais desabrochara Na primavera a rosa purpurina; Formosa, qual se a própria mão divina Lhe alinhara o contorno e a forma rara; Formosa qual jamais no céu brilhara Astro gentil, estrela peregrina; Formosa, qual se a natureza e a arte, Dando as mãos em seus dons e seus lavôres, Jamais soube imitar no todo ou em parte; Mulher celeste, oh! Anjo de primores! Quem pode ver-te sem querer amar-te? Quem pode amarte sem morrer de amores?! Antônio Peregrino Maciel Monteiro.

A Paixão

"Paixão é uma infinidade de ilusões que serve de analgésico para a alma. As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras nem novas descobertas." "Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis". Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém. Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara" muitas vezes! Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só pra escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perd...

Sonêto

Se te procuro, fujo de avistar-te, E se te quero, evito mais querer-te, Desejo quase, quase aborrecerte E se te fujo estás em toda parte. Distante, corro logo a procurar-te, E perco a voz e fico mudo ao ver-te; Se me lembro de ti, tento esquecer-te E se te esqueço, cuido mais amar-te. O pensamento assim partido ao meio E o coração assim também partido, Chamo-te e fujo, quero-te e receio! Morto por ti, eu vivo dividido, Entre o teu e o meu ser sinto-me alheio E sem saber de mim vivo perdido. José Bonifácio de Andrada e Silva. Óh, dúvidas e mais dúvidas! Neste mundo tão frio e descolorido, ainda o que resta de vivo e caloroso são nossos amores e paixões, mas mesmo estes às vezes parecem se perder num sutil e despercebido devaneio.